Estive pensando nos amigos e amigas dos quais me separei, nestes 52 anos de vida.
Uns, nunca mais vi.
Outros, nunca mais quero ver.
Mas entre os que “desejava ver”, estão alguns, que ora lembro. Por exemplo:
O Ronald, meu colega de segundo grau. Onde anda? E a resposta é esta: está em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos. Putz, morar em Chicago, cá para nós, é um prestígio, afinal é a terra dos The Blues Brother, os reis do blues.
E por onde anda a Márcia? A Márcia... ah, ela há muito mora em Nova Iorque. Nova Iorque não: New York, a capital do Universo.
Mas e o Antonio, o que é feito dele? Está em Paris. Em Paris, não. Em Paris, sim, mas ali por perto da Ille de France, ao lado do Senna, e na última vez que falamos ele me disse (cheio de orgulho) que embora seja um apartamento pequeno (sala, quarto, cozinha e banheiro, mais uma pequena área de serviço), dali se pode ver a menos de 300 metros a Torre Eiffel. Ou seja: a peste do Antônio mora praticamente à sombra da Torre Eiffel. E ao lado esquerdo, disse ele, vê-se a Catedral de Notre Damme. Po-dendo, num vapt-vupt, chegar ao Arco do Triunfo.
E o Zanelli, meu primo, onde anda? Em Florianópolis. Ou melhor: na Baia Norte, aquela área de Floripa que fica próxima da Ponte Ercílio Luz e onde todos que passam e veem aquele mar e aqueles prédios “juram” que um dia irão morar exatamente onde ele mora.
Tenho um tio, o último dos Caldas, que mora em Pajuçara, a área mais nobre de Maceió, em Alagoas, a Terra do Sol. Praia é com ele mesmo, 365 dias por ano, dia e noite, e temperatura de paraíso: 27 graus permanentemente.
E dali para o frio é um pulo no mapa das amizades que fiz, pois correndo o dedo no mapa subo ao Pólo Norte e lá está a inesquecível (por “váááários” motivos) Helsinque, na Finlândia. E lá é que (ainda) vive Hannu Peltomaa, grande amigo, cada vez mais alcóolotra e cada ano mais genial.
Mas e por onde anda a Maya Bajema? Um mix de América e Holanda, a Maya está onde sempre esteve: na Baia de San Francisco, na Califórnia, e de Fairfax, onde mora, pode curtir diariamente a imagem inesquecível de San Francisco, do Monte Tamalpais, de Alcatraz e a alucinante imagem ora límpida ora encoberta por neblina da enebriante Golden Gate Bridge. Sair de lá? Nem falar!
E o Steve Stalwitz, cadê? Está na “pradaria” americana, na inesquecível Manhattan, lá no Kanzas, o único lugar onde a América é realmente “América”. E cadê a Marilyn Htzel? Largou o Rody, e mudou-se para o Alasca, onde entre ursos e nativos da área, vive seis meses de luz e seis meses de sombra, sempre com o som dos antigos índios, do qual ela, que é Sioux, descende.
São tantos que moram em tantos lugares, eu me digo, e eu, sempre eu, nunca mais do que eu, há tanto moro aqui em Dois Irmãos. Há montanhas, aqui. Há clima temperado, aqui. Há pessoas cultas e outras nem tanto, aqui. Há amores aqui. Luz e sombra, presente e passado, beleza e feiura, tudo aqui.
E mesmo todos os que conheço e que moram em lugares “espetaculares”, sempre que olham onde eu moro, veem conhecer esta Dois Irmãos de contrastes e acabam sempre dizendo que se pudessem REALMENTE escolher “onde morar”, escolheriam aqui, em Dois Irmãos.
E é por isso que me convenço cada vez mais que existem centenas de lugares melhores do que aqui para morar, desde que você “não more lá”.
Por que quando você “mora lá”, sente uma saudade desgraçada daqui...
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Lugares e “outros lugares”
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Uns e outros se dependem
É mentira que nós somos apenas “nós”.
Nós somos nós e “tudo” que existe. A água é nós. O ar é nós. O calor é nós. A terra é nós.
Mas não é só isso.
Cientistas estudam a verdade físico-química do Complexo de Carbono (o ser humano “físico-quimicamente” falando) e descobriram que o ser humano é feito da poeira das estrelas.
Uáááu!!! Essa é boa: a mesma matéria que fez as estrelas nos fez a nós humanos também. É poético não é? Física e química unem-se para ensinar que não somos apenas os quatro elementos -terra, água, fogo e ar- mas também “as estrelas”. Seria isso que Shakespeare disse, ao dizer que “entre o Céu e a Terra existem mais coisas do que supõe nossa vã filosofia?”
E a Bíblia: “do pó vieste e ao pó voltarás”.
Se somos a “poeira das estrelas”, somos não apenas esta terra, mas o universo.
É ruim pensar isso porque vem um dilema: Se a terra for eliminada, nós morreremos. Se a água for eliminada, nós morreremos. Se o ar for eliminado, nós morreremos. Se o calor for eliminado, nós morreremos.
E se somos “poeira das estrelas” somos igualmente o universo.
A conclusão é óbvia: somos o todo.
Não somos parte do todo.
