quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Hoje como em 1975

Alan Caldas

Numa tarde de setembro de 1975 eu vinha de carona de Vacaria para Caxias do Sul, pela BR 116. Na descida da serra do Rio das Antas, entre Vacaria e São Marcos, dobramos uma curva fechada e bem na frente vimos um Fusca batido de frente num caminhão.

O acidente havia ocorrido segundos antes, e corremos para socorrer os acidentados.

No Fusca havia dois senhores de meia idade. Ambos com muito sangue, mas vivos.

Perguntei se conseguiam me entender. Conseguiam. Perguntei se conseguiam se mover. Conseguiam.

Ajudamos eles a sair do Fusca, com muito jeito, e colocamos os dois no banco de trás do Opala. Ligamos o pisca alerta e as luzes, e saímos embalados na direção de São Marcos.

Eu fui no banco de trás, junto com os dois senhores. Os dois sangravam bastante, e eu, que era um guri, tinha de ir acalmando eles. Disse que estava tudo bem, que nós estávamos com eles, que aquele sangue era só superficial.

Um deles estava com a mão toda amassada, eu me lembro, e havia perdido um dos olhos no acidente. Havia um buraco com sangue, onde antes havia um olho. Ele chegou a dizer que achava que tinha perdido o olho mas eu não podia dizer isso, pois ia assustá-lo mais.

“Não perdeu”, eu disse, “é que tem muito sangue aí e por isso o senhor não enxerga, mas fique calmo que já vamos chegar no hospital”.

O Opala, dirigido pelo Paulo Marques, voava baixo na BR 116.

Um deles disse que estava “perdendo os sentidos”. Pensei que ia morrer, e sem saber o que fazer, peguei a mão dele e segurei firme.

- Fique acordado! Não se deixe desmaiar!

Ele reagiu.

Ambos diziam o tempo todo “Perdão, Senhor! Perdão, Senhor!” e eu tentava falar com eles, dizendo que foi um acidente e que o homem do caminhão não sofrera nada.

Então chegamos em São Marcos.

Entregamos os dois no hospital e fomos embora. Mas, antes de sair, já os dois deitados nas macas, um deles me pediu:

- Avise a Diocese de Caxias que o padre Bizzi e o padre Petroni se acidentaram.

Hoje, 35 anos depois, também numa tarde de setembro, tive a chance de ajudar a socorrer a dona Maria Lúcia Schuck. E pude repetir o tratamento atencioso que se deve ter com quem, estando acidentado, precisa de alguém que lhe segure a mão e dê confiança. Não sei a extensão dos ferimentos da dona Maria Lúcia. Ela também sangrava muito, mas espero que seja leve.

De qualquer forma, hoje pude constatar que tanto naquele distante 1975 quando neste atual 2010, o que importa num momento desses é não ter medo de chegar perto do acidentado. E, sobretudo, tem de ter carinho e respeito para pegar na mão da pessoa acidentada e dizer que ela fique calma, pois não está só.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

E a verdade nos libertará

Alan Caldas

A imaginação faz parte da essência humana. A nossa mente vê muito mais do que nossos olhos enxergam. Se ouve, vê ou lê alguma coisa e, em seguida, se fica girando mentalmente ao redor do que se leu, viu ou ouviu.

É que somos uma raça imaginativa, que pensa e que pensa muitas vezes mais no que acredita do que no que realmente viu ou ouviu. E por sermos uma raça imaginativa, criamos teorias, temos teoria para tudo.

Tem uma teoria que é a minha preferida. Ela diz que em qualquer lugar do planeta que se esteja, bastará falar com sete pessoas e uma dessas sete conhecerá alguém que você conhece.

Já testei essa teoria. Olhe o exemplo:

Em 1988 fui a Paris. E num hotel encontrei um casal que morava no Rio de Janeiro, e esse casal, por incrível que pareça, conhecia o meu tio que mora em Maceió! Dá para acreditar?

