Está nas ruas a edição comemorativa aos 50 anos de Dois Irmãos. Foi a maior pesquisa deste jornal. Foram selecionados 50 itens de “como viviam” os dois-irmonenses até a emancipação da cidade, em 1959: como se nascia e morria, se adoecia e curava, como se alimentavam, banhavam, passeavam e se divertiam; segurança, trabalho, o que escutavam, liam e falavam, onde iam, em que acreditavam. Tudo.
Qual a razão desse especial?
- Recuperar a história que seria perdida!
Os alemães fundadores de Dois Irmãos eram gigantes. Não consigo pensar naquele povo de 1829, povoando o morro Dois Irmãos, sem vê-los como gigantes.
Sei que eram pessoas como nós. Mas não consigo vê-los comuns como nós.
Se penso neles, vejo homens e mulheres enormes. E ao saber da história deles, da bravura de sua saída da Alemanha em direção ao Novo Mundo, numa viagem com passagem só de ida, aí sim os vejo como gigantes.
Pais e mães ficaram para trás, irmãos, irmãs, tios e tias, amigos, tudo eles deixaram para trás. E para nunca mais rever.
Imagine a solidão: sem carta, sem telefone, sem nada. Só a memória do que era. E o desconhecido do que viria. Aquele povo de 1829, saiu de uma sala iluminada para entrar numa porta que levava à escuridão, e na escuridão teria de tatear o solo para aprender o cio da terra, teria de gaguejar até construir uma ou outra palavra na língua que aqui se falava e que era totalmente desconhecida deles. E aqui chegaram sem casa, sem trabalho, sem amigos, sem nada.
Anões jamais fariam isso.
Eles só poderiam ser gigantes.
Que força tinha aquele pessoal de 1829.
Que coragem! Que determinação!
Não sei com quantos de nós o Brasil poderia contar hoje, se ocorresse uma desgraça. Mas aqueles de 1829 certamente eram pessoas com as quais qualquer nação poderia contar. Não pediam nada além de trabalho. Não queriam férias, nem trégua, não se iludiam com “direitos”. Sabiam só poder contar com eles mesmos.
Anões não pensariam assim.
E a história desse pessoal, que estava para desaparecer, foi agora retomada nesse modesto, mas sincero especial de 50 anos feito pelo Jornal Dois Irmãos.
Deus abençoe cada um dos nossos que trabalhou nesse especial. E cada um que auxiliou com anúncio pago, viabilizando que esse trabalho sério e bondoso chegue às ruas, recuperando com testemunhos vivos a memória dos que nos deram esta maravilha de cidade.
* * *
EM TEMPO
Quando você se sentir injustiçado, lembre-se que o Inferno é o maior aliado dos justos.
Qual a razão desse especial?
- Recuperar a história que seria perdida!
Os alemães fundadores de Dois Irmãos eram gigantes. Não consigo pensar naquele povo de 1829, povoando o morro Dois Irmãos, sem vê-los como gigantes.
Sei que eram pessoas como nós. Mas não consigo vê-los comuns como nós.
Se penso neles, vejo homens e mulheres enormes. E ao saber da história deles, da bravura de sua saída da Alemanha em direção ao Novo Mundo, numa viagem com passagem só de ida, aí sim os vejo como gigantes.
Pais e mães ficaram para trás, irmãos, irmãs, tios e tias, amigos, tudo eles deixaram para trás. E para nunca mais rever.
Imagine a solidão: sem carta, sem telefone, sem nada. Só a memória do que era. E o desconhecido do que viria. Aquele povo de 1829, saiu de uma sala iluminada para entrar numa porta que levava à escuridão, e na escuridão teria de tatear o solo para aprender o cio da terra, teria de gaguejar até construir uma ou outra palavra na língua que aqui se falava e que era totalmente desconhecida deles. E aqui chegaram sem casa, sem trabalho, sem amigos, sem nada.
Anões jamais fariam isso.
Eles só poderiam ser gigantes.
Que força tinha aquele pessoal de 1829.
Que coragem! Que determinação!
Não sei com quantos de nós o Brasil poderia contar hoje, se ocorresse uma desgraça. Mas aqueles de 1829 certamente eram pessoas com as quais qualquer nação poderia contar. Não pediam nada além de trabalho. Não queriam férias, nem trégua, não se iludiam com “direitos”. Sabiam só poder contar com eles mesmos.
Anões não pensariam assim.
E a história desse pessoal, que estava para desaparecer, foi agora retomada nesse modesto, mas sincero especial de 50 anos feito pelo Jornal Dois Irmãos.
Deus abençoe cada um dos nossos que trabalhou nesse especial. E cada um que auxiliou com anúncio pago, viabilizando que esse trabalho sério e bondoso chegue às ruas, recuperando com testemunhos vivos a memória dos que nos deram esta maravilha de cidade.
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EM TEMPO
Quando você se sentir injustiçado, lembre-se que o Inferno é o maior aliado dos justos.