Somos o todo. E o todo “é” nós.
Isso explica (pelo menos para mim) o que Jesus disse: “... O reino de Deus está dentro e fora de você...”. Essa compreensão reputo uma consciência avançada do ser-no-todo e não apenas no ser-em-si (que é o que nos caracteriza como raça egoísta).
Tal compreensão, deveria nos fazer amorosos e humildes diante de toda essa estrutura onde, de repente, nós humanos passamos a “pensar”. Nenhum de nós é uma ilha. O todo nos tem e nós temos o todo. E só quando se compreende é que realmente se percebe o que significa ser a “imagem e semelhança” do bem.
Nenhum de nós viveria sem a terra, sem o ar, sem a água e sem o calor, sem este planeta.
Mas este planeta também não viveria sem a estrutura do universo que o sustenta em seu eixo. Uns e outros se dependem. Capicci? Eu e você. Você e eu. Nós. É isso aí: nós, o todo.
Saber isso deveria nos fazer amorosos, porque olhando às reações físico-químicas que nos mantém vivos, se conclui que tudo está "ali" para terminar em confusão.
Raça inteligente seria a que tentasse viver em paz. Mas nós humanos, os “inteligentes” do pedaço, fazemos tudo (e mais um pouco) para nos meter em encrenca, como bem se viu nas “indecisões” de Copenhague, no encontro da ONU sobre aquecimento global.
Nós somos nós e “tudo” que existe. A água é nós. O ar é nós. O calor é nós. A terra é nós.
Mas não é só isso.
Cientistas estudam a verdade físico-química do Complexo de Carbono (o ser humano “físico-quimicamente” falando) e descobriram que o ser humano é feito da poeira das estrelas.
Uáááu!!! Essa é boa: a mesma matéria que fez as estrelas nos fez a nós humanos também. É poético não é? Física e química unem-se para ensinar que não somos apenas os quatro elementos -terra, água, fogo e ar- mas também “as estrelas”. Seria isso que Shakespeare disse, ao dizer que “entre o Céu e a Terra existem mais coisas do que supõe nossa vã filosofia?”
E a Bíblia: “do pó vieste e ao pó voltarás”.
Se somos a “poeira das estrelas”, somos não apenas esta terra, mas o universo.
É ruim pensar isso porque vem um dilema: Se a terra for eliminada, nós morreremos. Se a água for eliminada, nós morreremos. Se o ar for eliminado, nós morreremos. Se o calor for eliminado, nós morreremos.
E se somos “poeira das estrelas” somos igualmente o universo.
A conclusão é óbvia: somos o todo.
Não somos parte do todo.
Somos o todo. E o todo “é” nós.
Isso explica (pelo menos para mim) o que Jesus disse: “... O reino de Deus está dentro e fora de você...”. Essa compreensão reputo uma consciência avançada do ser-no-todo e não apenas no ser-em-si (que é o que nos caracteriza como raça egoísta).
Tal compreensão, deveria nos fazer amorosos e humildes diante de toda essa estrutura onde, de repente, nós humanos passamos a “pensar”. Nenhum de nós é uma ilha. O todo nos tem e nós temos o todo. E só quando se compreende é que realmente se percebe o que significa ser a “imagem e semelhança” do bem.
Nenhum de nós viveria sem a terra, sem o ar, sem a água e sem o calor, sem este planeta.
Mas este planeta também não viveria sem a estrutura do universo que o sustenta em seu eixo. Uns e outros se dependem. Capicci? Eu e você. Você e eu. Nós. É isso aí: nós, o todo.
Saber isso deveria nos fazer amorosos, porque olhando às reações físico-químicas que nos mantém vivos, se conclui que tudo está "ali" para terminar em confusão.
Raça inteligente seria a que tentasse viver em paz. Mas nós humanos, os “inteligentes” do pedaço, fazemos tudo (e mais um pouco) para nos meter em encrenca, como bem se viu nas “indecisões” de Copenhague, no encontro da ONU sobre aquecimento global.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Finalmente libertas
Cresci num mundo que desrespeitava a mulher.
Na infância da minha geração, mulher jamais andava na rua de noite. Nem ia a bar.
Mulher só poderia fumar em casa, e se fumasse na rua era “perdida”.
Na casa o homem era a “cabeça do casal”. E mulher só decidia se o homem decidisse.
Os homens se apegavam nos “bons costumes” femininos para se vingar da mulher. Na infância da minha geração, o homem que soubesse que a mulher o traía poderia matar ela e usar, como defesa, o Crime Passional. Era uma espécie de “insanidade temporária” que o homem que matava a mulher podia alegar em sua defesa. E saía absolvido!
A mulher era “dona de casa”. E em Dois Irmãos certa vez o nosso querido padre Bráulio Weber disse num sermão do Dia das Mães que mãe era só a que cuidava da família. Causou um escândalo tal na comunidade que o bispo Sinésio Bohn o transferiu.
A mulher da nossa infância não tinha direito. Só obrigações. O escritor argentino Jorge Luiz Borges no livro “A Intrusa” mostra a tragédia da mulher “gaúcha”. Transformado em filme, “A Intrusa” escandalizou o próprio Borges, que ficou “horrorizado” ao ver na tela o que só tinha na imaginação.
