Ao ser multada a pessoa se irrita: “Multado? Mas como?!!!” E olhando a multa afirma: “Fiz uma coisinha de nada”. E tem certeza de ter sido multado injustamente.
O órgão mais sensível do corpo é o bolso. Estudo da anatomia revelou que é diante da “dor no bolso” que mais se sente desconforto. E entre os ataques ao bolso, a multa é a mais agressiva. Afinal, você compra carro. Caro. Coloca combustível. Caro. Faz carteira, que no Brasil é um assalto. Faz seguro. Caro. Paga IPVA. Caro. E Seguro Obrigatório. Caro. E ainda vem multa? Ah, não! Logo com você, que dirige na margem absoluta de segurança?
Isso não poderia acontecer. Não, MESMO!!
Ao concluir que houve “injustiça”, você sente uma comichão no bolso. Isso se irradia e vai ao cérebro, que dispara adrenalina na corrente sanguínea. O sangue encharca o corpo todo com isso e o coração dispara a bater furioso. Você sente rubor no rosto. Os músculos enrijecem e o pensamento corre descontrolado. A respiração acelera. E vem rancor e ira contra o multador, que é o policial ou o empregador dele, o Estado ou a União (“aquele bando de corruptos”, você pensa, já meio fora da gaiola). E você começa discursar mentalmente contra os injustos. “É perseguição”, você pensa. E segue gerando pensamento de raiva, sentindo o ácido do rancor corroer seu corpo e mente. Incendiado pelo veneno da imaginação, você esquece que sentir rancor é beber veneno e esperar que seu inimigo morra. E você fica horas brigando mentalmente com polícia, Estado ou União. E, sem poder tirar isso da cabeça, seu corpo se infecta de química ruim e sua alma de sofrimento invisível.
Tudo por causa da multa. Que momento!!!
* * *
Um velho sábio nos ensinou que o melhor a fazer diante da “injustiça”, é ir na origem do fato e reclamar. Dizer “umas verdades”. De forma educada, mas dizer. Feito isso, você passa a bola para quem lhe causou a angústia, e quem vai ficar se auto-envenenando é ele. Não você.
* * *
Piadinha
O sujeito está na roça de calção e um marimbondo entra pelo calção e pica ele no pintinho, que começa a inchar, inchar, inchar e a doer muito. Desesperado, ele e a mulher saem da roça correndo e vão ao médico, que diz:
-Vou dar analgésico para tirar a dor e antiinflamatório para eliminar esse enorme inchaço.
Ouvindo isso, a mulher do picado chama o médico para o lado e com uma carinha de santa pergunta a ele, bem séria e respeitosa:
- Doutor, será que daria para o senhor tirar só a dor?
sexta-feira, 29 de maio de 2009
O órgão mais sensível do corpo
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Baratas tontas cheias de opinião
Tudo agora é “em tese”. E você sabe: “em tese” é um nada. Fica antes do ser. É o “pode-ser”, ou seja, não existe. Mas tudo bem, “é nossa opinião”. Filosofia, mecânica, guerra, pintura, temos opiniões sobre tudo. E diante da prova em contrário, já argumentamos: “estou falando em tese”.
Não conseguimos consenso. Sempre alguém “pensa diferente”. Bombardeio das Torres Gêmeas? Teste nuclear no atol de Muroroa? Invasão do Iraque? Bomba em Hiroshima e Nagazaki? Queima de judeus? Sempre tem opinião a favor.
Não há consenso entre nós. Nem contra a barbárie conseguimos consenso. E vá desagregação de pensamento. E, em conseqüência, atraso na evolução.
“Toda unanimidade é burra”, dizem. E argumentam que toda regra tem exceção. E até afirmam que é a exceção que determina a regra. Então jogamos a toalha, admitindo o caos, mesmo sabendo que a humanidade só cresce diante do consenso, nunca da contradição.
A dialética deixa de servir de instrumento intelectual para pensar as contradições da realidade, e torna-se a grande aliada do caos e atraso que nos governa.
