terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Seria o máximo morar nessa cobertura


Foi inaugurado em Dubai, nos Emirados Árabes, o mais alto edifício do mundo. É o Burj Dubai, com 818 metros de altura. Para que ir do primeiro ao último andar não se tornasse “uma viagem”, projetaram especialmente para o Burj Dubai o mais rápido elevador do mundo, e ele vai andar a 40 Km por hora, fazendo com que o trajeto leve apenas dois minutos. Quem morar no último, vai se sentir realmente “por cima”.
Nós humanos temos isso de buscar alturas.
Em 1972, o ficcionista Arthur Clarke escreveu o livro “Encontro com Rama”, e durante toda a narrativa Clarke fala das “Torres” que haviam sido construídas na Terra, uma em cada continente e a uma altura tão imensa que chegavam ao espaço.
Subir é o que o ser humano quer. Não só porque é mais fácil ir ao espaço do que ao fundo do mar, por exemplo, mas porque a altura nos fascina. Santos Dumond que inventou o avião e Iuri Gagarin que por primeiro foi ao espaço que o digam.
Na primeira vez em São Paulo, imediatamente fomos até o Edifício Itália, o mais alto do Brasil, com 46 andares. Em Nova Iorque era impossível não subir no World Trade Center. E ali se dizia que para respirar ar puro só subindo no último andar do Empire State Building.
Não se sabe se as meninas. Mas todo guri tem fixação por altura. Guri sobe em árvore, muro, prédio, casa e quando na adolescência a testosterana lhe sobe à cabeça, o guri fica de olho na moça mais alta. Para subir, é claro.
Tá bem! Tá Bem! Quando a testosterona sobe na cabeça, o guri se fixa na moça mais baixa também, ou na mais magra, mais bonita mais feia... enfim, quando a testosterona sobe na cabeça o guri não quer saber de mais nada que não seja “subir". Me entende?
É que para guri, o céu é o limite. Na minha infância só existiam dois tipos de garotos: os astronautas e os astrônomos. Ambos olhavam para o alto possível, e a diferença é que um (o astronauta) ia “até lá” e o outro (o astrônomo) ficava em terra, pois era mais seguro. Mas ambos sonhavam com as alturas e é por isso que guri sempre faz planos de vida mirando na lua, é que ele acredita que se errar e não acertar na lua, pelo menos ele ficará entre as estrelas.
Pode parecer maluquice fazer um prédio tão alto numa época em que a Terra está tendo problemas e um deles poderá ser um “ajeitamento” das placas tectônicas que causam terremotos. Mas e daí? Se dessem a este colunista um apartamento lá em cima do Burj Dubai, ele se mudava na hora e iria “realmente” viver nas nuvens, como bem convém a qualquer colunista que se preze.