sexta-feira, 12 de junho de 2009

Depois de duplicar, pedágio nela!

Quem trafega pela BR 116 todos os dias sabe onde está o “engarrafamento”. E não é em Dois Irmãos, é em Novo Hamburgo, bem na entrada do bairro Roselândia, junto ao Posto Sapatão. E ocorre porque existe ali uma sinaleira.
Antes da sinaleira ser colocada lá, pelo prefeito Airton Santos, não ocorria engarrafamentos em finais de semana ou de manhã cedo. Antes o trânsito fluía. Depois, atravancou.
Assim se vê que o problema de “estrada pequena” que se alega não se deve ao fluxo de veículos e sim àquela sinaleira.
Se você desce a Novo Hamburgo no final de domingo e muitos outros descem de Nova Petrópolis e Gramado, quando chega ali em Ivoti já começa a engarrafar. Mas é só no final do dia, quando os passeantes voltam para casa e o trânsito fica lento até a sinaleira, que tranca o fluxo.
Já paramos ao lado dela, para ver “quantos” usam a sinaleira para entrar na Roselândia, e chegamos à conclusão, após analisar por uma hora seguida bem no meio do “rush”, que nem 1% fazia a entrada à esquerda. Deu para concluir que aquela sinaleira “nesses horários” mais atrapalha do que ajuda.
Fica claro que desafogar o trânsito na 116 entre Dois Irmãos e Novo Hamburgo é simples: basta erguer, na entrada da Roselância, uma elevada. Quem vai daqui para Novo Hamburgo ou vem de lá para cá, usa a elevada e segue direto. Quem quer entrar na Roselândia passa para a faixa do lado e entra. E não haverá mais engarrafamento.
E tem mais: depois de tantos morrerem, os políticos resolveram construir uma elevada na tenebrosa sinaleira do Rincão. Algo simples, um beabá, mas que só agora, graças ao presidente Lula e seu PAC, vai ser feito. Os que prantearam seus mortos ali, depois de feita aquela elevada vão se escandalizar ao ver quão fácil teria sido salvar a vida dos seus entes queridos.
Com uma elevada em frente ao Sapatão e outra na sinaleira do Rincão, o trânsito na 116 fluirá e só entrará em gargalo lá no viaduto de acesso a São Leopoldo.
Mas é claro que esta sugestão não será seguida. A comissão seria baixa, não é? E só político doido aceita fazer por “menos” o que pode fazer com “mais”.
Afinal: e o “leitinho do nenê”, como fica?
E os 20% “de lei”, como ficam?
E é assim que por mais que a duplicação vá destruir as características básicas de uma cidade boa de viver, é (quase) certo que ela será feita. Até porque, os mesmos que a farão já esfregam as mãos e assanhadamente já sonham com o pedágio que colocarão nela e lhes dará “por 20 anos”comissões mensais.