Alan Caldas
A BR 116 não é olhada como deveria pela prefeitura. Aliás, a prefeitura apóia a duplicação dela para transformá-la numa via rápida para turistas irem rápido até Gramado.
A Câmara de Vereadores não cuida da BR.
E nós moradores temos de fazer a “mea culpa” e admitir que não cuidamos da BR.
Como cidade, parecemos não entender que melhorando a parte melhoramos o todo, e deixando estragar a parte estragamos o todo.
A 116 tem tudo para ser um parque de negócios. Mas tem de ter um projeto nobre.
Por exemplo: a prefeita de Ivoti, Maria de Lurdes, contratou uma arquiteta japonesa e fez um projeto para instalar na Colônia Japonesa um Jardim Japonês, como o de Buenos Aires. Vai ter carpas, vai ter sinos, vai ter lago e se tornará um ponto turístico que vai recuperar o “ser japonês” ali da Colônia Japonesa.
E o que Dois Irmãos faz com a BR 116?
Nada! Deixamos encherem a estrada de out-door horrorosos e apoiamos o corte dos plátanos (que é o que vai acontecer se essa alucinação da duplicação ocorrer).
Por não olharmos para a BR vamos ver cada vez mais “tendinhas” sem vínculo com a cultura local e que em nada contribuem de construtivo para a história de Dois Irmãos.
O fato é que deveríamos regulamentar as construções na beira da 116.
Deveríamos criar um plano diretor que desse as coordenadas e dissesse quais construções queremos na BR, tamanho e estilo.
Deveríamos padronizar as construções.
Deveríamos fazer com que a BR 116 no trajeto de Dois Irmãos se tornasse uma grife.
Nunca se escuta o prefeito Miguel dizer algo sobre a BR 116. Só apoiando a extinção dos plátanos (que não foi ele quem plantou).
A BR poderia ser o caminho dos doces, compotas, schmias e da tradição culinária alemã de pães e doces. Mas o prefeito Miguel, num ato maluco, tirou o slogan (Doce de Cidade) que tínhamos e trocou esse slogan por nada (que é o que atualmente temos).
Os vereadores perdem tempo debatendo malefício e quase esquecem que a função deles é construir a civilização. E não olham a 116.
E nós moradores não vemos que para que Dois Irmãos continue a cidade maravilhosa da qual nos orgulhamos, temos de dar ideias e fiscalizar a nós e aos Poderes.
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Eu sei. Sou voz solitária gritando no deserto. Mas penso que Dois Irmãos deve fazer tudo para não se transformar em (mais um) bairro pobre (e feio) da “Grande Novo Hamburgo”.