Até a geração da minha avó, mulher não entrava no galpão. No máximo ia na porta, levar chimarrão, mas lá dentro não botava os pés e se entrasse seria mal-falada.
Profissão era muito pouca para mulher. Professora era a regra. Nas demais, só com muito tato.
Foi uma colega minha de faculdade, a Vera, que se tornou a “primeira delegada” aqui no Estado, e é claro que ninguém acreditava que ela teria coragem para enfrentar a bandidagem quando o caldo engrossasse. A vera provou que tinha, sim, o mesmo fôlego que os demais colegas policiais homens.
Hoje o mundo está uma maravilha para a mulher, que tudo pode e tudo faz. Ao invés de escravas, nós homens ganhamos companheiras, parceiras, amigas e amantes auto-suficientes. O resultado dessa mudança de comportamento está nas gerações que estão chegando ao mercado. Espera-se que sejam muito mais respeitosas com a mulher do que foi, por exemplo, a minha geração, que teve de fazer um esforço imenso para ver na mulher o mesmo “ser humano com direitos e deveres” que víamos em nós, homens.
* * *
Trágico dilema: “Quando alguém pergunta a um autor o que ele quis dizer, é por que um dos dois é burro” (Mário Quintana)
Na infância da minha geração, mulher jamais andava na rua de noite. Nem ia a bar.
Mulher só poderia fumar em casa, e se fumasse na rua era “perdida”.
Na casa o homem era a “cabeça do casal”. E mulher só decidia se o homem decidisse.
Os homens se apegavam nos “bons costumes” femininos para se vingar da mulher. Na infância da minha geração, o homem que soubesse que a mulher o traía poderia matar ela e usar, como defesa, o Crime Passional. Era uma espécie de “insanidade temporária” que o homem que matava a mulher podia alegar em sua defesa. E saía absolvido!
A mulher era “dona de casa”. E em Dois Irmãos certa vez o nosso querido padre Bráulio Weber disse num sermão do Dia das Mães que mãe era só a que cuidava da família. Causou um escândalo tal na comunidade que o bispo Sinésio Bohn o transferiu.
A mulher da nossa infância não tinha direito. Só obrigações. O escritor argentino Jorge Luiz Borges no livro “A Intrusa” mostra a tragédia da mulher “gaúcha”. Transformado em filme, “A Intrusa” escandalizou o próprio Borges, que ficou “horrorizado” ao ver na tela o que só tinha na imaginação.
Até a geração da minha avó, mulher não entrava no galpão. No máximo ia na porta, levar chimarrão, mas lá dentro não botava os pés e se entrasse seria mal-falada.
Profissão era muito pouca para mulher. Professora era a regra. Nas demais, só com muito tato.
Foi uma colega minha de faculdade, a Vera, que se tornou a “primeira delegada” aqui no Estado, e é claro que ninguém acreditava que ela teria coragem para enfrentar a bandidagem quando o caldo engrossasse. A vera provou que tinha, sim, o mesmo fôlego que os demais colegas policiais homens.
Hoje o mundo está uma maravilha para a mulher, que tudo pode e tudo faz. Ao invés de escravas, nós homens ganhamos companheiras, parceiras, amigas e amantes auto-suficientes. O resultado dessa mudança de comportamento está nas gerações que estão chegando ao mercado. Espera-se que sejam muito mais respeitosas com a mulher do que foi, por exemplo, a minha geração, que teve de fazer um esforço imenso para ver na mulher o mesmo “ser humano com direitos e deveres” que víamos em nós, homens.
* * *
Trágico dilema: “Quando alguém pergunta a um autor o que ele quis dizer, é por que um dos dois é burro” (Mário Quintana)
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Do Paraíso ao Inferno
O sujeito que agrediu covardemente o Primeiro Ministro italiano é um canalha.
Já tivemos um caso assim em Dois Irmãos. Foi com o tenente Tavares.
O Tavares estava num Kerb e no Centro havia uma turma na baderna total. O tenente já comandou a BM nas bocas-brabas de Porto Alegre e nunca havia sido agredido.
Naquele dia e estando em Dois Irmãos, que em tese é cidade civilizada e de pessoas de bem, o Tavares não considerou que aqui, como lá, existem marginais. E foi no sangue-doce apaziguar a gurizada. Chegou e pediu calma. Havia centenas no local, e só uns poucos baderneiros. O tenente na boa paz foi acalmando eles. Conversou. Bateu-papo. E ia acalmando os ânimos exaltados pelo álcool.
Mas então, vindo da multidão, sai um desses ordinários. Ele chega por trás do Tavares e manda um soco que quase atira o tenente para trás. Dá o soco, o disfarçado, e assim como no escuro veio, no escuro some na multidão.
Muitos sabiam quem era. Mas “ninguém viu”. Ficaram alegres que aquilo tivesse ocorrido. O patife virou ídolo da massa amorfa.
E funcionou ali, como nos bairros onde acobertam a droga, a lei de proteção, a “Omertá”, a Lei do Silêncio, da máfia.
Com o Berlusconi foi o mesmo. A diferença é que lá havia fotógrafos e o agressor covarde foi preso. Será julgado e punido exemplarmente.