Outro exemplo é o Alencar Zimmer e a Ronete. Eles estavam no interior (bem interior!!!) da Argentina, e de repente um senhor argentino bateu no vidro do carro e perguntou:

- Vocês são de Dois Irmãos? Conhecem o doutor Ângelo Frapiccini?

Essa teoria da sétima pessoa é na verdade a teoria da Existência Coletiva. Ela leva a crer que nós, humanos, fomos criados numa única Matriz. Mas isso, dito por um qualquer, não tem tanta credibilidade. Mas e se isso fosse dito por Sócrates, o grande pensador grego, será que teria credibilidade?

Sócrates foi um tipo humano importante, e ele acreditava na teoria da criação coletiva. Para provar isso, Sócrates levou seus discípulos para a rua e, entre os mendigos, pegou um completamente analfabeto. Sócrates então começou a fazer perguntas sobre matemática a esse analfabeto, e mandou que seus discípulos fossem anotando as respostas. Ele fazia perguntas bem feitas e o mendigo analfabeto ia dando respostas inteligentes. Ao final, aquele analfabeto explicou o Teorema de Pitágoras.

- Mas como?!!! - perguntaram os discípulos de Sócrates, perplexos.

E ele respondeu:

- O conhecimento está em todos nós. O que falta é alguém que saiba nos perguntar direito.

“Entre o céu e a terra existem muito mais coisas do que supõe a nossa vã filosofia”, escreveu certa vez o dramaturgo inglês William Shakespeare. E talvez essas verdades que hoje ocultas estão, “um dia reveladas nos serão”. E então saberemos a verdade.

E a verdade nos libertará!

Mas essa já é outra teoria.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Chegou na meia idade espetacular

Alan Caldas

Até os 10 anos de idade, tu vais só na brincadeira, leva a vida na flauta e enfrenta responsabilidades como escola, futebol, pescaria, bicicleta e a obrigatória subida e descida da casa do Tarzan. Dos 10 aos 30 tem correria. Atrás das moças, é claro. Tem de firmar o cabelo e ter pose de tenente, peito para fora, barriga para dentro, e ser destemido o suficiente para disputar as donzelas, porque a concorrência é forte dos 10 aos 30.

Aliás, aos 18 anos minha geração queria saber “quem” namorava as garotas de 18 anos. E só descobrimos quando chegamos aos 30.

Dos trinta em diante tu te dás conta de que a vida adulta vem chegando. E já pensas em assinar o Jornal Dois Irmãos, o jornal oficial da tua cidade. A essa altura tu já trabalhas, porque mãe e pai não sustentam vagabundo. E já passastes por duas ou três namoradas que te deram um chute ou tu as deixastes num choro cuja lembrança um dia te atormentará a alma. E por ter tido esses dois benefícios - reconhecer que a história precisa ser narrada por um jornal e por já ter tido o sentimento despedaçado - tu te encaminhas seriamente para uma vida de trabalho que só terminará realmente no dia da tua morte. Talvez tu ergas fortuna e dela aproveites com um ar adulto, mas talvez ergas fortuna e tenhas o infortúnio de te confundires com o que ela te compra, e aí te tornarás um imbecil. Talvez vivas bem. Talvez não entres no álcool. Ou na droga. Talvez sejas fiel. Talvez abras empresa. Talvez construas. Talvez mudes.

E é sobre mudança, este artigo de hoje.

A mudança de Dois Irmãos.

Amanhã, 27 anos depois deste jornal ter chegado aqui, Dois Irmãos completará 51 anos de existência político-administrativa.

A Dois Irmãos que encontramos 27 anos atrás foi completamente modificada. Cresceu. Inchou. Coloriu fisicamente. Destruiu suas sociedades. Ganhou vícios urbanos, como crime e violência, mas ganhou qualidades, como comércio mais forte, diversificação industrial e melhorias na infra-estrutura.

