Ontem Porto Alegre ardia com 33 graus de temperatura. E Argentina chegava a 44 graus, levando mal-estar a quem estava longe do benefício do ar-condicionado.
Uma tia que mora em Rio Branco, no Acre, contou que este ano, ainda no “Inverno”, a temperatura lá chegou a 40 e com sensação térmica de 50. “Tinha gente desmaiando pela rua”, disse ela, que é gaúcha e jamais se acostumou ao ar abafado em meio a floresta amazônica.
O crescimento da temperatura no planeta Terra é visível nos cinco continentes. Basta ver tornados e furacões ocorrendo onde jamais se ouvia falar deles.
Cidades como Porto Alegre se debatem com o problema das construções. Diante da criminalidade nas ruas e da ausência de punição exemplar, as pessoas abandonam suas casas e vão se proteger morando em espigões, edifícios altíssimos que parecem querer tocar no Céu, como na passagem bíblica da Torre de Babel.
O debate sobre o Pontal do Estaleiro, se baseou no permitir ou não mais prédios à beira do Guaíba. É que prédios formam paredão e impedem que o vento que sopra pelo rio chegue a toda a cidade. Foi essa a discussão que levou ao plebiscito sobre os quatro hectares onde funcionava o Estaleiro Só: não impedir o vento de chegar a “todos” os moradores.
Cidades como Maceió, conhecida pelo apelido de “Terra do sol e da brisa”, cresceram abruptamente e sofreram o efeito “espigão”. E hoje a orla da capital alagoana praticamente impede que a brisa do mar chegue aos demais recantos daquela cidade tão linda.
Em Santa Catarina, vinte anos atrás Camboriú era pequena e elegante, e hoje virou uma cidade de cimento.
Capão da Canoa e Torres parecem aquelas ruas de Nova Iorque, onde o sol não chega, tal o número de edifícios e suas alturas malucas.
Quem já esteve em Nova Iorque no inverno, sabe que as vezes se está caminhando numa rua e, ao dobrar a esquina, a temperatura cai 20 graus de soco. É o efeito barragem, que impede a entrada do vento. E várias pessoas já caíram mortas de mal-súbito nas ruas de Nova Iorque, devido ao choque térmico. E esse “efeito mal-estar” vem se alastrando mundo afora.
Bem vindo ao futuro, leitor.
É a civilização: quanto mais complexa mais frágil e autodestrutiva.
Por isso alguns são chatos na defesa do meio-ambiente, na preservação das árvores, rios e encostas de serra. E aqui no Rio Grande do Sul em especial, pois ainda temos quatro Estações bem definidas, e é preciso proteger essa maravilha natural que nos permite a cada quatro meses experimentar uma nova sensação no viver, ver e sentir o mundo físico ao nosso redor.
Uma tia que mora em Rio Branco, no Acre, contou que este ano, ainda no “Inverno”, a temperatura lá chegou a 40 e com sensação térmica de 50. “Tinha gente desmaiando pela rua”, disse ela, que é gaúcha e jamais se acostumou ao ar abafado em meio a floresta amazônica.
O crescimento da temperatura no planeta Terra é visível nos cinco continentes. Basta ver tornados e furacões ocorrendo onde jamais se ouvia falar deles.
Cidades como Porto Alegre se debatem com o problema das construções. Diante da criminalidade nas ruas e da ausência de punição exemplar, as pessoas abandonam suas casas e vão se proteger morando em espigões, edifícios altíssimos que parecem querer tocar no Céu, como na passagem bíblica da Torre de Babel.
O debate sobre o Pontal do Estaleiro, se baseou no permitir ou não mais prédios à beira do Guaíba. É que prédios formam paredão e impedem que o vento que sopra pelo rio chegue a toda a cidade. Foi essa a discussão que levou ao plebiscito sobre os quatro hectares onde funcionava o Estaleiro Só: não impedir o vento de chegar a “todos” os moradores.
Cidades como Maceió, conhecida pelo apelido de “Terra do sol e da brisa”, cresceram abruptamente e sofreram o efeito “espigão”. E hoje a orla da capital alagoana praticamente impede que a brisa do mar chegue aos demais recantos daquela cidade tão linda.
Em Santa Catarina, vinte anos atrás Camboriú era pequena e elegante, e hoje virou uma cidade de cimento.
Capão da Canoa e Torres parecem aquelas ruas de Nova Iorque, onde o sol não chega, tal o número de edifícios e suas alturas malucas.
Quem já esteve em Nova Iorque no inverno, sabe que as vezes se está caminhando numa rua e, ao dobrar a esquina, a temperatura cai 20 graus de soco. É o efeito barragem, que impede a entrada do vento. E várias pessoas já caíram mortas de mal-súbito nas ruas de Nova Iorque, devido ao choque térmico. E esse “efeito mal-estar” vem se alastrando mundo afora.
Bem vindo ao futuro, leitor.
É a civilização: quanto mais complexa mais frágil e autodestrutiva.
Por isso alguns são chatos na defesa do meio-ambiente, na preservação das árvores, rios e encostas de serra. E aqui no Rio Grande do Sul em especial, pois ainda temos quatro Estações bem definidas, e é preciso proteger essa maravilha natural que nos permite a cada quatro meses experimentar uma nova sensação no viver, ver e sentir o mundo físico ao nosso redor.