Se você perguntar “o que acha de matar a mãe” vai aparecer quem diga “concordo”. Quem diga “discordo”. E quem diga “talvez”.
O “talvez” é mais genial que o “etcétera”.
Quem criou o etc é um gênio. É... “talvez”...
Se somos assim, tão opinativos, não estranha existir quem concorde em soltar o motorista de Dois Irmãos que, embriagado, atropelou a moça e fugiu do local. É possível até haver quem acredite que ele “fez certo”. Parece doido, mas é possível. É o mundo da opinião, e o opinador, veja bem, pode estar “falando em tese...”
Também é possível ter quem concorde com o juiz que deixou livre (para continuar assaltando) os integrantes da gangue que levou quase 100 caminhões dos caminhoneiros que suam na boleia para ganhar o pão da família. É possível.
Tudo é possível. Afinal, como diz aquele samba do Ataulfo Alves, escrito 50 anos atrás,” já está provado que neste mundo tem trouxa para tudo”. E enquanto continuarmos nessa ausência de um consenso sobre “para onde e como ir”, vamos continuar a andar para lá e para cá, feito baratas tontas.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Que polícia é essa?
A população não entende. E nem tem como. O sujeito embriagado sai dirigindo. É madrugada. E sob efeito etílico atropela a pedestre Alexandra Alves, de 19 anos.
São 5 da manhã de sábado para domingo. A pedestre é jogada longe. Se estatela no chão e, vendo o sangue correr, ela grita.
O motorista foge. Abandona a vítima.
Não queria ser pego embriagado? Ficou com medo de ter matado a moça e fugiu?
Não se sabe. E não importa. Atropelou tem de socorrer. Atropelou e fugiu é culpado, não importam as circunstâncias da fuga.
Mas alguém viu o caso. Era um Gol cinza.
A Brigada Militar, sempre atenta às ruas, anda pra cá e pra lá. Alguém vê o Gol no bairro São João. E lá vai a Brigada e pega o atropelador. Ele está sob efeito de álcool tão forte, que no caminho até o quartel “apaga” no carro na polícia. E dorme. E, lá chegando, sequer consegue soprar o etilômetro para fazer o teste de embriaguez.
A Brigada o leva ao Postão 24h, e um médico com formação e gabaritado vê os sinais objetivos presentes no atropelador e atesta, em laudo clínico, a embriaguez.
Diante disso, álcool e atropelamento com fuga, ele vai para a Polícia Civil autuar e recolhê-lo preso por dirigir embriagado, atropelar e fugir do local. Ou, então, para depois de autuado pagar a fiança, se o delegado assim o entender. Tudo perfeito até aqui. Mas aqui começa o que a população não entende.
Primeiro Dois Irmãos não tem Plantão na Delegacia. Já teve. Não tem mais. Então dois brigadianos são deslocados para levar o atropelador até Novo Hamburgo.
Lá chegando, o delegado de plantão Wagner Dalcin conversa com os brigadianos e se retira, deixando para um inspetor “argumentar” a razão pela qual não vai autuar o motorista que alcoolizado atropelou e fugiu do local.
O inspetor, meio constrangido, “explica” aos brigadianos que “o juiz não aceita exame clínico como prova”. Ele não perguntou ao juiz. Ele fez a ilação de que o juiz não aceitaria.
O inspetor apenas registra a ocorrência e o sujeito se livra solto.
É um caso de uma brutal irresponsabilidade policial. E é por fatos assim que a população vai começando a olhar a polícia de lado.
Por isso solicitamos ao Delegado Regional, Wagner Vasconcellos, explicação detalhada dessa tragédia. Dois Irmãos apóia sua polícia, e espera dela muito mais do que essa atitude (até aqui) incompreensível.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Estamos ficando mais jovens?
Criança até os 10.
Púbere até os 12.
Adolescente até os 20.
Jovem até os 30.
Adulto até os 60.
E dos 60 em diante você é idoso.