Uma cidade não é um ser humano. Mas também muda. Também envelhece. E também rejuvenesce. A Dois Irmãos que era já não é. E nós que a vimos como era, tendemos a dizer que Dois Irmãos era melhor como era do que como é. Mas acreditar nisso é parar no tempo, é não ver que a cidade evoluiu para a única evolução possível: o crescimento. E o crescimento trás contradições, com crescimento vêm acertos e erros, dores e alegrias, bons e maus, anjos e demônios. Mas é no crescimento que se adquire melhores ruas, melhores escolas e acesso a saúde e serviços que nem de longe acreditávamos que teríamos. Dois Irmãos ficou adulta. E, na meia idade, continua sendo espetacular.

A sustentável leveza do ser alienado

Alan Caldas
Nesta eleição me dei o direito de passar batido. É a primeira eleição que não movo uma palha na tentativa de eleger este ou aquele. Fiquei neutro. Não acredito em neutralidade, claro, pois cada um de nós é um ponto de vista. Mas desta vez estou neutro. E não me alegra nem entristece “ganhar” ou “perder”. Tô fora! Me tornei o alienado que lava as mãos. Fiquei alienado político e, réu, confesso! Não assisti programa eleitoral na tevê. Nem escutei no rádio. Mas o melhor é a simpatia. Virei politicamente simpático. Quando chega político aqui no jornal, recebo a todos de forma cortes. Seja do partido que for, ele recebe aqui tratamento afetivo e elogioso. Lembro seus feitos, conquistas e esperanças, e incentivo ele a seguir em frente, e nos colocando a disposição para auxiliar no que for preciso. Não sei mais o que é esquerda. Não sei mais o que é direita. Não sei mais o que é o centro. Me tornei assim: neutro. Me pergunto se desisti, se morreu em mim aquela esperança, o desejo de lutar um combate, de terçar armas contra o que achava errado. E a resposta é não. Nada mudou. Apenas me dei conta que em cada político existe um desejo de acertar, de fazer coisas boas e levar a população à civilização. E também um desejo de fazer isso para si também. Decidi que (nesta eleição) não posso dividir pessoas que têm sonhos, esperanças e angústias colocando elas num balaio diferente. Todos estamos neste barco Brasil. Se afundar afundo eu e afundas tu. Então o que nos resta é pisar leve, pois não é mais o telhado que é de vidro, agora é o chão que virou vidro. Tendo, portanto, me auto neutralizado, não me interessa a posição do Serra (em quem vou votar) nas pesquisas. Eu “só” vou votar nele, mas se a dona Dilma ganhar, ganhou, está muito bem e o barco seguirá na correnteza social brasileira que ano a ano nestes 53 anos vem ficando cada dia mais turbulenta. Pessoalmente penso que o Brasil não é uma nação. É um desatino. E nós da imprensa, espremidos em 6% da população, nos damos a tarefa de carregar a verdade nas costas. Porém, mais de 90% dos brasileiros não estão nem aí para a verdade. E tem ainda o detalhe de que sendo a verdade aquilo que a maioria diz que é, então nós da imprensa não temos de carregar esse fardo, essa cruz, nem viver nesse sofrimento. Não sei se esse desinteresse alienante tomou conta de mais alguém. Mas da minha parte, posso dizer que é esta a primeira eleição que não me azeda a vida. E a única que não azedo a vida dos outros. Assim, ficamos todos docinhos, docinhos, e bem alienadinhos... E estou me sentindo bem, barbaridade.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Um ótimo amigo que partiu

Alan Caldas

Foi enterrado nesta terça, no cemitério Evangélico de Novo Hamburgo, o amigo Nestor Fips Schneider (foto).

Em sua trajetória, o Fips incluiu o senso de responsabilidade social. Tanto que foi político, sendo prefeito de Campo Bom e duas vezes deputado estadual.

