terça-feira, 15 de setembro de 2009

A gentileza no despertar da consciência

Os cientistas geneticistas estão chegando a uma conclusão maravilhosa e assustadora. Eles estão concluindo (ainda não confirmado) que a gentileza é um gene.Ou seja: somos geneticamente preparados para ser gentis. Se isso se confirmar será maravilhoso, porque fomos programados para ser civilizados.
Mas se isso for confirmado, também será assustador. É que não é só por ter o gene da gentileza no corpo que se será “naturalmente” gentil.
O gene precisa de impulso para “valer”, necessita de incentivo para se tornar ativo. A isso nós, da comunicação, chamamos de fenótipo, o “fenômeno típico” (de alguma coisa). Se temos o gene da gentileza em nossa estrutura de DNA, isso significa que “podemos” ser gentis, mas não que seremos “necessariamente” gentis. E aqui está o assustador.
É assustador porque se você pegar crianças de 50 anos atrás e as de hoje, verá que “na média” a criança de hoje está mais agressiva (e até violenta, desbocada e grosseira) que a de 50 anos atrás. E a criança de hoje, mais agressiva, vai crescer achando que ser assim é “natural”. Ela vai educar os filhos dela dessa mesma forma e os filhos dela receberão como mensagem que o mundo tem de ser mais grosso e agressivo do que gentil e amoroso, e passará para os filhos dele essa mesma mensagem. E vai se seguir assim, geração após geração, passando a falta de gentileza. Daqui a 100 anos, por exemplo, todos continuarão tendo o gene da gentileza, mas ele estará tão ínfimo, tão sem incentivo, que não significará nada no relacionamento humano. Não será um fenótipo, um fenômeno típico. Ele adormecerá na nossa estrutura de DNA, como tantos outros genes adormeceram e hoje nada significam. E teremos, então, uma sociedade onde a deselegância no trato com os outros será “natural”.
Descobrir que “temos” isso de ser gentil, amoroso, educado e bondoso, pode nos ajudar a não deixar o planeta se tornar um ninho de ratazanas famintas. E essa descoberta pode ser parte do despertar da consciência superior sobre “de onde viemos” e “para onde vamos”.