Porém hoje ninguém é idoso aos 60. O tempo de vida aumentou graças ao tratamento da água e o saneamento básico. Aumentou graças a tecnologia, que permitiu criar equipamentos para detectar doenças e também criar, com eles os medicamentos.
Hoje há tratamento anti-envelhecimento para o corpo e para a mente. E porque a comunicação tornou o planeta uma aldeia, todos sabem que isso existe e surgiu, em nós, uma alegria esperançosa de deter o tempo e viver “bem” por muito mais tempo que viveram nossos pais e avós.
Como consequência desse mundo que criamos, a pessoa de 60 anos hoje não é idosa.
E dependendo de “como viveu”, nem a de 70 é idosa.
Hoje pessoa de 70 tem vida sexual ativa. Muitos casam aos 70, e não é só para "esquentar os pés". O senador Simon ficou pai aos 70. E como para ter boa vida sexual a pessoa precisa de bons relacionamentos sociais, os de 70 estão ativos, vão a festa e viagens, se mantém ativos e "em contato" com futuros parceiros..
Estes últimos 50 anos foram rejuvenescedores. Nunca a humanidade experimentou tanto tempo de vida. E com qualidade. Qualidade que faz a pessoa de 50 anos hoje ser adulto-jovem se não passou os últimos 50 anos enchendo a cara, fumando ou usando droga. Mas quem bebeu moderadamente, não fumou nem cheirou porcaria, é certo que se comparado a alguém de 50 anos atrás com a mesma idade parecerá mais jovem que aquele.
As filas de banco e os caixas de supermercado, ou mesmo os bancos de ônibus e demais lugares reservados para “idosos”, terá de ser repensado. Uma porque com 60 anos ninguém é idoso, atualmente. Outra porque ninguém de 60 “admite” ser idoso. E, para encerrar, lembro que seu Paulinho Feldens, no aniversário de 100 anos da Sociedade Atiradores, estava com 82. Como ex-ecônomo, lá estava ele. E de pé. Então peguei uma cadeira e ofereci a ele. E ele agradeceu, dizendo baixinho no meu ouvido:
- Obrigado, seu Alan, mas vou ficar em pé. Se eu sentar essa turma vai dizer que estou velho...
sexta-feira, 22 de maio de 2009
O recado da ponte
Todos construímos pontes. Dois Irmãos tem a do Feitoria, pela qual os primeiros imigrantes vinham para o Centro da cidade.
As mais famosas do mundo são a do Brooklin, em Nova Iorque, e a Golden Gate, em San Francisco, Califórnia.
No Rio Grande do Sul se chega e sai por pontes. Como São Tomé-São Borja. E para Santa Catarina é por ponte, como a do rio Pelotas, na divisa de Vacaria-Lages.
As pontes têm símbolo de união. E guerra.
Os gregos calculavam para conhecer astronomia. Os romanos para saber a distância de lançar as flechas e matar os inimigos.
Pais e filhos têm amor natural e desentendimento, e têm de atravessar a ponte do conflito de geração, caminhada sem a qual não há entendimento.
A fé é a ponte entre o mundo e o subjetivo Criador. John Milton, no Paraíso Perdido, narra a teologia clássica e diz que após desviar Adão e Eva, o Diabo construiu uma ponte da Terra ao Inferno, para “facilitar o desvio das almas”.
Quem se atira no vício atravessa a ponte. E para sair dele faz o caminho de volta de joelhos, rastejando.
Se em tese todos nascem sadios, muitos de nós certas vezes cruzam uma ponte que leva à delirante loucura. Uns de lá retornam. Outros nunca mais, como os que acometidos da Síndrome do Andarilho largam família e trabalho e saem a andar pelo mundo falando com entidades psiquiátricas que lhes atazanam a vida.
Do simples Ser ao Ser-Poder, existe uma ponte. Atraente, mas perigosíssima, pois quem a atravessa tende a pensar que “é” o Poder. O sofrimento então é inevitável: é Getúlio Vargas, desfechando tiro no peito; É Jânio Quadros, embriagado na renúncia; É Collor, na fuga pelos fundos antes da deposição; É Yeda, na “via Crusius” que está passando.
