quarta-feira, 3 de junho de 2009

Tamanho não é documento

Claro: Tem “situações” em que tamanho “é” documento. Certo? Mas não é a isso que nos referimos. No caso, aqui, é ao Dante Maieron. Um baixinho que chegou para gerenciar a Corsan e se fez tão querido e respeitado que fica difícil compreender que, a partir de hoje, não o teremos mais na empresa de água que ele transformou em “modelo nacional”.
Este jornal é a memória-escrita da cidade, nos últimos 26 anos, que é mais da metade do tempo de vida administrativa de Dois Irmãos. E, nesse tempo, vimos vir e ir tantos gerentes. Mas nenhum tão atuante quanto o Dante.
Italiano por descendência, o Maieron revolucionou a Corsan em Dois Irmãos. Filho de um igualmente gerente, seguiu os passos do pai e o honrou dia após dia, até às 18h de hoje, quando encerra (por querer) sua atividade.
Não lhe conhecemos o histórico nas cidades por onde passou. Mas nos basta olhar sua vida pregressa em Dois Irmãos. Transformou a cidade em modelo nacional de água pública, indo, inclusive, palestrar em Paris, na França, sobre o solvente universal que chega às nossas torneiras, monitorado pelo Dante e sua espetacular equipe de colaboradores.
Além da qualidade da água, nos brindou o Dante com várias obras necessárias, umas urgentes outras nem tanto, mas ele as ia fazendo por saber que “um dia” seriam urgentes. Coisa de italiano: vive com o pensamento lá na frente. É um traço dos antigos romanos, herdados dos gregos que saindo de Tróia foram pelo mundo encontrar terra e fundar Roma.
Colorado de corpo e alma, é tão gaúcho que canta como Hino Nacional o Hino Riograndense.
Dante é um gigantesco exemplo de bom funcionário público. Por onde passa, deixa amigos e respeito. E é bom samaritano, ajuda muitos carentes sem que a cidade o saiba, pois faz o bem sem olhar a quem.
Ao Dante nunca falta uma palavra de conforto a um amigo ou mesmo um desconhecido que esteja em dificuldades. Esse é o Dante.
Educado e culto, ensina que se alguém chega todos levantam e cumprimentam de mão-pegada, pois gentileza se aprende na prática.
Admirador do bom vinho, se fez igualmente amigo da cerveja, o símbolo dos alemães que ele tanto considera e respeita.
Participante de vários conselhos, em especial do Consepro, é voluntário em tudo que lhe solicitam. E mantém neste jornal uma coluna muito admirada (especialmente pelas mulheres).
É um ser humano de grande grandeza, e o pleonasmo é necessário quando o assunto é alguém tão gigante na comunidade quanto ele o é.
Arrivederci, Dante!
Vamos sentir saudades.