quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Vai se transformar em que mesmo?

Alan Caldas

Cada vez que se olha o movimento das nuvens, o céu parece mais assustador.
Dizem que desgraçaram tanto a Amazônia que a água (devido as correntes) do oceano Atlântico “aqueceu” aqui no nosso Estado. E o oceano aquecendo, a evaporação é maior. E maior será também a concentração de água na atmosfera. Daí termos visto tantas nuvens.
Será que é isso?
Pode ser.
Mas nos últimos dias, uma ou duas vezes por dia olhamos o céu e a coisa "está feia".
O céu tem a cara “enferruscada”, como dizem fronteiriços e serranos. As nuvens, que antes ficavam “lá em cima”, uma aqui outra lá longe, agora estão baixíssimas.
Talvez em Machu Pichu (que aliás também está ilhada, hoje) ou em La Paz, cidades tão no alto que as nuvens mal e mal chegam a se formar, existam nuvens assim tão baixas.
Nuvens baixas “e” repletas de água. Nuvens escuras. Prenúncio de enxurrada, de tormenta “feia”, de aguaceiro brabo.
Não se recorda um Verão tão aquoso. E muito menos com tantas nuvens juntas. E, sobre tudo, não se recorda tantas nuvens que pareçam um pesadelo.
E o fenômeno não tem sido “devezenquandário”. Foram praticamente todos os dias deste mês o mesmo tenebroso quadro no céu.
Já não lembramos um dia “bem bom”, pois sempre numa hora ou outra, de manhã, tarde ou noite, o tempo “se armou”.
Não é nuvenzinha. Olhe pela janela agora mesmo e verá.
Mas o ideal para compreender é olhar no fim do dia. Todos os dias olhando o pôr-do-sol se vê ele repleto de “má notícia”. A concentração de hidrogênio no ar faz o antes romântico pôr-do-sol ser prenúncio de tragédia.
Ontem parecia nem ser o planeta terra. Quem olhou o poente ontem, viu só cores “fechadas” e tons que não são o tradicional vermelho ou amarelo. Era um cenário pesado, carregado, fechado, era como se não fossem nuvens, mas montanhas atrás das quais o sol ia se pondo. Era como se fosse um outro planeta.
É um fato que nosso planeta não está mudando. Ela Já mudou. E vai continuar mudando.
Aliás, é tanta mudança que até já estão dando notícia de que os astrônomos acreditam que em 5 anos descobrirão um planeta “com vida semelhante a que temos aqui na Terra”.
Ou seja: bateu o desespero!
Não é que se acredite que o mundo “vai acabar”. Até porque, pela lei físico-química que controla as reações no universo nada acaba, apenas se transforma.
Mas, sinceramente, olhando o céu assim tão assustador, dá até para pensar que vai se transformar em coisa ruim...