A situação ficou acalorada, quando se discutia o que aconteceria se Hitler tivesse ganho a guerra. Duas correntes debatiam numa mesa onde cafés puros e pingados se revezavam.
O assunto era a guerra. Mas, antes dela, correra pela mesa o valor do dólar, fechando, ontem, em R$ 1,75, e a análise dos bancos, que preveem fechar o ano com a moeda a R$ 1,85.
Após isso, a conversa evoluiu para férias de final de ano, avaliação dos preços em Florianópolis, especialmente na área nobre, Jurerê Internacional, onde nos bares à beira-mar se pode gastar milhares de reais numa sentada. E Punta Del Este, a “melhor praia gaúcha”, disse um, e as opções de alojamento, gastronomia e diversão noturna no balneário uruguaio.
Disso, o assunto saltou para essa chuva, que não termina, e a possibilidade de chover 23 dias em novembro. E dali se enveredou para as demissões no calçado e o seguro-desemprego.
Com a chegada de um representante do sistema financeiro, mas com (bom)gosto pela cultura histórica, passou-se a debater a povoação de Dois Irmãos e a história do “Menino- Diabo”, um psicopata que andou nestas terras, lá por 1840, enlouquecendo os alemães até ser morto e levar, pela arma do intendente Goetz, o tiro de misericórdia, para não ser enterrado vivo, como queria a população, tal o ódio que lhe nutriam pelas maldades que fazia aos alemães.
Do menino diabo chegou-se a Luiz Carlos Prestes, sua linda e mortal Olga Benário, sua coluna, e as guerras de 1923 e 1924, com as degolas. E dali se debateu a disputa de “ao primeiro sangue”, os duelos dos gaúchos, narrada neste jornal pelo historiador Paixão Côrtes.
Finalmente, então, entrou-se na questão do que teria ocorrido se Hitler tivesse ganho a guerra, o que faria o Japão e a Itália e o que seria politicamente do mundo.
Duas correntes debatiam. Uma dizia que Hitler não tinha como ganhar. Outra afirmava que Hitler ganharia se não tivesse sido derrotado pelo General Inverno ao desligar, de noite, o motor dos Panzer a poucos quilômetros de Moscou e, de manhã, com o óleo congelado no carter, não ter mais conseguido ligar as máquinas.
A discussão, amigável e inteligente, era exercício de amizade numa roda de café, onde amigos alegram-se por poder encontrar-se e trocar ideias como essas. E é isso que faz nosso dia agradável, com ou sem a chata dessa chuva.
O assunto era a guerra. Mas, antes dela, correra pela mesa o valor do dólar, fechando, ontem, em R$ 1,75, e a análise dos bancos, que preveem fechar o ano com a moeda a R$ 1,85.
Após isso, a conversa evoluiu para férias de final de ano, avaliação dos preços em Florianópolis, especialmente na área nobre, Jurerê Internacional, onde nos bares à beira-mar se pode gastar milhares de reais numa sentada. E Punta Del Este, a “melhor praia gaúcha”, disse um, e as opções de alojamento, gastronomia e diversão noturna no balneário uruguaio.
Disso, o assunto saltou para essa chuva, que não termina, e a possibilidade de chover 23 dias em novembro. E dali se enveredou para as demissões no calçado e o seguro-desemprego.
Com a chegada de um representante do sistema financeiro, mas com (bom)gosto pela cultura histórica, passou-se a debater a povoação de Dois Irmãos e a história do “Menino- Diabo”, um psicopata que andou nestas terras, lá por 1840, enlouquecendo os alemães até ser morto e levar, pela arma do intendente Goetz, o tiro de misericórdia, para não ser enterrado vivo, como queria a população, tal o ódio que lhe nutriam pelas maldades que fazia aos alemães.
Do menino diabo chegou-se a Luiz Carlos Prestes, sua linda e mortal Olga Benário, sua coluna, e as guerras de 1923 e 1924, com as degolas. E dali se debateu a disputa de “ao primeiro sangue”, os duelos dos gaúchos, narrada neste jornal pelo historiador Paixão Côrtes.
Finalmente, então, entrou-se na questão do que teria ocorrido se Hitler tivesse ganho a guerra, o que faria o Japão e a Itália e o que seria politicamente do mundo.
Duas correntes debatiam. Uma dizia que Hitler não tinha como ganhar. Outra afirmava que Hitler ganharia se não tivesse sido derrotado pelo General Inverno ao desligar, de noite, o motor dos Panzer a poucos quilômetros de Moscou e, de manhã, com o óleo congelado no carter, não ter mais conseguido ligar as máquinas.
A discussão, amigável e inteligente, era exercício de amizade numa roda de café, onde amigos alegram-se por poder encontrar-se e trocar ideias como essas. E é isso que faz nosso dia agradável, com ou sem a chata dessa chuva.