Era grande amigo de Cláudio Strassburguer. E muito amigo do “Bolota”, o Júlio Boslle, que na juventude havia sido, tal qual o querido Fips em Campo Bom, Rei Momo de Novo Hamburgo. Opostos na concepção política, Fips de direita e Bolota militando na esquerda, nunca deixaram de ser amigos, pois ambos tinham ternura no coração e uma alma bem humorada. Também uniram-se na doença, pois tal qual o Fips, o Bolota igualmente sofreu um Acidente Vascular Cerebral, o mal-chamado e malfadado “derrame”, que entrevou o Fips de 2002 até ontem e que, mesmo em menor grau, igualmente levaria o Bolota à morte.

O Fips fazia parte dos políticos essenciais. Era da essência dele fazer e manter amigos, falar amistosamente com as pessoas e disparar uma piadinha e afago que nos fizesse sorrir.

Jeitoso, educado e atencioso, Fips sempre tinha uma palavra de conforto e sabia que nunca se deve tirar a esperança da pessoa, pois a esperança pode ser a última coisa que ela tenha.

Não sei como era a relação dele com esposa e filhos. Mas se fosse semelhante a que o Fips mantinha com as ruas, os filhos devem ter derramado rios de lágrimas nesses anos de coma, e sentido terrivelmente o salto dele para o Grande Vazio.

Em Dois Irmãos era amigo especialmente do Romeo Wolf, com quem hoje deve estar tomando um “schnapszinho” no Céu. O Fernando Doerr está entre seus amigos nesta cidade, assim como tantos outros que ao ver a foto de morte di Fips estampada nos jornais, devem ter sentido a comoção que senti eu.

Nunca soube que o Fips tenha feito desafetos na vida pública, que é sempre tão tendente a inimizades. Entre os que conhecemos, posso testemunhar que ele só fez e conservou amigos. Ótimos amigos. Como ele.

No início de minha caminhada pelo jornalismo, o Fips era prefeito de Campo Bom. E, mais tarde, recordo a alegria radiante com que ele, já deputado, nos mostrava uma pesquisa de Opinião onde constava que 82% dos campo-bonenses afirmavam que o Governo Fips tinha sido “ótimo” para Campo Bom.

É com esse “ótimo” que encerro, dizendo que o Fips foi ótimo amigo, ótimo ser humano, ótimo colega, ótimo exemplo de como deve ser quem entra na política. E na vida. Minha condolência e semelhante dor, aos filhos, netos e esposa que o Fips deixou aqui.

“Que a terra lhe seja leve”.

Um ringue de julgamento social

Alan Caldas

A caça aos fofos e fofas não me agrada. No corpo cada um tem direito a ser como desejar. Engordar ou emagrecer é direito de todos. Mesmo que nos digam que é errado, lembre-se que certo e errado depende de quem julga.

Vi pessoas que optaram pelo suicídio para escapar das dores, problemas e angústias. Como não seria possível decidir por ser gordo ou magro?

Na vida todo mundo dá sugestões de acordo com a própria cabeça. E para cada um os demais estão meio ou totalmente errados. Certo, mesmo, bem certo, 100% bom total, só está aquele que julga o outro. Cada um acha que é a pessoa mais certa do mundo.

Desde que nasci, em 1957, vira e mexe e me deparo com esses julgamentos sociais que oprimem as pessoas.

Na infância estudei numa escola na qual, pela proximidade com o Centro, estudavam as pessoas “de bem” da cidade. “De bem” no sentido financeiro, é claro. Porque eticamente eram senão as piores as quase piores.

Naquela escola a vida do aluno era difícil se ele não tinha o uniforme mais fino, o sapato de couro e lustro, o lanche mais bem elaborado.

Não era escola. Era o ringue social onde se disputava situações sociais do tipo meu pai é isso, meu avô foi aquilo.

Era um julgamento social em cima do outro, e todos opressivos. Os pobres não eram pobres apenas, eram a escória, o lixo das margens que se aproximava do “centro”.

Se você se chegava a um coleguinha mais pobre, vinha represália e chacota, e o desprazer do convívio social ia se acentuando. Desprazer que terminaria nas brigas em bailes em nossa adolescência, porque pobre também cresce, fica bonito e se torna disputador e disputada nesse jogo de macho-ganha-fêmea que a sociedade tanto incentiva.