Os que (como este jornalista) não são naturais de Dois Irmãos, mas para cá vieram, tiveram de construir essa ponte de relacionamentos. E, feito isso, a vida floresce.
Do amor ao ódio. Da lembrança ao esquecimento. Do entendimento ao desentendimento. Tudo na vida são pontes. Alguns fazem o trabalho duro, batendo as estacas que sustentam as pontes. Outros colocam o piso nela, para permitir a passagem. E outros estendem o tapete no qual se pode (ou não) caminhar. Mas, se caminhar, por favor: vamos limpar os pés, como cortesia aos que vierem depois de nós, na travessia civilizada dessa ponte para o entendimento.
As pontes só podem ser construídas e atravessadas, se em ambos os lados estiverem homens de boa fé. Fé na paz. Ou fé na guerra. Mas, preferencialmente, na paz. Certo?
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Um elogio aos policiais rodoviários
Não há nada mais podre e desprezível que policial corrupto. O cidadão (sabendo ou não) criou o governo e através dele treinou armou e paga pessoas que espera que o protejam do mal.
Policiais devem ser anjos da guarda, proteger a pessoa do mal, instruir no caminho da lei e se preciso expor sua própria vida para livrar o cidadão do mal.
Nenhuma pessoa de bem deve temer policial. Mas todo cidadão do mal necessita temê-lo. O temor do cidadão do mal ao policial, resulta no respeito do mal ao cidadão de bem. O policial é a parábola que resolve a equação do bem contra o mal.
No entanto, pessoas vindas de setores eticamente apodrecidos entram na polícia. Não se tornam policial para proteger o bem do mal. Se valem da farda, arma e treinamento para, assim, protegidos, praticar seus malefícios.
O policial eticamente podre usa o que o cidadão de bem lhe proporciona não para proteger o bem. Usa para praticar o mal, e é assim que o policial corrupto se torna o mais detestável entre o mais detestável dos cidadãos.
No entanto, hoje o Rio Grande do Sul deve fazer um elogio aos policiais rodoviários federais. É que hoje, em Pantano Grande, cinco elementos eticamente podres que integravam a Polícia Rodoviária Federal foram presos.
Eles entraram na Rodoviária por concurso. Eles receberam treinamento. Eles usavam a farda e veículos da rodoviária federal. Mas não eram policiais. Eram corruptos. Davam “mordida” e usavam a farda para assaltar e achacar o cidadão de bem.
E eis o detalhe importantíssimo: Eles só foram presos, porque a própria Rodoviária os denunciou à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal. E, assim, constatados os crimes dos cinco putrefatos policiais, hoje prenderam eles como se prende qualquer delinquente comum.
A Polícia Rodoviária Federal aqui do Estado tenta arduamente lavar a sujeira interna. E nossa região é testemunha de que está conseguindo. Nos últimos anos, não se escuta nada de mal deles. A semente moralizante parece que pegou e já frutificou. Não se escuta mais falar mal dos Rodoviários nesta região. E isso merece um grande e respeitoso elogio. Parabéns!
Só este ano, oito rodoviários corruptos perderam a farda e aqui no Estado. Os cinco de hoje, provando-se o fato, igualmente perderão a farda, e isso deixará mais alva a farda (e a honra) dos policiais rodoviários.
O cidadão não deve desistir de viver numa sociedade sadia, pois após aparecer um que a ética do bem corta, sempre vem outro que a ética do bem planta. E é assim que a esperança nunca morre.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
É... os tempos REALMENTE mudaram
Se você tem 50 anos e se lembra de quando tinha 5, e se compara com os meninos que hoje têm 5 anos, o que você pensa que era?
Um bocó, não é?
De onde veio tanta inteligência nas crianças de hoje?
