terça-feira, 30 de junho de 2009

O delegado tem de explicar bem

Na madrugada de sexta para sábado arrombaram e roubaram a farmácia do Jair Quilin, na avenida São Miguel, e a loja Artepell, na avenida Irineu Becker.
Foi um arrombamento com procedimento típico: arrombaram a fechadura e entraram.
Na madrugada de domingo para esta segunda-feira, outro arrombamento. Desta vez na loja Kinei Calçados.
As características do arrombamento eram as mesmas das duas anteriores: o trinco da porta estourado.
Nesta última vez havia alarme na loja, e quando ele disparou a Brigada Militar foi acionada. Além de alarme, tinha também câmera de vídeo interna e externa, e lá estava a fachada dos três arrombando para roubar. Um que entra. Outro que dá proteção na frente da loja. E outro que fica na campana do outro lado da rua.
Com a polícia avisada, imediatamente duas viaturas que estavam na área começaram a procurar. E logo encontraram três homens andando na 25 de julho, tendo, com eles, o material roubado na Kinei Calçados.
Os três foram detidos. Dois deles eram menores. E menor a lei “mais ou menos” protege.
A Brigada, porém, tendo em vista o material do roubo encontrado, levou a trinca para a delegacia de Novo Hamburgo. Era para serem autuados em flagrantes, afinal, foram flagrados com o roubo e a câmera de vigilância os flagrou também. Tudo certinho para pelo menos irem dormir no xilindró.
Mas eles foram dormir lá?
Que nada! A delegada de Novo Hamburgo “não aceitou” autuar em flagrante.
Veja bem: não é o delegado de Dois Irmãos. O fato ocorreu de noite e porque a delegacia daqui (ainda) não tem plantão, leva-se os detidos a Novo Hamburgo. E a delegada de lá não homologou o flagrante.
A população não entende como isso ocorre. A impressão que fica é de que não há lei. Os três estão lá, estampados como ladrões no vídeo, flagrados como ladrões com o objeto do roubo na mão e ao chegar na delegacia se livram soltos.
Seria bom o delegado regional, que comanda a Polícia Civil, baixar nota esclarecendo “exatamente” o que ocorreu.
Casos como esses não podem ficar assim, no macio, como se toma um refrigerante. Está em jogo o patrimônio dos que foram roubados. E mais do que isso, está em jogo um estilo de vida honesto.
Com a palavra, o delegado regional Mauro Vasconcellos.