O Kerb é uma instituição de Dois Irmãos, uma recordação dos remotos mas inesquecíveis dias em que os primeiros habitantes chegaram na cidade.
Hoje temos festa quase todos os dias, bailes todas as semanas, e o telefone, o carro, o computador com câmera e a internet nos faz todos muito próximos.
Mas nada disso existia quando, 180 anos atrás, aqui estavam os que criaram essa festa que hoje ainda cultuamos.
Não havia transporte rápido, era na pernada ou no lombo do cavalo ou na carroça. Telefone? Quá! Quá! Qua! Computador e internet? Tá brincando?!
Cento e oitenta anos atrás era a solidão da mata, dos animais rondando a casa. Era a distância imensa entre um familiar e outro. E se isso lhes fazia esperançosos e crentes, também os fazia desejar muito o que não tinham, que era o contato próximo. Dessa angústia que a solidão causa é que veio, suponho, a imensa expectativa desses três dias de farra e festa, eivados de agradecimento ao Deus que lhes dava, pela terra, o sustento do corpo e da alma.
A cidade foi crescendo, pois naqueles quase dois séculos atrás o amor íntimo do casal gerava muitos filhos. Não havia luz, e todos iam cedo para a cama. Não havia métodos para evitar filho. E então ficávamos assim: deitou cedo e “bateu-valeu”, e vinha ano após ano mais uma alma para cumprir o mandado de “ide e procriai”.
Com o crescimento da cidade, as distâncias foram encurtando e os problemas aumentando, em especial a rivalidade das igrejas, que com o Kerb quase sumia para em seguida voltar.
Depois a modernidade bateu à porta, mas o que poderia ser hoje um fantasma, tornou-se, na verdade, um anjo da cultura que ainda flutua sobre nossas vidas.
E é assim que neste final de semana Dois Irmãos inteira, loira ou morena, não importa, volta seus olhos para um passado que se torna todos os anos presente em nossas vidas.
E depois de tudo, de tanto trabalho e esforço para ser um cidadão bom e honesto, trabalhador e respeitoso, temos direito a uns quatro ou cinco canecos de chope.
É ou não é, prefeito? Claro que é.
Então... vamos lá: Prosit!
Hoje temos festa quase todos os dias, bailes todas as semanas, e o telefone, o carro, o computador com câmera e a internet nos faz todos muito próximos.
Mas nada disso existia quando, 180 anos atrás, aqui estavam os que criaram essa festa que hoje ainda cultuamos.
Não havia transporte rápido, era na pernada ou no lombo do cavalo ou na carroça. Telefone? Quá! Quá! Qua! Computador e internet? Tá brincando?!
Cento e oitenta anos atrás era a solidão da mata, dos animais rondando a casa. Era a distância imensa entre um familiar e outro. E se isso lhes fazia esperançosos e crentes, também os fazia desejar muito o que não tinham, que era o contato próximo. Dessa angústia que a solidão causa é que veio, suponho, a imensa expectativa desses três dias de farra e festa, eivados de agradecimento ao Deus que lhes dava, pela terra, o sustento do corpo e da alma.
A cidade foi crescendo, pois naqueles quase dois séculos atrás o amor íntimo do casal gerava muitos filhos. Não havia luz, e todos iam cedo para a cama. Não havia métodos para evitar filho. E então ficávamos assim: deitou cedo e “bateu-valeu”, e vinha ano após ano mais uma alma para cumprir o mandado de “ide e procriai”.
Com o crescimento da cidade, as distâncias foram encurtando e os problemas aumentando, em especial a rivalidade das igrejas, que com o Kerb quase sumia para em seguida voltar.
Depois a modernidade bateu à porta, mas o que poderia ser hoje um fantasma, tornou-se, na verdade, um anjo da cultura que ainda flutua sobre nossas vidas.
E é assim que neste final de semana Dois Irmãos inteira, loira ou morena, não importa, volta seus olhos para um passado que se torna todos os anos presente em nossas vidas.
E depois de tudo, de tanto trabalho e esforço para ser um cidadão bom e honesto, trabalhador e respeitoso, temos direito a uns quatro ou cinco canecos de chope.
É ou não é, prefeito? Claro que é.
Então... vamos lá: Prosit!