Os Fagundes, que se apresentaram ontem em Morro Reuter, na gravação do Galpão Crioulo, têm uma música em homenagem ao pai deles, o Bagre Fagundes.
É uma música onde os “guris” elevam o nome do pai e dizem, com ele em vida, que o admiram e o amam, que são frutos dessa árvore e que se eles, os frutos, são uma coisa, é porque a árvore é boa. Dizem que se eles sabem nadar, é por que “filho de bagre no mínimo peixinho é”.
E assim vão cantando e elogiando o pai velho, que ontem, aliás, estava completando 70 aniversários.
É emocionante ver Os Fagundes, dos quais três são filhos do Bagre, lançando palavras lindas ao pai que os colocou no mundo.
É uma demonstração de que nós gaúchos podemos “ser grosso”, mas temos sensibilidade e sabemos reconhecer que se temos corpo, esse corpo nós o devemos ao pai e a mãe, que numa união de amor nos deram a oportunidade de “ser” neste mundo.
Entre tantas e tantas músicas de gaúcho (a maioria ruins e péssimas) é um alento escutar algo “de gaúcho” que não seja a patacoada de sempre: domador imbatível, ginete espetacular, macho, brigão, dono do mundo.
Uma música sensível, vinda de pessoas que dominam as notas, os acordes e o tom da voz, precisa ser saudada com alegria.
Quem já perdeu o pai e não teve, com ele em vida, a chance de dizer como são admiráveis os pais, como são respeitosos, dedicados, amorosos, lutadores e inteligentes, deve sentir agora o que significa ter perdido aquele que foi sem dúvida o seu maior “protector” neste planeta.
Muitos nos dão amizade nesta vida. Mas tem um que daria a qualquer momento sua vida em troca da nossa, e esse é o pai.
O mesmo pai que nos primeiros anos de vida achamos ser herói, que na puberdade acreditamos ser super homem, que na adolescência pensamos ser chato, que na juventude acreditamos ser desinformado, vai se tornar, na nossa vida adulta, um homem maravilhoso ao qual podemos sempre pedir bons e sábios conselhos.
O problema é que, na maioria das vezes, quando finalmente ficamos adultos e compreendemos tudo isso, já não temos mais ali, vivo e ao nosso lado, o pai que gostaríamos de ter para abraçar, elogiar e nos aconselhar.
Estão de parabéns Os Fagundes, estão nos ensinando que é melhor dizer agora, pois daqui uns dias, talvez já não se possa dizer mais.
É uma música onde os “guris” elevam o nome do pai e dizem, com ele em vida, que o admiram e o amam, que são frutos dessa árvore e que se eles, os frutos, são uma coisa, é porque a árvore é boa. Dizem que se eles sabem nadar, é por que “filho de bagre no mínimo peixinho é”.
E assim vão cantando e elogiando o pai velho, que ontem, aliás, estava completando 70 aniversários.
É emocionante ver Os Fagundes, dos quais três são filhos do Bagre, lançando palavras lindas ao pai que os colocou no mundo.
É uma demonstração de que nós gaúchos podemos “ser grosso”, mas temos sensibilidade e sabemos reconhecer que se temos corpo, esse corpo nós o devemos ao pai e a mãe, que numa união de amor nos deram a oportunidade de “ser” neste mundo.
Entre tantas e tantas músicas de gaúcho (a maioria ruins e péssimas) é um alento escutar algo “de gaúcho” que não seja a patacoada de sempre: domador imbatível, ginete espetacular, macho, brigão, dono do mundo.
Uma música sensível, vinda de pessoas que dominam as notas, os acordes e o tom da voz, precisa ser saudada com alegria.
Quem já perdeu o pai e não teve, com ele em vida, a chance de dizer como são admiráveis os pais, como são respeitosos, dedicados, amorosos, lutadores e inteligentes, deve sentir agora o que significa ter perdido aquele que foi sem dúvida o seu maior “protector” neste planeta.
Muitos nos dão amizade nesta vida. Mas tem um que daria a qualquer momento sua vida em troca da nossa, e esse é o pai.
O mesmo pai que nos primeiros anos de vida achamos ser herói, que na puberdade acreditamos ser super homem, que na adolescência pensamos ser chato, que na juventude acreditamos ser desinformado, vai se tornar, na nossa vida adulta, um homem maravilhoso ao qual podemos sempre pedir bons e sábios conselhos.
O problema é que, na maioria das vezes, quando finalmente ficamos adultos e compreendemos tudo isso, já não temos mais ali, vivo e ao nosso lado, o pai que gostaríamos de ter para abraçar, elogiar e nos aconselhar.
Estão de parabéns Os Fagundes, estão nos ensinando que é melhor dizer agora, pois daqui uns dias, talvez já não se possa dizer mais.