Estamos na época em que todos dão opinião sobre tudo. Somos todos técnicos de futebol. E não só esporte. Entendemos de medicina, religião e arte, comunicação, engenharia e até astronomia e física. Mesmo sabendo que a temperatura no espaço é de 150 abaixo de zero, opinamos existir vida fora do planeta. Não basta provarem que não há como. Nós entendemos que há. E “é nossa opinião”.
Tudo agora é “em tese”. E você sabe: “em tese” é um nada. Fica antes do ser. É o “pode-ser”, ou seja, não existe. Mas tudo bem, “é nossa opinião”. Filosofia, mecânica, guerra, pintura, temos opiniões sobre tudo. E diante da prova em contrário, já argumentamos: “estou falando em tese”.
Não conseguimos consenso. Sempre alguém “pensa diferente”. Bombardeio das Torres Gêmeas? Teste nuclear no atol de Muroroa? Invasão do Iraque? Bomba em Hiroshima e Nagazaki? Queima de judeus? Sempre tem opinião a favor.
Não há consenso entre nós. Nem contra a barbárie conseguimos consenso. E vá desagregação de pensamento. E, em conseqüência, atraso na evolução.
“Toda unanimidade é burra”, dizem. E argumentam que toda regra tem exceção. E até afirmam que é a exceção que determina a regra. Então jogamos a toalha, admitindo o caos, mesmo sabendo que a humanidade só cresce diante do consenso, nunca da contradição.
A dialética deixa de servir de instrumento intelectual para pensar as contradições da realidade, e torna-se a grande aliada do caos e atraso que nos governa.
Se você perguntar “o que acha de matar a mãe” vai aparecer quem diga “concordo”. Quem diga “discordo”. E quem diga “talvez”.
O “talvez” é mais genial que o “etcétera”.
Quem criou o etc é um gênio. É... “talvez”...
Se somos assim, tão opinativos, não estranha existir quem concorde em soltar o motorista de Dois Irmãos que, embriagado, atropelou a moça e fugiu do local. É possível até haver quem acredite que ele “fez certo”. Parece doido, mas é possível. É o mundo da opinião, e o opinador, veja bem, pode estar “falando em tese...”
Também é possível ter quem concorde com o juiz que deixou livre (para continuar assaltando) os integrantes da gangue que levou quase 100 caminhões dos caminhoneiros que suam na boleia para ganhar o pão da família. É possível.
Tudo é possível. Afinal, como diz aquele samba do Ataulfo Alves, escrito 50 anos atrás,” já está provado que neste mundo tem trouxa para tudo”. E enquanto continuarmos nessa ausência de um consenso sobre “para onde e como ir”, vamos continuar a andar para lá e para cá, feito baratas tontas.
Tudo agora é “em tese”. E você sabe: “em tese” é um nada. Fica antes do ser. É o “pode-ser”, ou seja, não existe. Mas tudo bem, “é nossa opinião”. Filosofia, mecânica, guerra, pintura, temos opiniões sobre tudo. E diante da prova em contrário, já argumentamos: “estou falando em tese”.
Não conseguimos consenso. Sempre alguém “pensa diferente”. Bombardeio das Torres Gêmeas? Teste nuclear no atol de Muroroa? Invasão do Iraque? Bomba em Hiroshima e Nagazaki? Queima de judeus? Sempre tem opinião a favor.
Não há consenso entre nós. Nem contra a barbárie conseguimos consenso. E vá desagregação de pensamento. E, em conseqüência, atraso na evolução.
“Toda unanimidade é burra”, dizem. E argumentam que toda regra tem exceção. E até afirmam que é a exceção que determina a regra. Então jogamos a toalha, admitindo o caos, mesmo sabendo que a humanidade só cresce diante do consenso, nunca da contradição.
A dialética deixa de servir de instrumento intelectual para pensar as contradições da realidade, e torna-se a grande aliada do caos e atraso que nos governa.
Se você perguntar “o que acha de matar a mãe” vai aparecer quem diga “concordo”. Quem diga “discordo”. E quem diga “talvez”.
O “talvez” é mais genial que o “etcétera”.
Quem criou o etc é um gênio. É... “talvez”...
Se somos assim, tão opinativos, não estranha existir quem concorde em soltar o motorista de Dois Irmãos que, embriagado, atropelou a moça e fugiu do local. É possível até haver quem acredite que ele “fez certo”. Parece doido, mas é possível. É o mundo da opinião, e o opinador, veja bem, pode estar “falando em tese...”
Também é possível ter quem concorde com o juiz que deixou livre (para continuar assaltando) os integrantes da gangue que levou quase 100 caminhões dos caminhoneiros que suam na boleia para ganhar o pão da família. É possível.
Tudo é possível. Afinal, como diz aquele samba do Ataulfo Alves, escrito 50 anos atrás,” já está provado que neste mundo tem trouxa para tudo”. E enquanto continuarmos nessa ausência de um consenso sobre “para onde e como ir”, vamos continuar a andar para lá e para cá, feito baratas tontas.