* * *
As pessoas vivem de idolatria. Idolatram políticos ordinários e traiçoeiros. Idolatram cantores que levam vida podre. Idolatram pessoas sustentadas pelo crime. E, em situações como essa do Berlusconi, idolatram quem agride. Vi vários dizendo, bem felizes, que o sujeito “colou” o Berlusconi, como se tivesse feito uma grande coisa.
É por atitudes como essa, de proteger gentalha como esse agressor, que o planeta vai se tornando um esgoto cultural.
Quem apóia esse sujeito, deve apoiar a ação da polícia inglesa que metralhou (em casa e a sangue-frio) os quatro que haviam assaltado os filhos do príncipe Charles. E deve, também, apoiar as torturas que a CIA impôs em Guantanamo aos (esses sim, monstruosos) que derrubaram o World Trade Center. E terão também de aplaudir quando o Berlusconi mandar matar esse sujeito e a família dele, para mostrar o “limite” nas ações dos civis contra autoridades.
Sendo a violência monótona e repetitiva, os mesmos que hoje acham “engraçado” o ato contra o Berlusconi terão de apoiar quando esse sujeito e os dele apareceram jogados no esgoto. Não é? É uma questão de alinhamento psíquico, de entrar na cultura.
Pois é. Mas é assim que o planeta, criado para ser o Paraíso, vai se tornando uma sucursal do Inferno.
Já tivemos um caso assim em Dois Irmãos. Foi com o tenente Tavares.
O Tavares estava num Kerb e no Centro havia uma turma na baderna total. O tenente já comandou a BM nas bocas-brabas de Porto Alegre e nunca havia sido agredido.
Naquele dia e estando em Dois Irmãos, que em tese é cidade civilizada e de pessoas de bem, o Tavares não considerou que aqui, como lá, existem marginais. E foi no sangue-doce apaziguar a gurizada. Chegou e pediu calma. Havia centenas no local, e só uns poucos baderneiros. O tenente na boa paz foi acalmando eles. Conversou. Bateu-papo. E ia acalmando os ânimos exaltados pelo álcool.
Mas então, vindo da multidão, sai um desses ordinários. Ele chega por trás do Tavares e manda um soco que quase atira o tenente para trás. Dá o soco, o disfarçado, e assim como no escuro veio, no escuro some na multidão.
Muitos sabiam quem era. Mas “ninguém viu”. Ficaram alegres que aquilo tivesse ocorrido. O patife virou ídolo da massa amorfa.
E funcionou ali, como nos bairros onde acobertam a droga, a lei de proteção, a “Omertá”, a Lei do Silêncio, da máfia.
Com o Berlusconi foi o mesmo. A diferença é que lá havia fotógrafos e o agressor covarde foi preso. Será julgado e punido exemplarmente.
* * *
As pessoas vivem de idolatria. Idolatram políticos ordinários e traiçoeiros. Idolatram cantores que levam vida podre. Idolatram pessoas sustentadas pelo crime. E, em situações como essa do Berlusconi, idolatram quem agride. Vi vários dizendo, bem felizes, que o sujeito “colou” o Berlusconi, como se tivesse feito uma grande coisa.
É por atitudes como essa, de proteger gentalha como esse agressor, que o planeta vai se tornando um esgoto cultural.
Quem apóia esse sujeito, deve apoiar a ação da polícia inglesa que metralhou (em casa e a sangue-frio) os quatro que haviam assaltado os filhos do príncipe Charles. E deve, também, apoiar as torturas que a CIA impôs em Guantanamo aos (esses sim, monstruosos) que derrubaram o World Trade Center. E terão também de aplaudir quando o Berlusconi mandar matar esse sujeito e a família dele, para mostrar o “limite” nas ações dos civis contra autoridades.
Sendo a violência monótona e repetitiva, os mesmos que hoje acham “engraçado” o ato contra o Berlusconi terão de apoiar quando esse sujeito e os dele apareceram jogados no esgoto. Não é? É uma questão de alinhamento psíquico, de entrar na cultura.
Pois é. Mas é assim que o planeta, criado para ser o Paraíso, vai se tornando uma sucursal do Inferno.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
As duas pulgas
Quem escreveu não fui eu. Foi o Max Gehringer. E é tão genial que não posso deixar de dividir. Chama-se “As Duas Pulgas”. Leia:
“Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a outra:
- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.
Elas então contrataram uma mosca como consultora. Entraram num programa de reengenharia de voo e saíram voando.
Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:
- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam voo rapidamente.
Elas então contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu. A primeira pulga explicou por quê:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.
E então um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos. Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar.
Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes perguntou:
- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?
- Não, reengenharia! Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.
- E por que estão com cara de famintas?
- Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.
Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer, e perguntaram à pulguinha:
- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia?
- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.
- Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas? Quiseram saber as pulgonas...
- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. Ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro, e então me disse: “Não mude nada. Apenas sente na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança”.
“Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a outra:
- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.
Elas então contrataram uma mosca como consultora. Entraram num programa de reengenharia de voo e saíram voando.
Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:
- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam voo rapidamente.
Elas então contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu. A primeira pulga explicou por quê:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.
E então um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos. Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar.
Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes perguntou:
- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?
