quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A fila andou

A entrada da mulher no mercado de trabalho criou situações novas e maravilhosas.
Uma delas é o ataque feminino a todos os postos de trabalho, e já não há profissão com “reserva de mercado” para os homens.
Com essa vinda da mulher para a rua, pode-se notar as mudanças.
Na nossa profissão, por exemplo, de jornalismo, as mulheres estão tomando conta, e ainda não se sabe se o jornalismo ficou ou ficará melhor, com a presença delas, porque sendo o fenômeno da mulher nas redações ainda algo recente (coisa de no máximo 15 anos), ainda não dá para ver claramente se há um modo “feminino” de fazer jornal.
As mulheres políticas também são um fenômeno recente. Recordo que a dona Ecléa Guazzelly, esposa do Governador Synval, reclamou, ao ser eleita deputada, que a Assembleia Legislativa só tinha “banheiro masculino”. E a voz dela repercutiu em Brasília, com a deputada federal Rita Camata entrando com um projeto para colocar “banheiro feminino” na Câmara dos Deputados.
Engenheiro sempre foi uma profissão masculina, mas hoje em muitas obras o que se vê são mulheres com planilhas na mão, capacete na cabeça, dizendo aos peões como devem erguer a obra.
Na medicina, médico era só homem, ficando para as mulheres fazer curativo ou atender como parteira. Dentista, também.
As primeiras advogadas passaram o diabo nos fóruns e tribunais, pois tinham de entrar obrigatoriamente de saia, e as primeiras juízas mulheres surpreenderam toda a comunidade, usando roupas mais justas, coladas ao corpo, com decote que deixava entrever um pequeno vão entre os seios. Mas ficou óbvio (agora) que por que as mulheres são advogadas, promotoras e juízas, que nós vamos ver não uma, mas muitas vezes, roupas ligadas, decotes e inclusive mini-saias, por que não? E nada disso abala a capacidade de defender, acusar ou julgar.
Mulher astronauta tem aos montes, tem até mulher que luta boxe - sabem que, nesse caso, fica mas difícil ela casar, não é, porque só um doido varrido juraria fidelidade para que, com um upper, lhe colocasse em nocaute na primeira briga.
De maneira que é uma satisfação ver a mulher em todos os lugares de trabalho por onde se vai.
A única ressalva que deveria ser feita é um aviso: a mulher pode ser tudo, mas precisa continuar sendo feminina. Não é porque ela cobre futebol, por exemplo, que tem de entrar no vestiário dos jogadores enquanto tomam banho como se fosse um homem. A mulher tem a vantagem de ser mulher, e não deve abrir mão desse benefício. Qualquer profissão, sim, mas femininamente, não é?
Que a fila andou nós já sabemos, e aceitamos, mas queremos continuar tendo mulheres, mesmo que pegando no pesado, como se diz, como nós homens.