quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Um lembrete do Quintana

Todos nós temos algo do que se orgulhar na vida. Na minha, passaram tantas pessoas maravilhosas e espetaculares, que me sinto privilegiado pelas companhias que tive e tenho. Uma dessas foi o poeta gaúcho Mário Quintana, com o qual tive a alegria de trabalhar junto na Caldas Júnior. Ao final da vida, o poeta Mário Quintana escreveu um “lembrete”, que serviria, disse ele, para “nos alertar da vida ruim que teríamos se continuássemos a perder tempo”.
Hoje, em homenagem aos que me lêem, publico esse “Um lembrete do Quintana”. Diz assim:
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.