Quando Camões se referiu à língua portuguesa, chamou-a de “linda flor do lácio/ Inculta e bela”. E diante do terror que é compreender o português, Camões sentenciou:
- És ao mesmo tempo, esplendor e sepultura...
Camões sabia das coisas. Mas não imaginava, em sua pureza linguística, que o vernáculo se prestaria a compreensão implícita de algo que pode estar na palavra mesmo nela não estando. E recebi um e-mail que faz pensar nesse "esplendor e sepultura" que pode se tornar a língua portuguesa. É um jogo de palavras. Quer ver?
Cão é o melhor amigo do homem. Mas chame a mulher de cadela e estará dizendo o que dela?
Vagabundo é um sujeito que não trabalha. Mas se chamar mulher de vagabunda dirá o que dela?
Diga que o cara é touro e dirá que é forte.
Diga que a mulher é “vaca” e o que terá dito dela?
Pistoleiro é quem mata pessoas. Mas a mulher chamada de pistoleira é o que mesmo?
Aventureiro é o cara desbravador, viajante. Já a mulher aventureira é o que?
Garoto de rua é menino pobre e abandonado. Mas se disser que a garota é “da rua”, quem é ela?
Chamando o sujeito de “homem da vida”, diremos que ele tem sabedoria adquirida ao longo da existência. Mas o que se pensa de uma “mulher da vida”?
Assim também um cara "galinha" é o “bonzão”. Já a moça galinha é...
Chame um homem de “feiticeiro” e ele será visto (lembra o Paulo Coelho?) como conhecedor de alquimia e ocultismo. Chame a mulher de feiticeira e o que se pensará dela?
Se você disser que o homem está “puto”, dirá que está irritado e brabo. