Uma pessoa amiga um dia me perguntou:
- É mais saudável eu levantar e ir caminhar ou ficar na cama, dormindo?
Nesses dias tórridos de Verão, você se pergunta:
- Qual é o estado natural do ser humano? Seria o trabalho? Ou o ócio?
Desde pequeno somos ensinados a trabalhar duro. E aprendemos que só o trabalho gera riqueza, como dizia, em latim, o lema da escola onde este cronista cursou sua primeira escola: “labor omnia vince”.
Desde pequenos nos incutem a idéia de que para ser alguém você tem de trabalhar.
A infância é onde nos dizem tudo que hoje acabamos fazendo.
E você sabe: Deus ajuda quem madruga!
Existe uma regra no trabalho que é imbatível. É esta:
- Se você tiver de pedir a alguém fazer algo, peça a quem está assoberbado de trabalho.
Se pedir ao que nada tem para fazer, ele não fará. Ou procrastinará justo para não fazer.
Como descendentes de imigrantes que saíram da Europa para colonizar o Brasil, todos nós temos essa pressa de trabalhar. E o setor que mais tem pressa é o calçadista.
Nunca vi alguém que trabalhe em sapato (especialmente na exportação) que não esteja sempre agindo como quem está atrasado para algo “bem urgente”.
Dia desses encontrei um amigo meu, modelista de sapato, nas bancas de Novo Hamburgo. E enquanto todos tomávamos tranquilamente café com leite saboreando o imbatível
Pastel da Banca 7, esse amigo ficou de pé, esfregando as mãos e mordeu rapidamente o pastel, sem sequer degustar aquela delícia matinal de uma Novo Hamburgo que já quase não existe. Depois ele nos cumprimentou rápido e assim quase voando como chegou ele saiu. Ainda o vimos coçar a cabeça, bem nervoso e “atrasado”, antes de entrar no carrão que o serviço dele lhe proporciona.
Anos atrás um italiano inventou que o que necessitamos é trabalhar menos. E embora tenha dito uma barbaridade dessas, ficou rico escrevendo livro e dando palestras pagas de como se ser meio vadio. Só uma mente brilhante criaria isso, é óbvio, e também fui vê-lo.
Já vi de tudo na vida. Vi pessoas se aposentaram com 38 anos. E pessoas que aos 90 não aceitam a compulsoriedade do tempo para aposentadoria e continuam “dando duro”.
Pode ser que o excesso de trabalho mate. Afinal, muitos amigos se foram na flor da idade, vítimas de explosões cardíacas e derrames que lhes detonaram porque iam além do limite. Pode ser. Mas não há como sair da miséria sem trabalho.
Mas é mais legal conviver com quem trabalha do que com quem vive naquela preguiça desgraçada.
- É mais saudável eu levantar e ir caminhar ou ficar na cama, dormindo?
Nesses dias tórridos de Verão, você se pergunta:
- Qual é o estado natural do ser humano? Seria o trabalho? Ou o ócio?
Desde pequeno somos ensinados a trabalhar duro. E aprendemos que só o trabalho gera riqueza, como dizia, em latim, o lema da escola onde este cronista cursou sua primeira escola: “labor omnia vince”.
Desde pequenos nos incutem a idéia de que para ser alguém você tem de trabalhar.
A infância é onde nos dizem tudo que hoje acabamos fazendo.
E você sabe: Deus ajuda quem madruga!
Existe uma regra no trabalho que é imbatível. É esta:
- Se você tiver de pedir a alguém fazer algo, peça a quem está assoberbado de trabalho.
Se pedir ao que nada tem para fazer, ele não fará. Ou procrastinará justo para não fazer.
Como descendentes de imigrantes que saíram da Europa para colonizar o Brasil, todos nós temos essa pressa de trabalhar. E o setor que mais tem pressa é o calçadista.
Nunca vi alguém que trabalhe em sapato (especialmente na exportação) que não esteja sempre agindo como quem está atrasado para algo “bem urgente”.
Dia desses encontrei um amigo meu, modelista de sapato, nas bancas de Novo Hamburgo. E enquanto todos tomávamos tranquilamente café com leite saboreando o imbatível
Pastel da Banca 7, esse amigo ficou de pé, esfregando as mãos e mordeu rapidamente o pastel, sem sequer degustar aquela delícia matinal de uma Novo Hamburgo que já quase não existe. Depois ele nos cumprimentou rápido e assim quase voando como chegou ele saiu. Ainda o vimos coçar a cabeça, bem nervoso e “atrasado”, antes de entrar no carrão que o serviço dele lhe proporciona.
Anos atrás um italiano inventou que o que necessitamos é trabalhar menos. E embora tenha dito uma barbaridade dessas, ficou rico escrevendo livro e dando palestras pagas de como se ser meio vadio. Só uma mente brilhante criaria isso, é óbvio, e também fui vê-lo.
Já vi de tudo na vida. Vi pessoas se aposentaram com 38 anos. E pessoas que aos 90 não aceitam a compulsoriedade do tempo para aposentadoria e continuam “dando duro”.
Pode ser que o excesso de trabalho mate. Afinal, muitos amigos se foram na flor da idade, vítimas de explosões cardíacas e derrames que lhes detonaram porque iam além do limite. Pode ser. Mas não há como sair da miséria sem trabalho.
Mas é mais legal conviver com quem trabalha do que com quem vive naquela preguiça desgraçada.