Doutor era só médico, e a palavra “doutor” se fundia com “cuidar da saúde”.
À beira da morte ou com dor, o sujeito ia ao “doutor” e ele tirava o pé do sujeito da cova e lhe acaba com a dor.
Ser “doutor” era ser anjo salvador.
Desde que lembro, médicos eram homens de sabedoria, elevado padrão moral e bondade.
Hoje há vários profissionais “doutor”, e a maioria nada tem a ver com a saúde.
Foi Brasília (sempre ela!!!) que levou às raias da loucura isso de chamar as pessoas de “doutor”. Em Brasília, porteiro, ascensorista, manobrista, garçom e até prostituta chama o cliente de “doutor”. E o sujeito, é obvio, deixa gorjeta digna de doutor.
Aliás: “doutores” eram ricos?
Os médicos nem sempre eram “ricos”. Os doutores da infância viviam bem. Trabalhavam como escravos, mas levavam vida boa. Tinham carro e casa um pouco melhor que as demais, faziam férias “na orla” (praia é para pobre), seus filhos andavam arrumados, tinham bicicletinhas do momento e iriam estudar (coisa que a maioria da população não faria).
Não dava para chamá-los de “ricos”.
Mas viviam bem.
Entretanto, a maioria da população vive para ter algo no estômago. E, para quem vive “muito mal” (que é a situação das massas), o doutor que vive mais ou menos “está rico”.
Portanto, vem da miséria em que vivem as massas isso de que “doutor” tem dinheiro e deve dar gordas gorjetas a garçons, guardadores de carro e outros que, na ânsia de faturar, chamam qualquer um de “doutor”.
Muito curioso, fui pesquisar a origem da palavra e descobri que:
“A palavra ‘doutor’ é uma das mais antigas das existentes em português. E o mesmo se repete em inglês (doctor), em espanhol (doctor), em francês (docteur), em italiano (dottore) e em alemão (doktor).
A palavra doutor está praticamente em todas as línguas modernas. Suas raízes mais antigas podem ser rastreadas até entre o primeiro e o segundo milênio antes de Cristo, nas invasões indo-europeias que nos trouxeram a raiz dok-, da qual provém a palavra latina docere, que por sua vez derivou em doctoris (o mestre, o que ensina).
O termo ‘doutor’ também é tradicionalmente usado nos países de língua portuguesa para referir-se a médicos, dentistas e veterinários”.
À beira da morte ou com dor, o sujeito ia ao “doutor” e ele tirava o pé do sujeito da cova e lhe acaba com a dor.
Ser “doutor” era ser anjo salvador.
Desde que lembro, médicos eram homens de sabedoria, elevado padrão moral e bondade.
Hoje há vários profissionais “doutor”, e a maioria nada tem a ver com a saúde.
Foi Brasília (sempre ela!!!) que levou às raias da loucura isso de chamar as pessoas de “doutor”. Em Brasília, porteiro, ascensorista, manobrista, garçom e até prostituta chama o cliente de “doutor”. E o sujeito, é obvio, deixa gorjeta digna de doutor.
Aliás: “doutores” eram ricos?
Os médicos nem sempre eram “ricos”. Os doutores da infância viviam bem. Trabalhavam como escravos, mas levavam vida boa. Tinham carro e casa um pouco melhor que as demais, faziam férias “na orla” (praia é para pobre), seus filhos andavam arrumados, tinham bicicletinhas do momento e iriam estudar (coisa que a maioria da população não faria).
Não dava para chamá-los de “ricos”.
Mas viviam bem.
Entretanto, a maioria da população vive para ter algo no estômago. E, para quem vive “muito mal” (que é a situação das massas), o doutor que vive mais ou menos “está rico”.
Portanto, vem da miséria em que vivem as massas isso de que “doutor” tem dinheiro e deve dar gordas gorjetas a garçons, guardadores de carro e outros que, na ânsia de faturar, chamam qualquer um de “doutor”.
Muito curioso, fui pesquisar a origem da palavra e descobri que:
“A palavra ‘doutor’ é uma das mais antigas das existentes em português. E o mesmo se repete em inglês (doctor), em espanhol (doctor), em francês (docteur), em italiano (dottore) e em alemão (doktor).
A palavra doutor está praticamente em todas as línguas modernas. Suas raízes mais antigas podem ser rastreadas até entre o primeiro e o segundo milênio antes de Cristo, nas invasões indo-europeias que nos trouxeram a raiz dok-, da qual provém a palavra latina docere, que por sua vez derivou em doctoris (o mestre, o que ensina).
O termo ‘doutor’ também é tradicionalmente usado nos países de língua portuguesa para referir-se a médicos, dentistas e veterinários”.
* * *
Anote aí:
Em breve, os médicos vão querer ser chamados de “médico” e não mais de doutor, para distinguir-se da massa de doutores que hoje povoa o mundo.