50 anos atrás menino de 5 anos era um “ranhento”, vivia gripado e fungando. Quando falavam com ele, ele se jogava para trás de alguém, todo tímido. E quando respondia, não conjugava verbos nem usava pronomes de tratamento, era um bobão.
Fale com uma criança de 5 anos hoje e o que você escuta? Um diálogo elaborado, com palavras complexas e riqueza verbal.
50 anos atrás qual era o universo do menino de 5? Se resumia a pai, mãe, irmãos, a porta da casa, galinha e cachorro. O mundinho dele era reduzidíssimo.
E como é o universo de um menino de 5 anos hoje? Avião, continentes, filmes, carros, eletrônica, música e arte.
Um menino de 5 anos hoje é capaz de citar (se os pais conversam com ele) pontos de Paris, Japão e Nova Iorque, que ele viu ao assistir Madagascar. Tevê, telefone, computador, jogos, planetas, galáxias, tudo está na mente dos meninos de 5 anos de hoje.
50 anos atrás, menino só corria atrás de bola de pano. E o de hoje? Assiste Fórmula 1. E, se bobear, ele diz quem ganhou o turfe no GP de São Paulo, domingo.
Comparar um menino de hoje com um de 50 anos atrás é covardia. O de hoje tem tal volume de informações, que até é possível que tenha mais informações que o pai que hoje tem 50 anos. É que o pai pegou o bonde de informações globais andando, e ele, o menino de 5 anos de agora, nasceu dentro desse bonde. O pai de 50 “está contido” na informação global, diria um Mestre em Lógica. Já o menino de 5 de hoje “contém” a informação, ele é a informação.
Apesar desse precoce despertar da inteligência nas crianças de agora, elas (felizmente) continuam carinhosas e doces, como toda criança deve ser. Ou até mais, porque estão mais inteligentes e inteligência tem a ver com civilização e civilização tem a ver com ser amoroso.
Toda esta narrativa explica o que vimos hoje. Na esquina do colégio Imaculada, uma menininha de 8 anos estava com a mãe, que a deixava na escola. E essa menininha olhou para a mamãe e disse, carinhosa mas firmemente:
- Vai direto para casa, tá? Não dê bola para ninguém e não fale com estranhos.
A mãe, pega de surpresa, balançou a cabeça e disse, sorrindo:
- Sim, filha, sim!
* * *
É... os tempos REALMENTE mudaram.
terça-feira, 19 de maio de 2009
PÉROLAS DO ÚLTIMO ENEM
Vale a pena ler. Dividimos com vocês.
- O sero mano tem uma missão...
- O Euninho já provocou secas e enchentes calamitosas.
- O problema ainda é maior se tratando da camada Diozanio!
- A situação tende a piorar: O madereiros da Amazônia destroem a Mata Atlântica da região.
- Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele.
- O grande problema do Rio Amazonas é a pesca dos peixes. É um problema de muita gravidez.
- A AIDS é transmitida pelo mosquito AIDES EGIPSIO.
- Já está muito de difíciu de achar os pandas na Amazônia.
- A natureza brasileira tem 500 anos e já esta quase se acabando.
- O cerumano no mesmo tempo que constrói, também destroi, pois nos temos que nos unir para realizarmos parcerias juntos.
- Na verdade, nem todo desmatamento é tão ruim. Por exemplo, o do Aeds Egipte seria um bom beneficácio para o Brasil ... menos desmatamentos, mais florestas arborizadas.
- Isso tudo é devido ao raios ultra-violentos que recebemos todo dia.
- Tudo isso colaborou com a estinção do micro-leão dourado.
- Imaginem a bandeira do Brasil. O azul representa o céu , o verde representa as matas, e o amarelo o ouro. O ouro já foi roubado e as matas estão quase se indo. No dia em que roubarem nosso céu, ficaremos sem bandeira.
- ... são formados pelas bacias esferográficas.
- Eu concordo em gênero e número igual.
- Precisa-se começar uma reciclagem mental dos humanos, fazer uma verdadeira lavagem celebral em relação ao desmatamento, poluição e depredação de si próprio.