Mais tarde viriam os hippies, o rock and roll, e tudo foi sendo substituído até chegar “na boquinha da garrafa”, mergulhar no sertanejo e chegar ao “créu”, e tudo isso sempre ditando padrões de comportamento.

Esses preconceitos e desamor é que fertilizaram a terra social onde frutificou tanto a droga que hoje socialmente nos aterroriza.

Na minha infância, adolescência e juventude, se gostasse do que a média das pessoas não gostava, você estava gostando da “coisa errada”. E seria um caipira, vagabundo ou maconheiro.

Fumantes, veados, lésbicas, punks, fiéis, cada um desses a seu tempo foi vítima (e fruto) de um pré julgamento social.

Dos pobres da minha escola aos gordos que agora enfrentam olhares maledicentes, sou obrigado a dizer que nada mudou. Continuamos a ser mentalmente as mesmas mulas da minha infância, e empacamos em qualquer brejo mental que nos enfiamos.

Hoje o gordo. Amanhã o feio.

Alan Caldas

A sociedade dos “isto é certo aquilo é errado” pegou no pé dos gordos.

Ser gordo era bonito.

Ter barriga significava progresso.

Na segunda guerra, os norte-americanos diziam que japonês não crescia por que não comia ovo e bacon no café da manhã.

Entre nós, o Ministério da Saúde editou uma cartilha “educativa”, onde aparecia o Jeca-Tatu, um caipira magro e pobre, que invejava um vizinho bem gordo e rico.

Os magros como eu eram vistos como “tísicos”. E, em casa, toda mãe dizia:

- Come meu filho. Come para ficar forte!

Hoje, adeus ao prato de pedreiro!

E gordura, dizem agora, não é saúde. É doença! E pelo visto, das brabas.

E, se entendi bem, gordura quer dizer pressão, gases, coração pifando, colesterol, triglicerídeo, diabete, juntas doendo, coluna estropiada, veias explodindo...

Em síntese: ser gordo é tudo de ruim!

Não acredito nessa condenação dos pneuzinhos em 100%. Mas quem diz isso estudou (isso) mais que eu, e então me rendo.

Que engordar é bom é uma verdade hereditária, vem de pai para filho.

Vamos duvidar dessa verdade? Claro que não. Mas daremos aos doutores o benefício da dúvida, até que (quem sabe?) a ciência coloque em dúvida essa verdade como já fez com o ovo. Lembra do ovo? O vilão da cozinha! E agora absolvido. E viva o ovo frito!

Isso de criticar os gordos é perturbador. Daqui uns dias, ser gordo será tão feio quanto ser fumante. Mas ser fumante era “bonito”. Getúlio Vargas fazia campanha com um charuto. Winston Churchil, primeiro ministro inglês, combateu Hitler fumando um charutão. Freud fumava charuto. Bradbury, pai da ficção científica, narrava um homem chegando a Marte e, ao descer da nave, acendendo um cigarro e “dando uma longa tragada”.

Hoje ser fumante é horrível.

Mas já foi “horrível” ser preto. Foi horrível ser negro. Ser gay. E ser pobre.

Nosso mundo atua por “temporada”.

Já foi feio ser preto, ser veado, ser lésbica, ser pobre, ser judeu, ser índio, ser latino, ser punk, ser roqueiro, ser sertanejo, ser aidético, ser down... etc., etc., etc...

Agora vai ser feio ser gordo!

E atenção: quando acabar a temporada de “caça ao gordo” (como acabou a caça ao ovo) vão começar caçar os feios.

Vou colocar as barbas de molho. E começar a campanha “abaixo a caça aos gordos”. Enquanto estiveram caçando os fofinhos, vão deixar quieto os feios como eu... He He He ...

Os gordos que me perdoem, pois contra preconceito social astúcia é fundamental. Além disso, gordo pode emagrecer. Já feio não tem cura. E como feiúra é destino, a campanha contra nós será de pura e simples extinção.