segunda-feira, 1 de junho de 2009

É pouco, mas é nossa parte. E a sua?

Todo pai, mãe, filho, filha, tio, tia, sobrinho, crente, materialista, todos têm de prestar atenção no avanço devastador do crack. Esse subproduto é o lixo da cocaína, e é tão forte que vicia na primeira vez que se usa.
É tão devastador, que o próprio crime que compra e revende está preocupado.
Guerras têm sido travadas entre gangues do Rio e São Paulo, para tentar (em vão) eliminar essa “praga”. Praga para eles (narcotraficantes) porque é “barata demais”.
Ou seja: dá menos lucro que cocaína. Nessa guerra inter-gangues se amontoam corpos nas muitas chacinas onde adolescentes e crianças mortas se empilham nas sarjetas.
Alguns revendedores de maconha, sabendo que crack dá mais lucro, “enxertam” uma pedrinha ou outra na maconha que vendem. O usuário, sem saber, fuma crack (na maconha) e pensa que a maconha daquele traficante é que é “da boa”. Dias depois, estará acostumado ao odor do crack e quase sem saber se tornará um consumidor muito mais enlouquecido pelo produto do que o consumidor de macaonha, e o traficante ganhará mais dinheiro.
Pai e mãe matando filho. Filho matando pai e mãe. Marido matando mulher para tirar dinheiro dela. Filho espancando pai, roubando pai. Tudo de ruim se vê no crack. Famílias devastadas pela desgraça.
E não tem cura. Não tem recuperação objetiva. Nos poucos leitos de UTI para drogadictos, psiquiatras e demais da área afirmam que uma vez no crack nunca mais fora deles. Então o negócio é não começar. Crack, nem falar.
O problema é recente. Mas é incontestável que não dá para esperar mais. Temos de agir. Com prevenção, tratamento e punição, é esse o tripé. Mas, sobretudo temos de agir com consciência de que existe e pode, sim, chegar até nós assim como a chegou a outros.
Dois Irmãos, segundo estimativas do Ministério Público, Consepro e Conselho Tutelar, já tem mais de uma centenas de usuários de droga. De várias drogas. Mas entre elas o crak. Dois Irmãos já perdeu um rapaz, que foi morto. Tem outros, inclusive, presos. E vários estão pelas ruas, quase pedindo socorro.
O Consepro e o Jornal Dois Irmãos vão desenvolver junto com o Grupo RBS (Jornal Zero Hora, RBS TV e Rádio Gaúcha) um trabalho de conscientização dos nossos cidadãos para esse problema. É pouco. Mas é nossa parte. E convidamos você a nos ajudar nessa ação.