- Não, reengenharia! Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.
- E por que estão com cara de famintas?
- Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.
Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer, e perguntaram à pulguinha:
- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia?
- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.
- Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas? Quiseram saber as pulgonas...
- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. Ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro, e então me disse: “Não mude nada. Apenas sente na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança”.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Os que foram serão os pioneiros
Pois na terça-feira aconteceu o Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global.
Obviamente eu estava com os nervos à flor da pele. Afinal, esse assunto “sobrevivência do planeta” é tão tênue e sofisticado, tão delicadamente sutil, que só entra na cabeça de no máximo 0,1% da população.
É certo que 99,9% das pessoas ou não sabem nem que existe o planeta “como um todo” ou, se sabem, não conseguem conectar um continente com outro ou, se conectam um continente com outro, não entendem que a vida sobre o planeta é fruto de reações físico-químicas, ou se sabe tudo isso faz de conta que não sabe que o que a raça humana está fazendo vai acabar condenando a própria raça humana à extinção.
Sabendo disso, disparamos manchete sobre manchete chamando para o Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global. Escrevemos várias vezes sobre isso, neste jornal e nesta coluna. Nos últimos dias, com apoio das em-presas Wendling e do Posto Bruder, pagamos alguns anúncios nas rádios da capital, chamando para o evento. E, graças a esses anúncios, conseguimos alguns espaços raros (e caros) nessas rádios grandes, que utilizamos de forma jornalística para divulgar o Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global.
Bem divulgado na cidade estava. E, no entanto, muita gente (mesmo as que assinam e lêem o Jornal Dois Irmãos) ainda não sabiam.
E muitas que sabiam, não deram a ele a importância que nós (que criamos o encontro) acreditamos que tem.
Assim foi que ontem, 19h, cheguei na Igreja Matriz para ir até o auditório do Centro de Pastoral, ali ao lado, onde ocorreria o evento.
Cheguei e não havia ninguém.
Eu temia que ocorresse isso, pensei.
Mas como sou um homem de fé, dei alguns passos e fui até dentro da igreja, que estava aberta, me sentei bem quieto lá no fundo, fechei os olhos e perguntei a Deus:
- Oh, Senhor, não vai nos deixar só justo agora, não é? Fizemos tudo certinho. Dá uma mãozinha...
E fiquei ali, refletindo sobre quem somos, o que fazemos e para onde vamos, e então saí.
Chegando lá fora, encontrei o Padre Paulo. Logo chegou a dona Leonida e a Cléia. E então, apareceram umas professoras, seus alunos, e logo foram chegando todas as pessoas.
Tenho tido alegrias e tristezas na vida, como qualquer ser humano.
Mas ontem tive uma alegria imensa. As pessoas que foram lá, jovens, adultos e idosos, todos são o que de melhor esta cidade tem. Se esse evento crescer, se deverá a essas pessoas. E Deus existe, o evento vai crescer!
Muitos poderiam ter ido, mas não foram.
Não tem problema. Afinal, só se debatia ali o futuro da humanidade...
Obviamente eu estava com os nervos à flor da pele. Afinal, esse assunto “sobrevivência do planeta” é tão tênue e sofisticado, tão delicadamente sutil, que só entra na cabeça de no máximo 0,1% da população.
É certo que 99,9% das pessoas ou não sabem nem que existe o planeta “como um todo” ou, se sabem, não conseguem conectar um continente com outro ou, se conectam um continente com outro, não entendem que a vida sobre o planeta é fruto de reações físico-químicas, ou se sabe tudo isso faz de conta que não sabe que o que a raça humana está fazendo vai acabar condenando a própria raça humana à extinção.
Sabendo disso, disparamos manchete sobre manchete chamando para o Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global. Escrevemos várias vezes sobre isso, neste jornal e nesta coluna. Nos últimos dias, com apoio das em-presas Wendling e do Posto Bruder, pagamos alguns anúncios nas rádios da capital, chamando para o evento. E, graças a esses anúncios, conseguimos alguns espaços raros (e caros) nessas rádios grandes, que utilizamos de forma jornalística para divulgar o Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global.
Bem divulgado na cidade estava. E, no entanto, muita gente (mesmo as que assinam e lêem o Jornal Dois Irmãos) ainda não sabiam.
E muitas que sabiam, não deram a ele a importância que nós (que criamos o encontro) acreditamos que tem.
Assim foi que ontem, 19h, cheguei na Igreja Matriz para ir até o auditório do Centro de Pastoral, ali ao lado, onde ocorreria o evento.
Cheguei e não havia ninguém.
Eu temia que ocorresse isso, pensei.
Mas como sou um homem de fé, dei alguns passos e fui até dentro da igreja, que estava aberta, me sentei bem quieto lá no fundo, fechei os olhos e perguntei a Deus:
- Oh, Senhor, não vai nos deixar só justo agora, não é? Fizemos tudo certinho. Dá uma mãozinha...
E fiquei ali, refletindo sobre quem somos, o que fazemos e para onde vamos, e então saí.
Chegando lá fora, encontrei o Padre Paulo. Logo chegou a dona Leonida e a Cléia. E então, apareceram umas professoras, seus alunos, e logo foram chegando todas as pessoas.
