Ter telefone até 30 anos atrás era raro, e hoje se tornou comum. Com esse “comunismo” que se tornou ter telefone, veio uma mudança no comportamento das pessoas.
Hoje não se admite que alguém não atenda quando chamamos. O telefone celular móvel proporcionou “seguir você”.
Na família isso facilitou a vida dos pais. O filho sai, mas leva o celular. E pais e mães ao sentir a angústia da ausência e do não saber onde o filho está, simplesmente ligam. Ele atende e diz “estou bem”, e os pais voltam a dormir tranqüilos, pois o filho “está lá”.
Claro que o filho nem sempre está onde diz estar. Mas nós acreditamos no que nos tranquiliza, e é menos angustiante acreditar que o filho está onde diz estar do que ficar pensando “onde ele está?”
Mas esse dizer (mentindo) onde está já está com os dias contados.
Vem aí uma nova tecnologia telefônica “de perseguição”, que em um ou dois anos estará em todos os celulares. Essa tecnologia fará você saber “onde” o usuário do celular está.
Com esse novo celular, que funciona (a grosso modo) como um rastreador GPS, você não vai mais “desaparecer”, pois o seu sinal estará sempre mapeado.
Você atende e a pessoa que chamou saberá onde geograficamente você está.
A versão final disso será colocar em nós e nossos filhos, implantados sob a pele, esse chip rastreador, para evitar seqüestros e malefícios.
Mas, voltando ao celular, esse novo equipamento que vai dizer “onde” você está, vai novamente mudar o comportamento humano.
Se hoje namorado e namorada, marido e esposa, pai e filhos já não admitem que a pessoa não atenda o telefone, quando chegar essa nova tecnologia que vai dizer “onde” você está, nós não admitiremos mais que alguém “desapareça do sistema”.
É claro que vai dar para “desaparecer”, bastando desligar o aparelho. Ou deixá-lo em casa.
Mas assim que ficar comum saber que você “está lá”, ninguém mais vai admitir “não saber” onde você está.
É o fim da privacidade?
Não se sabe. Mas assim como hoje não aceitamos chamar e a pessoa não atender, também assim vamos entrar em crise quando a pessoa “desaparecer do sistema” ao entrar em uso os novos telefones com rastreador.
Antigamente você era você e os outros eram os outros. Você tinha os seus desejos e os outros tinham os deles. E agora, para ter esses benefícios da tecnologia, vamos abrindo mão do nosso direito a privacidade e vamos deixando de ser nós mesmos para nos tornar cada dia mais “o desejo do outro”.
É assim que o nosso ambiente íntimo vai ficando pequeninho, pequeninho...
Hoje não se admite que alguém não atenda quando chamamos. O telefone celular móvel proporcionou “seguir você”.
Na família isso facilitou a vida dos pais. O filho sai, mas leva o celular. E pais e mães ao sentir a angústia da ausência e do não saber onde o filho está, simplesmente ligam. Ele atende e diz “estou bem”, e os pais voltam a dormir tranqüilos, pois o filho “está lá”.
Claro que o filho nem sempre está onde diz estar. Mas nós acreditamos no que nos tranquiliza, e é menos angustiante acreditar que o filho está onde diz estar do que ficar pensando “onde ele está?”
Mas esse dizer (mentindo) onde está já está com os dias contados.
Vem aí uma nova tecnologia telefônica “de perseguição”, que em um ou dois anos estará em todos os celulares. Essa tecnologia fará você saber “onde” o usuário do celular está.
Com esse novo celular, que funciona (a grosso modo) como um rastreador GPS, você não vai mais “desaparecer”, pois o seu sinal estará sempre mapeado.
Você atende e a pessoa que chamou saberá onde geograficamente você está.
A versão final disso será colocar em nós e nossos filhos, implantados sob a pele, esse chip rastreador, para evitar seqüestros e malefícios.
Mas, voltando ao celular, esse novo equipamento que vai dizer “onde” você está, vai novamente mudar o comportamento humano.
Se hoje namorado e namorada, marido e esposa, pai e filhos já não admitem que a pessoa não atenda o telefone, quando chegar essa nova tecnologia que vai dizer “onde” você está, nós não admitiremos mais que alguém “desapareça do sistema”.
É claro que vai dar para “desaparecer”, bastando desligar o aparelho. Ou deixá-lo em casa.
Mas assim que ficar comum saber que você “está lá”, ninguém mais vai admitir “não saber” onde você está.
É o fim da privacidade?
Não se sabe. Mas assim como hoje não aceitamos chamar e a pessoa não atender, também assim vamos entrar em crise quando a pessoa “desaparecer do sistema” ao entrar em uso os novos telefones com rastreador.
Antigamente você era você e os outros eram os outros. Você tinha os seus desejos e os outros tinham os deles. E agora, para ter esses benefícios da tecnologia, vamos abrindo mão do nosso direito a privacidade e vamos deixando de ser nós mesmos para nos tornar cada dia mais “o desejo do outro”.
É assim que o nosso ambiente íntimo vai ficando pequeninho, pequeninho...