quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Seríamos um vírus?

O planeta está com quase 7 bilhões de habitantes. Esses 7 bilhões precisam comer, beber, vestir e morar.
Sete bilhões comendo, bebendo, vestindo e morando, significa que temos de “produzir”.
Ocorre que, segundo cálculos da Organização das Nações Unidas (ONU), produzir para sete bilhões é “demais” para o planeta.
Traduzindo, isso significa que para manter esses quase sete bilhões comendo, bebendo, vestindo e morando produzimos mais do que o planeta consegue reciclar.
É meio louco, isso. Mas de tudo que a humanidade produz num ano, 12% ela não consegue reciclar.
E fica assim: 12% de tudo que se produz vai ficando, de um ano para outro, como lixo.
E quanto mais rico o país fica, tanto mais lixo sua população produz. Tem o lixo visível, copo, garrafa, metais. E o lixo invisível, que são os gases lançados na atmosfera terrestre.
Dessa soma de lixos sólidos e gasosos, mais o desmatamento e a “natural” (sobrenatural, na verdade) poluição das águas, chegamos ao futuro: as intempéries climáticas, nevascas de verão, calorões de inverno, e parecemos caminhar para uma primavera sem flores, repleta de furacões, desmatamentos, tempestades tropicais e sub-tropicais, frentes frias vindas de lugares quentes e uma parafernália de degelo.
Há quem diga que se a Terra continuar assim, sendo tão massacrada pela raça humana, ela poderá sofrer efeitos internos, no pêndulo de lava que existe em seu centro, e “entortar”. Ou seja: sair do eixo onde flutua no espaço e lançar tudo e todos para fora dela.
Essa questão da super população e da super produção para manter comendo, bebendo, vestindo e morando os quase sete bilhões de humanos, está cada dia mais presente em jornais, rádios, tevês e escolas.
Na verdade, o ser humano não parece ser “humano”. Parecemos ter a estrutura de um vírus que se multiplica indiscriminadamente, sem consciência de coexistência. E se isso for real, se essa estrutura viral for o que caracteriza o ser humano, é provável que a Terra faça conosco o que nosso corpo faz com os vírus que o atacam: banimento e morte.
Não quero assustar ninguém, mas se olharmos o planeta como um todo, tirando os olhos do nosso umbigo, vamos ver que isso já está ocorrendo.
Ainda é tempo. Mas tem de ser já.