Tenho tido alegrias e tristezas na vida, como qualquer ser humano.
Mas ontem tive uma alegria imensa. As pessoas que foram lá, jovens, adultos e idosos, todos são o que de melhor esta cidade tem. Se esse evento crescer, se deverá a essas pessoas. E Deus existe, o evento vai crescer!
Muitos poderiam ter ido, mas não foram.
Não tem problema. Afinal, só se debatia ali o futuro da humanidade...
Lá estará o Bom Combate
Como todo ser noctívago, esses que dormem pouco, às vezes fico madrugada adentro pensando a razão pela qual faço certas coisas.
A razão pela qual me envolvo, por exemplo, nesse evento de hoje à noite, o Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global.
A razão pela qual pretendo, com os demais participantes, tirar desse Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global, a Carta de Dois Irmãos.
A razão pela qual imagino levar essa Carta de Dois Irmãos ao Presidente Lula.
A razão pela qual penso que o Presidente Lula possa levar essa Carta de Dois Irmãos ao Encontro da ONU, sobre Aquecimento Global, em Copenhague, Dinamarca, nos dias 17 e 18 deste mês.
A razão pela qual imagino que essa Carta de Dois Irmãos poderá criar, em nossa cidade, no ano que vem, a Semana do Desaquecimento Global, e transformar assim Dois Irmãos na cidade-sede desse debate aqui no Brasil.
Fico, nas madrugadas insones, pensando nessas razões. E não as encontro.
Como dizem meus amigos, eu deveria “cuidar do meu umbigo”, vender mais propaganda no Jornal Dois Irmãos, ganhar dinheiro “para mim”, enfim, “viver a minha vida”.
Ao pensar isso, durante as madrugadas sem sono, fico quase em dúvida se tenho de viver como vivo ou se tenho de viver de forma mais, digamos, egoísta, emprestando mais a mim e menos ao coletivo alguns poucos dons que o Criador me deu.
Estava justo pensando nisso, na madrugada de hoje, e lembrei lá dos anos de 1980, quando me correspondia com o Paulo Coelho. Um dia perguntei (por carta) a ele se ele não tinha receio de que as técnicas de magia que estavam no Diário de Um Mago pudessem contaminar pessoas (ingênuas) que fossem tentar praticar as técnicas que ele estava ensinando ali. E sabe o que o Paulo Coelho me respondeu? Ele disse:
- Alan, a mão de Deus guia o guerreiro no caminho do bom combate.
A razão pela qual me envolvo, por exemplo, nesse evento de hoje à noite, o Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global.
A razão pela qual pretendo, com os demais participantes, tirar desse Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global, a Carta de Dois Irmãos.
A razão pela qual imagino levar essa Carta de Dois Irmãos ao Presidente Lula.
A razão pela qual penso que o Presidente Lula possa levar essa Carta de Dois Irmãos ao Encontro da ONU, sobre Aquecimento Global, em Copenhague, Dinamarca, nos dias 17 e 18 deste mês.
A razão pela qual imagino que essa Carta de Dois Irmãos poderá criar, em nossa cidade, no ano que vem, a Semana do Desaquecimento Global, e transformar assim Dois Irmãos na cidade-sede desse debate aqui no Brasil.
Fico, nas madrugadas insones, pensando nessas razões. E não as encontro.
Como dizem meus amigos, eu deveria “cuidar do meu umbigo”, vender mais propaganda no Jornal Dois Irmãos, ganhar dinheiro “para mim”, enfim, “viver a minha vida”.
Ao pensar isso, durante as madrugadas sem sono, fico quase em dúvida se tenho de viver como vivo ou se tenho de viver de forma mais, digamos, egoísta, emprestando mais a mim e menos ao coletivo alguns poucos dons que o Criador me deu.
Estava justo pensando nisso, na madrugada de hoje, e lembrei lá dos anos de 1980, quando me correspondia com o Paulo Coelho. Um dia perguntei (por carta) a ele se ele não tinha receio de que as técnicas de magia que estavam no Diário de Um Mago pudessem contaminar pessoas (ingênuas) que fossem tentar praticar as técnicas que ele estava ensinando ali. E sabe o que o Paulo Coelho me respondeu? Ele disse:
- Alan, a mão de Deus guia o guerreiro no caminho do bom combate.
* * *
Resguardando a distância do gênio (ele) ao idiota (eu), do gigante (ele) ao anão (eu), de certa forma isso explica o motivo pelo qual atraio tanto esse tipo de ações em minha vida.
Então, convido você a ir no Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global.
É hoje, terça-feira, às 19h30, no auditório do Centro de Pastoral da Igreja Católica.
O bom combate será lá. Participe!
Resguardando a distância do gênio (ele) ao idiota (eu), do gigante (ele) ao anão (eu), de certa forma isso explica o motivo pelo qual atraio tanto esse tipo de ações em minha vida.
Então, convido você a ir no Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global.
É hoje, terça-feira, às 19h30, no auditório do Centro de Pastoral da Igreja Católica.
O bom combate será lá. Participe!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
O trem da história
Vamos realizar no dia 8, terça-feira, o Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global. Será no auditório da Igreja Católica, no Centro de Dois Irmãos, com início às 19h30 e entrada gratuita. O convite fica para todos. Especialmente para você que se importa com a vida.
