Demorou para a Europa fechar a porta aos imigrantes. Estava democrático demais, público demais. Os países europeus tinham virado um deleite para quem deseja chegar num lugar que é “o máximo”, e sem ter feito esforço para aquele lugar ter se tornado “o máximo”, tenta impor ali seu estilo de vida.
Demorou para o europeu fazer esse raciocínio. Mas era inevitável que fizesse.
Era inevitável que o protecionismo aparecesse, porque povos vindos de países pobres hoje chegam na Europa em grandes levas. Tomam praças, tiram emprego dos europeus, se imiscuem na população e, não raro, levam para lá prostituição, violência, drogas, furtos, roubos e um estilo de vida que o europeu (que normalmente é culto) não diz, mas na verdade detesta.
Devido a democracia, que tenta igualar desiguais, os imigrantes na Europa acreditam ter tanto direito lá quanto os europeus natos.
Estava na cara que daria confusão. E deu. Não é este o primeiro surto de xenofobia, de ódio aos não-europeus na Europa. Já houve outros, mas este mais recente é o mais gritante, porque vem da Itália, que por ter dominado o mundo na época dos Césares, sempre recepcionou de forma agradável os imigrantes. Muito embora no tempo de Roma todos os povos conquistados trabalhassem para o cidadão romano viver no deleite, leniência e preguiça, sustentado pelo império, que foi o SUS daquela época.
Com emprego escasso e com esse tipo de imigrante que chega se achando o tal e exige direitos como se italiano fosse, os italianos começaram a reagir. E com o presidente Berlusconi, o mais típico dos italianos típicos (meio mafioso, bonachão, bondoso e durão) o caldo engrossou. Berlusconi é italiano tão típico, que até deu “de presente” ao Presidente Putim, da Rússia, uma... prostituta!
E convenhamos: quem dá de presente a um dos presidentes mais temidos do mundo uma prostituta, não teme enfrentar a reação dos imigrantes. Foi o que aconteceu.
Berlusconi captou esse sentimento xenófobo do italiano e passou a defender que Itália é para italiano. Então criou uma lei feroz, que permite ao Estado prospectar, encontrar e expulsar da Itália imigrante ilegal.
Berlusconi vai colocar milhares de “olheiros” nas ruas, bairros e vilas, todos eles pagos pelo Estado italiano e com a função de descobrir imigrante ilegal e expulsá-lo da Itália.
Depois que Bush resolveu fazer um muro entre Estados Unidos e México, para evitar os ilegais, chegou a vez da Europa “se cercar”.
O estilo é outro, mas os fios de arame e a xenofobia são idênticas.