quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Os que foram serão os pioneiros

Pois na terça-feira aconteceu o Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global.
Obviamente eu estava com os nervos à flor da pele. Afinal, esse assunto “sobrevivência do planeta” é tão tênue e sofisticado, tão delicadamente sutil, que só entra na cabeça de no máximo 0,1% da população.
É certo que 99,9% das pessoas ou não sabem nem que existe o planeta “como um todo” ou, se sabem, não conseguem conectar um continente com outro ou, se conectam um continente com outro, não entendem que a vida sobre o planeta é fruto de reações físico-químicas, ou se sabe tudo isso faz de conta que não sabe que o que a raça humana está fazendo vai acabar condenando a própria raça humana à extinção.
Sabendo disso, disparamos manchete sobre manchete chamando para o Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global. Escrevemos várias vezes sobre isso, neste jornal e nesta coluna. Nos últimos dias, com apoio das em-presas Wendling e do Posto Bruder, pagamos alguns anúncios nas rádios da capital, chamando para o evento. E, graças a esses anúncios, conseguimos alguns espaços raros (e caros) nessas rádios grandes, que utilizamos de forma jornalística para divulgar o Primeiro Encontro Regional Sobre Aquecimento Global.
Bem divulgado na cidade estava. E, no entanto, muita gente (mesmo as que assinam e lêem o Jornal Dois Irmãos) ainda não sabiam.
E muitas que sabiam, não deram a ele a importância que nós (que criamos o encontro) acreditamos que tem.
Assim foi que ontem, 19h, cheguei na Igreja Matriz para ir até o auditório do Centro de Pastoral, ali ao lado, onde ocorreria o evento.
Cheguei e não havia ninguém.
Eu temia que ocorresse isso, pensei.
Mas como sou um homem de fé, dei alguns passos e fui até dentro da igreja, que estava aberta, me sentei bem quieto lá no fundo, fechei os olhos e perguntei a Deus:
- Oh, Senhor, não vai nos deixar só justo agora, não é? Fizemos tudo certinho. Dá uma mãozinha...
E fiquei ali, refletindo sobre quem somos, o que fazemos e para onde vamos, e então saí.
Chegando lá fora, encontrei o Padre Paulo. Logo chegou a dona Leonida e a Cléia. E então, apareceram umas professoras, seus alunos, e logo foram chegando todas as pessoas.
Tenho tido alegrias e tristezas na vida, como qualquer ser humano.
Mas ontem tive uma alegria imensa. As pessoas que foram lá, jovens, adultos e idosos, todos são o que de melhor esta cidade tem. Se esse evento crescer, se deverá a essas pessoas. E Deus existe, o evento vai crescer!
Muitos poderiam ter ido, mas não foram.
Não tem problema. Afinal, só se debatia ali o futuro da humanidade...