Este texto que você está lendo talvez chegue ao seu coração. E agradeço a Deus se acontecer.
É que na maioria das pessoas, esse texto não chegará. É que as pessoas não percebem o que está em andamento no planeta Terra. Estamos tão preocupados com o nosso umbigo, nossa necessidade de comer, morar, vestir e sustentar os que dependem de nós, que não percebemos o que está acontecendo ao redor. Vivemos da nossa casa, enxergando dentro dela, e não percebemos que tudo isso de carro na rua está poluindo permanentemente, que todo lixo que geramos e a sujeira generalizada que lançamos na terra, na água, no ar e mesmo no espaço está matando a possibilidade de continuarmos aqui. Não vemos isso.
Creio que talvez 0,1% perceba a importância de olhar para a questão ambiental e se engajar. O Brasil como um todo não enxerga.
Os Estados Unidos não enxerga.
A (culta) Europa não enxerga.
Resta quem, então, para enxergar?
Você! Se você enxergar, o mundo enxerga, porque a mudança de cada um de nós faz o mundo mudar. A consciência de cada um de nós, faz o mundo todo consciente, pois o mundo é aquilo que fazemos dele. A borboleta que bate as asas lá na Tailândia pode, sim, causar um furacão aqui em Dois Irmãos.
Então um bater de asas da consciência aqui, participando desse Primeiro Encontro Regional sobre Aquecimento Global, pode espalhar uma onda de consciência pelo Brasil inteiro. E além.
É por isso que estamos insistindo nesse evento. Mas temo que o eco do convite não seja tão escutado. Por isso este artigo é um pedido de auxílio aos que nos leem. Precisamos que cada um que lê esta coluna se disponha a participar, no dia 8, terça-feira, às 19h30, desse Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global. É o primeiro, e vai lançar a semente que transformará Dois Irmãos na cidade-pólo desse debate.
Este ano, pelo tempo, fomos abandonados. Não tem problema. O evento terá o tamanho que conseguimos fazê-lo. E agradecemos por fazê-lo. Mas nos próximos anos, se tornará do tamanho que merece ter. Até por que, sempre foi o 0,1% que fez a roda da civilização ir em frente. E nesses 0,1%, certamente está você, que empurra o mundo para frente.
Então, conto com você.
Este texto que você está lendo talvez chegue ao seu coração. E agradeço a Deus se acontecer.
É que na maioria das pessoas, esse texto não chegará. É que as pessoas não percebem o que está em andamento no planeta Terra. Estamos tão preocupados com o nosso umbigo, nossa necessidade de comer, morar, vestir e sustentar os que dependem de nós, que não percebemos o que está acontecendo ao redor. Vivemos da nossa casa, enxergando dentro dela, e não percebemos que tudo isso de carro na rua está poluindo permanentemente, que todo lixo que geramos e a sujeira generalizada que lançamos na terra, na água, no ar e mesmo no espaço está matando a possibilidade de continuarmos aqui. Não vemos isso.
Creio que talvez 0,1% perceba a importância de olhar para a questão ambiental e se engajar. O Brasil como um todo não enxerga.
Os Estados Unidos não enxerga.
A (culta) Europa não enxerga.
Resta quem, então, para enxergar?
Você! Se você enxergar, o mundo enxerga, porque a mudança de cada um de nós faz o mundo mudar. A consciência de cada um de nós, faz o mundo todo consciente, pois o mundo é aquilo que fazemos dele. A borboleta que bate as asas lá na Tailândia pode, sim, causar um furacão aqui em Dois Irmãos.
Então um bater de asas da consciência aqui, participando desse Primeiro Encontro Regional sobre Aquecimento Global, pode espalhar uma onda de consciência pelo Brasil inteiro. E além.
É por isso que estamos insistindo nesse evento. Mas temo que o eco do convite não seja tão escutado. Por isso este artigo é um pedido de auxílio aos que nos leem. Precisamos que cada um que lê esta coluna se disponha a participar, no dia 8, terça-feira, às 19h30, desse Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global. É o primeiro, e vai lançar a semente que transformará Dois Irmãos na cidade-pólo desse debate.
Este ano, pelo tempo, fomos abandonados. Não tem problema. O evento terá o tamanho que conseguimos fazê-lo. E agradecemos por fazê-lo. Mas nos próximos anos, se tornará do tamanho que merece ter. Até por que, sempre foi o 0,1% que fez a roda da civilização ir em frente. E nesses 0,1%, certamente está você, que empurra o mundo para frente.
Então, conto com você.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Um lembrete do Quintana
Todos nós temos algo do que se orgulhar na vida. Na minha, passaram tantas pessoas maravilhosas e espetaculares, que me sinto privilegiado pelas companhias que tive e tenho. Uma dessas foi o poeta gaúcho Mário Quintana, com o qual tive a alegria de trabalhar junto na Caldas Júnior. Ao final da vida, o poeta Mário Quintana escreveu um “lembrete”, que serviria, disse ele, para “nos alertar da vida ruim que teríamos se continuássemos a perder tempo”.
Hoje, em homenagem aos que me lêem, publico esse “Um lembrete do Quintana”. Diz assim:
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.
