Está ocorrendo a “ditadura das motos” na BR 116. Não só na BR, mas é nela que o autoritarismo motociclístico fica mais evidente.
E tanto quem vai a Porto Alegre como quem volta, sabe exatamente o que vai se dizer aqui.
Se, por exemplo, você está indo a Porto Alegre, você terá de escolher, na BR 116, a pista na qual vai trafegar. Se você é dos que anda mais devagar, então fica na pista do lado direito. Se andar mais rápido, fica na pista da esquerda.
Cabem só dois veículos na pista: um do lado direito e outro do lado esquerdo. E os demais têm de andar atrás ou ultrapassar e assumir uma das duas pistas.
E é justo aqui que entram as motos.
Os motoqueiros são mais ágeis que os carros, porque são menores. Mas a regra das duas pistas tinha de valer para eles, tal qual para os demais veículos.
Só que para motoqueiro é como se não existissem apenas duas pistas.
Inicialmente os motoqueiros tinham escolhido a pista “central” (entre o carro da direita e o da esquerda) para ser a pista deles.
Assim, se você estava na pista da esquerda tinha de ficar “bem à esquerda” ou se estava na direita tinha de ficar “bem à direita”. Assim ficando, você liberaria a “pista central” (essa faixa imaginária entre as duas pistas) para que os motoqueiros passassem.
Passassem, é claro, a bala.
Se você ficava um pouco à direita (estando na pista rápida) ou um pouco à esquerda (estando na pista lenta), os motoqueiros logo metiam a boca. Buzinavam. Xingavam. Ofendiam. Mostravam o dedo.
Já eram ali os “donos” da BR.
Mas o que é ruim pode piorar.
E foi o que ocorreu. O número de motos aumentou e apenas a (imaginária) “pista central” (entre os dois carros) já não era suficiente para o imenso número de motoqueiros.
Então eles criaram mais duas pistas: a pista “da direita” do motorista que anda no lado direito e a pista “da esquerda” ao lado do motorista que anda na pista esquerda da BR.
Ficou então tendo duas pistas para carros, ônibus e caminhões (a da direita e a da esquerda) e três pistas para motos: a pista direita ao lado de quem anda à direita, a pista esquerda ao lado dos veículos que trafegam na esquerda, e a pista “central”.
São três pistas “imaginárias”, e embora o motoqueiro tenha, como qualquer outro veículo automotor, de circular nas pistas “oficiais”, eles criaram essas três pistas.
E ai de quem não respeita as três pistas “imaginárias”dos motoqueiros.
Há exceções, e honrosas, mas via de regra os motoqueiros que trafegam na 116 se acham os donos da estrada.
Não é a toa que de Novo Hamburgo a Porto Alegre, encontram-se todos os dias três ou quatro motoqueiros estatelados no chão.
E tanto quem vai a Porto Alegre como quem volta, sabe exatamente o que vai se dizer aqui.
Se, por exemplo, você está indo a Porto Alegre, você terá de escolher, na BR 116, a pista na qual vai trafegar. Se você é dos que anda mais devagar, então fica na pista do lado direito. Se andar mais rápido, fica na pista da esquerda.
Cabem só dois veículos na pista: um do lado direito e outro do lado esquerdo. E os demais têm de andar atrás ou ultrapassar e assumir uma das duas pistas.
E é justo aqui que entram as motos.
Os motoqueiros são mais ágeis que os carros, porque são menores. Mas a regra das duas pistas tinha de valer para eles, tal qual para os demais veículos.
Só que para motoqueiro é como se não existissem apenas duas pistas.
Inicialmente os motoqueiros tinham escolhido a pista “central” (entre o carro da direita e o da esquerda) para ser a pista deles.
Assim, se você estava na pista da esquerda tinha de ficar “bem à esquerda” ou se estava na direita tinha de ficar “bem à direita”. Assim ficando, você liberaria a “pista central” (essa faixa imaginária entre as duas pistas) para que os motoqueiros passassem.
Passassem, é claro, a bala.
Se você ficava um pouco à direita (estando na pista rápida) ou um pouco à esquerda (estando na pista lenta), os motoqueiros logo metiam a boca. Buzinavam. Xingavam. Ofendiam. Mostravam o dedo.
Já eram ali os “donos” da BR.
Mas o que é ruim pode piorar.
E foi o que ocorreu. O número de motos aumentou e apenas a (imaginária) “pista central” (entre os dois carros) já não era suficiente para o imenso número de motoqueiros.
Então eles criaram mais duas pistas: a pista “da direita” do motorista que anda no lado direito e a pista “da esquerda” ao lado do motorista que anda na pista esquerda da BR.
Ficou então tendo duas pistas para carros, ônibus e caminhões (a da direita e a da esquerda) e três pistas para motos: a pista direita ao lado de quem anda à direita, a pista esquerda ao lado dos veículos que trafegam na esquerda, e a pista “central”.
São três pistas “imaginárias”, e embora o motoqueiro tenha, como qualquer outro veículo automotor, de circular nas pistas “oficiais”, eles criaram essas três pistas.
E ai de quem não respeita as três pistas “imaginárias”dos motoqueiros.
Há exceções, e honrosas, mas via de regra os motoqueiros que trafegam na 116 se acham os donos da estrada.
Não é a toa que de Novo Hamburgo a Porto Alegre, encontram-se todos os dias três ou quatro motoqueiros estatelados no chão.