terça-feira, 10 de novembro de 2009

Somos cidadãos do planeta

Ninguém é uma ilha. Muitos gostariam de ser uma ilha. Mas querendo ou não, somos integrantes da coletividade. Somos a nossa família, primeiro, pai, mãe, irmãos, avós, tios, tias. Depois, somos a vizinhança, nosso bairro, os amigos. A seguir somos nossos colegas de escola ou de trabalho. Nunca estamos sós.
Somos a cidade, queira ou não nós somos a cidade, especialmente aquela em que crescemos. E também somos o nosso Estado, isso de ser gaúcho ou catarinense ou paulista ou carioca, baiano ou amazonense. A cultura pica. E fica.
Igualmente somos o nosso país. É duro ser brasileiro, ver corrupção, desmando, falta de respeito às crianças, aos velhos, ao meio-ambiente. Ver patifes progredindo e pessoas honradas vivendo em dificuldades. Mas ser brasileiro é isso, e nenhum de nós escapa.
Até aqui a maioria de nós percebe que “é”. Percebemos que somos nossa família, nossos vizinhos, nosso bairro, nossa cidade, nosso estado e nosso país. Mas e do mundo? Alguém percebe que somos do planeta terra?
É difícil ter essa consciência de que estamos “em cima”deste planeta e o que fazemos aqui, bem ou mal, grande ou pequeno, certo ou errado, acaba influenciando na vida do planeta como um todo. É que ninguém é uma ilha. Tentamos ser. Queremos ser. Buscamos quase desesperadamente viver “a nossa vida”. Mas não tem jeito: não somos uma ilha. Somos os arredores “e” somos o planeta. Um chinês e você, um japonês e eu, um urso do pólo Norte ou um pinguin aqui da Antártida, tudo está conectado, unido pelo fio da vida, da existência.
Não dá para escapar da conexão que existe entre tudo e todos neste planeta tão depredado. Não dá para escapar da realidade do desmatamento, da poluição dos rios, da super povoação, da necessidade de produzir cada vez mais mesmo sabendo que não há como reciclar tanta produção. É por isso que temos de urgentemente perceber que “somos um” com todos os tipos de vida neste planeta. Queira ou não, goste ou não, saiba ou não, é um fato que tudo que fazemos afeta a todos no planeta todo e tudo que todos fazem no planeta nos afeta individualmente. Não somos uma ilha. E precisamos perceber isso, se não para voltarmos a ter aqui o paraíso, pelo menos para podermos continuar tendo um chão onde morar.
É duro ter de conviver com bilhões de nós mesmos por aí. Mas não tem outro jeito. A única saída é chegarmos a um acordo que permita a todos nós continuarmos por aí.
E, para isso, só entendendo que o planeta “não é” a nossa lata de lixo. Não somos cidadãos de Dois Irmãos e sim do planeta.