- O serigueiro tira borracha das árvores, mas não nunca derrubam as seringas.
- Vamos deixar de sermos egoistas e pensarmos um pouco mais em nos mesmos.
domingo, 17 de maio de 2009
O pai da criança é o Fédy
Luiz Fernando é o pai dessa onda de “habite-se” que vai tomar conta de Dois Irmãos. Ele é que descobriu ser possível tantos se beneficiarem do levantamento de imóveis feito em 1998, pelo prefeito Juarez Stein.
Como seu ofício é fiscalizar imóveis irregulares em Novo Hamburgo, Luiz Fernando se alertou para o fato e sugeriu que a prefeitura de Dois Irmãos fizesse esse movimento. Pelos cálculos dele, 5 mil construções serão beneficiadas na cidade. E não apenas casas. Qualquer prédio “levantado” pela equipe do prefeito Juarez, em 1998, e que não tivesse o “habite-se”, agora está apto a receber o mesmo sem pagar o INSS.
É difícil dizer quanto essa descoberta de Luiz Fernando significará de economia no bolso do contribuinte. Mas tem construções grandes que deixarão de pagar muitos milhares de reais.
Modesto e escaldado pelas ações subterrâneas da política, Luiz Fernando não admite dizer que está por trás desse que será um grande movimento da prefeitura administrada por Miguel. Mas é sabido nos bastidores que a idéia de fazer esse movimento do “habite-se” partiu dele.
A prefeitura chamará de “Morar Legal” (no sentido de dentro da lei do habite-se e averbação). E, ao que parece, além da idéia básica Luiz Fernando ainda deu a logística do movimento que levará milhares até à prefeitura, para se beneficiar desse não pagamento de INSS para “habite-se”. Diz-se que ele sugeriu regularizar primeiro construções que já tenham planta (projeto) na prefeitura e não tenham “habite-se”. E que sugeriu criar um programa para incentivar quem não tem planta fazer o projeto e se beneficiar da isenção embutida nesse “Morar legal”. Luiz Fernando não admite, mas fala-se, igualmente, que teria sugerido criar uma Lei Especial de Regularização dos Imóveis. Ele não admite, por modéstia ou por conhecer os descaminhos da política. Mas admitindo ou não, fica o registro, para que a história o julgue. Parabéns, Fédy. Parabéns!
sexta-feira, 15 de maio de 2009
E o Berlitz, onde está?
A primeira Feira de Dois Irmãos foi no governo do Romeo Wolf. Era “agropecuária e industrial”, pois o Romeo queria uma feira para desenvolvimento genético. A feira foi no Parque Vicente Hennemann, onde hoje é o Global. Aquele prédio foi presente do Presidente João Figueiredo, que nos deu ele quando o Romeo visitou o general em Brasília. Figueiredo gostava daqui, pois quando chefiou o terceiro Exército vinha tomar café colonial ali no Restaurante Johann, com o seu Armandinho. E lembrando disso, nos presenteou com o dinheiro para construir aquele prédio.
Após Romeo veio Arnildo Mallmann prefeito, e não se fez a Feira por 4 anos.
Na sucessão de Mallmann, no primeiro ano do governo seguinte, ela voltou e trocou de nome, chamando-se MaiFest. Era menos intensa na área pecuária mas muito maior na área comercial. E é aqui que entra o título desta crônica: “E o Berlitz, onde está?”
Naquela MaiFest o Ademir Berlitz criou um diferencial entre os expositores. A Berlitz vende chuveiro e aquecedor, e montou na MaiFest um chuveiro e contratou uma linda morena para tomar banho “ao vivo”.
O box era transparente e a moça, apesar dos protestos, infelizmente tomava banho de biquíni. Porém, quando ela entrava era um frenesi. Não se via nada de montanhas, florestas ou grutas, era tudo singelo e delicado, um banho, apenas. Mas era a moça entrar no chuveiro e a feira parava para curtir “a hora do banho”.
