Ao ser multada a pessoa se irrita: “Multado? Mas como?!!!” E olhando a multa afirma: “Fiz uma coisinha de nada”. E tem certeza de ter sido multado injustamente.
O órgão mais sensível do corpo é o bolso. Estudo da anatomia revelou que é diante da “dor no bolso” que mais se sente desconforto. E entre os ataques ao bolso, a multa é a mais agressiva. Afinal, você compra carro. Caro. Coloca combustível. Caro. Faz carteira, que no Brasil é um assalto. Faz seguro. Caro. Paga IPVA. Caro. E Seguro Obrigatório. Caro. E ainda vem multa? Ah, não! Logo com você, que dirige na margem absoluta de segurança?
Isso não poderia acontecer. Não, MESMO!!
Ao concluir que houve “injustiça”, você sente uma comichão no bolso. Isso se irradia e vai ao cérebro, que dispara adrenalina na corrente sanguínea. O sangue encharca o corpo todo com isso e o coração dispara a bater furioso. Você sente rubor no rosto. Os músculos enrijecem e o pensamento corre descontrolado. A respiração acelera. E vem rancor e ira contra o multador, que é o policial ou o empregador dele, o Estado ou a União (“aquele bando de corruptos”, você pensa, já meio fora da gaiola). E você começa discursar mentalmente contra os injustos. “É perseguição”, você pensa. E segue gerando pensamento de raiva, sentindo o ácido do rancor corroer seu corpo e mente. Incendiado pelo veneno da imaginação, você esquece que sentir rancor é beber veneno e esperar que seu inimigo morra. E você fica horas brigando mentalmente com polícia, Estado ou União. E, sem poder tirar isso da cabeça, seu corpo se infecta de química ruim e sua alma de sofrimento invisível.
Tudo por causa da multa. Que momento!!!
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Um velho sábio nos ensinou que o melhor a fazer diante da “injustiça”, é ir na origem do fato e reclamar. Dizer “umas verdades”. De forma educada, mas dizer. Feito isso, você passa a bola para quem lhe causou a angústia, e quem vai ficar se auto-envenenando é ele. Não você.
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Piadinha
O sujeito está na roça de calção e um marimbondo entra pelo calção e pica ele no pintinho, que começa a inchar, inchar, inchar e a doer muito. Desesperado, ele e a mulher saem da roça correndo e vão ao médico, que diz:
-Vou dar analgésico para tirar a dor e antiinflamatório para eliminar esse enorme inchaço.
Ouvindo isso, a mulher do picado chama o médico para o lado e com uma carinha de santa pergunta a ele, bem séria e respeitosa:
- Doutor, será que daria para o senhor tirar só a dor?