Nenhuma pessoa pode se acreditar cheia de “direitos”. Ter direito é uma ficção criada para acalentar o medo que temos da solidão que é viver.
Alguns, que sem dúvida eram geniais, resolveram transpor da família para a tribo e desta para a sociedade, essa ideia de que temos “direitos”.
A vida, com ou sem civilização, sempre foi e é e para sempre será um eterno conquistar. Um lutar por ter. Um fazer por merecer. E nenhum iluminista ou marxista ou fenomenologista ou teólogo ou químico, jurista ou político conseguirá mudar isso no existir humano.
Para viver você tem de ser e, se para ser, você tiver de ter, isso será um problema seu. E é assim que cada um fez e fará sempre por si o seu caminho.
Porém, ao longo dos anos passaram a nos fazer crer que “temos direito” de ter aquilo pelo que não lutamos. Nos fizeram acreditar que temos direito de ter acesso a benefícios pelos quais não trabalhamos. E nos fizeram acreditar nisso simplesmente nos fazendo crer que somos integrantes de uma sociedade e que essa sociedade, na qual contribuímos muito pouco, tem, ela própria, com o esforço de todos os demais, de bancar o nosso bem-estar. Nossa saúde. Nossa educação. Nossa segurança. Até nosso lazer, transporte, alimentação, vestuário e tudo mais.
Não há nada mais falso que isso. Mas é nisso que milhões, talvez bilhões estão acreditando aqui na cidade de Dois Irmãos, no Brasil e mundo afora.
Essa crença equivocada na existência de direitos que temos porque disseram que temos (e não porque trabalhamos por eles) está gestando no útero da civilização um ser mal agradecido. Um ser ao qual tudo se dá e nada lhe satisfaz. Que tudo recebe e a nada agradece.
E é na esteira deste argumento que precisamos pensar no que vai acontecer com os estudantes da AUDI no sábado. Todos os que recebem (que não é um “direito legal” e sim um incentivo) auxílio transporte para ir à universidade ou cursos técnicos e EJA, serão convocados a prestar horas de “trabalho voluntário” em Dois Irmãos. É um projeto bonito, elaborado pela equipe da Secretaria de Educação, e esperamos que tenha a adesão total dos estudantes. É uma forma singela de se ensinar e aprender que tudo que nos dão precisamos devolver. E essa é a única fórmula de demonstrar nossa gratidão aos que nos estendem a mão.
Qualquer outro gesto será uma imensa demonstração de ingratidão, e gerará padrões de comportamentos egoístas e isolacionistas, levando não à construção da civilização solidária e amorosa, mas ao fim dela e à decadência do “ser coletivo”.
Alguns, que sem dúvida eram geniais, resolveram transpor da família para a tribo e desta para a sociedade, essa ideia de que temos “direitos”.
A vida, com ou sem civilização, sempre foi e é e para sempre será um eterno conquistar. Um lutar por ter. Um fazer por merecer. E nenhum iluminista ou marxista ou fenomenologista ou teólogo ou químico, jurista ou político conseguirá mudar isso no existir humano.
Para viver você tem de ser e, se para ser, você tiver de ter, isso será um problema seu. E é assim que cada um fez e fará sempre por si o seu caminho.
Porém, ao longo dos anos passaram a nos fazer crer que “temos direito” de ter aquilo pelo que não lutamos. Nos fizeram acreditar que temos direito de ter acesso a benefícios pelos quais não trabalhamos. E nos fizeram acreditar nisso simplesmente nos fazendo crer que somos integrantes de uma sociedade e que essa sociedade, na qual contribuímos muito pouco, tem, ela própria, com o esforço de todos os demais, de bancar o nosso bem-estar. Nossa saúde. Nossa educação. Nossa segurança. Até nosso lazer, transporte, alimentação, vestuário e tudo mais.
Não há nada mais falso que isso. Mas é nisso que milhões, talvez bilhões estão acreditando aqui na cidade de Dois Irmãos, no Brasil e mundo afora.
Essa crença equivocada na existência de direitos que temos porque disseram que temos (e não porque trabalhamos por eles) está gestando no útero da civilização um ser mal agradecido. Um ser ao qual tudo se dá e nada lhe satisfaz. Que tudo recebe e a nada agradece.
E é na esteira deste argumento que precisamos pensar no que vai acontecer com os estudantes da AUDI no sábado. Todos os que recebem (que não é um “direito legal” e sim um incentivo) auxílio transporte para ir à universidade ou cursos técnicos e EJA, serão convocados a prestar horas de “trabalho voluntário” em Dois Irmãos. É um projeto bonito, elaborado pela equipe da Secretaria de Educação, e esperamos que tenha a adesão total dos estudantes. É uma forma singela de se ensinar e aprender que tudo que nos dão precisamos devolver. E essa é a única fórmula de demonstrar nossa gratidão aos que nos estendem a mão.
Qualquer outro gesto será uma imensa demonstração de ingratidão, e gerará padrões de comportamentos egoístas e isolacionistas, levando não à construção da civilização solidária e amorosa, mas ao fim dela e à decadência do “ser coletivo”.