Hoje, em homenagem aos que me lêem, publico esse “Um lembrete do Quintana”. Diz assim:
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
O planeta e a vida contam com você
Em 1970, o Brasil ganhou o tricampeonato mundial e o jingle dizia: “90 milhões em ação/ pra frente Brasil/ salve a seleção!”
Hoje somos 190 milhões e a população do planeta mais que dobrou nesse período.
Como conseqüência da super povoação do planeta (que os cientistas dizem que teria condições de abrigar 1 bilhão e meio de humanos, apenas) vem a super produção.
Somos 6 bilhões de pessoas, mas anualmente produzimos alimento para 12 bilhões.
A produção mundial de tudo quadruplicou, desde 1970. A produção é tanta, que 12% do que se produz o planeta não consegue reciclar.
Além disso, para produzir usamos a água potável, que assim vai sendo poluída.
E veja a desgraça: Em 1992, na Rio 92, um encontro mundial sobre problemas ambientais, o oceanógrafo Jacques Costeau disse que só 2% da água do planeta é potável, “e mais de 50% dela já está poluída”.
De 1992 para cá mudou para pior. Nunca lançamos no ar tanta poluição. E o ar começa a ficar rarefeito mesmo próximo do chão.
Cidades como São Paulo, em certos dias tem ar “irrespirável”, e já fazem “rodízio de carros e motos”.
Nem todos podem sair todos os dias em seus veículos, ou todos acabarão intoxicados.
Em conseqüência do desmatamento, do aquecimento, das perfurações na camada de ozônio ocorre o aquecimento dos oceanos.
Daí vem o degelo, furacões, ciclones, tsunamis, tornados e eventos catastróficos onde nunca antes se os tinha.
Os institutos de climatologia já têm dificuldade de prever, pois tudo muda rápida e assustadoramente no clima.
É assim que temos visto nevasca no Verão europeu. E calores de derreter no Inverno.
Pela primeira vez a raça humana se defronta com seu destino.
As imagens dos ursos polares morrendo de calor no Pólo Norte, dos desertos avançando em áreas antes verdes e dos mares se levantando para engolir cidades inteiras, são cada vez mais comuns.
É nesse contexto que o Jornal Dois Irmãos e a Câmara de Vereadores realizarão, no dia 8, no auditório da Igreja Católica, o Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global.
Esse encontro se tornará permanente. É idéia dos organizadores transformar a cidade no centro de debates no Estado (e, quem sabe, no país) sobre a necessidade de desaquecer, no planeta, tudo que o está levando à morte.
A situação é séria. Nesse encontro pode faltar todo mundo, menos você que sabe que se nada for feito “agora”, talvez não haja chance de fazer algo amanhã. Portanto, participe.
O planeta Terra e a vida contam com você.
Hoje somos 190 milhões e a população do planeta mais que dobrou nesse período.
Como conseqüência da super povoação do planeta (que os cientistas dizem que teria condições de abrigar 1 bilhão e meio de humanos, apenas) vem a super produção.
Somos 6 bilhões de pessoas, mas anualmente produzimos alimento para 12 bilhões.
A produção mundial de tudo quadruplicou, desde 1970. A produção é tanta, que 12% do que se produz o planeta não consegue reciclar.
Além disso, para produzir usamos a água potável, que assim vai sendo poluída.
E veja a desgraça: Em 1992, na Rio 92, um encontro mundial sobre problemas ambientais, o oceanógrafo Jacques Costeau disse que só 2% da água do planeta é potável, “e mais de 50% dela já está poluída”.
De 1992 para cá mudou para pior. Nunca lançamos no ar tanta poluição. E o ar começa a ficar rarefeito mesmo próximo do chão.
Cidades como São Paulo, em certos dias tem ar “irrespirável”, e já fazem “rodízio de carros e motos”.
Nem todos podem sair todos os dias em seus veículos, ou todos acabarão intoxicados.
Em conseqüência do desmatamento, do aquecimento, das perfurações na camada de ozônio ocorre o aquecimento dos oceanos.
Daí vem o degelo, furacões, ciclones, tsunamis, tornados e eventos catastróficos onde nunca antes se os tinha.
Os institutos de climatologia já têm dificuldade de prever, pois tudo muda rápida e assustadoramente no clima.
É assim que temos visto nevasca no Verão europeu. E calores de derreter no Inverno.
Pela primeira vez a raça humana se defronta com seu destino.
As imagens dos ursos polares morrendo de calor no Pólo Norte, dos desertos avançando em áreas antes verdes e dos mares se levantando para engolir cidades inteiras, são cada vez mais comuns.
É nesse contexto que o Jornal Dois Irmãos e a Câmara de Vereadores realizarão, no dia 8, no auditório da Igreja Católica, o Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global.
Esse encontro se tornará permanente. É idéia dos organizadores transformar a cidade no centro de debates no Estado (e, quem sabe, no país) sobre a necessidade de desaquecer, no planeta, tudo que o está levando à morte.
A situação é séria. Nesse encontro pode faltar todo mundo, menos você que sabe que se nada for feito “agora”, talvez não haja chance de fazer algo amanhã. Portanto, participe.
O planeta Terra e a vida contam com você.
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