O público feminino reclamou e o Ademir atendeu o pedido das mulheres, colocando, no último dia, um rapaz para tomar banho. O que levou os homens a torcerem o nariz e as mulheres ao delírio.
E foi assim que a MaiFest, graças ao Ademir Berlitz e seu humor e tino comercial, ficou com um tempero incrível.
Na última noite uma bandinha passou de estande em estande, fechando a feira. A imagem dessa bandinha tocando e dos estandes fechando e o povo indo para o corredor, com um copo de chope na mão, ficou muito engraçado.
É que na frente da bandinha, e já com alguns chopes a mais e muita alegria, vinha o Ademir, dançando e rindo, feliz da vida.
Naquela feira não teve para ninguém. Só deu o Ademir e essa genial idéia de colocar uma morena para tomar banho ao vivo.
Hoje, olhando a relação de expositores, publicada (gratuitamente) pelo Jornal Dois Irmãos, não se vê a Berlitz Comércio e Serviços.
Não é justo o Ademir não participar.
Ele tinha nos acostumado a ver aquelas morenas tomando banho e agora, sem mais nem menos, acaba com aquele chuveiro que tanta alegria nos deu. É capaz de se criar um movimento “Volta Berlitz!”
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Ignorância e arrogância não casam
Por mais inteligente que pense que é, duvido que explique 1% do que está ao redor.
Explique a energia elétrica que corre pelo fio e chega à lâmpada e a acende. Explique a lâmpada. Explique os filamentos. E por que incandescem?
Mas não vamos tão longe. Vamos ao “básico”, algo assim, digamos, criado “em 6 dias”. Explique a água. Você conhece água. De que é feita. O que é o tal H20? Explique apenas o H, esse tal hidrogênio. Não? Então o O, do oxigênio. O que é isso? E, aproveitando, explique o ar que respiramos. Puxa vida! Respiramos desde a barriga da mamãe. Então: explique o ar. O que é o ar? Não sabe? Está bem. Explique o calor, então, o tal fogo. E a terra? Dá para explicar a terra? Pisamos nela todos os dias da vida. O que? Não sabe o que é terra?
Está bem: Voltemos à barriga da mamãe. Você sabe como entrou lá? Mas como é que essa “fusão” entre você fora dela, no papai, juntando-se a um você dentro dela (o óvulo) acabou gerando esse você? É dois em um? E, lá dentro da mamãe, como foi mesmo que em homem se transformou o feto naqueles 270 dias? Primeiro a explosão. Lembra? Depois agregação de células. De onde vieram as partes se formando. E quando nasceu, que engenharia: aprender caminhar, falar, pensar e então aprender que teria de aprender. E por mais que aprenda, não se sabe quase nada. “Tudo que sei é que nada sei”. Que conclusão genial é esta, não é?
Um carro você não entende? Vê, mas não entende. Um computador você entende? Vê, mas não entende peça por peça. E o telefone? Liga lá do Japão e responde aqui. Você sabe fazer um? E a tevê. Meu Deus! E os satélites em órbita geoestacionária ao redor da Terra, xeretando o mundo. Os navios flutuando. Aviões voando. O asfalto que cobre a rua, vai dizer que você sabe explicar o que é "profundamente" essa mistura negra. E a comunicação escrita? Como se chegou ao A, B, C. E a matemática? Nos explique o que é o “zero”. E o ângulo, que aumenta a linha reta, o lugar mais próximo entre dois pontos, você o explicaria? Então “só” explique a voz; Como você fala? Mais fácil: explique a música. Ou a tinta nas artes.
Somos ignorantes. Todos nós.
Sabemos o mínimo do mínimo e nos achamos “grande coisa”.
Pequenos somos.
Praticamente nada, nesse tudo que nos cerca e somos. Não sabemos explicar como respiramos, que seja, como o ar, numa equação complicadíssima, entra nos pulmões e dali se desloca pelo corpo e nos faz vivos.
Seria bom pensar em humildade.
Porque arrogantes, com tanta ignorância, é certo que não podemos ser...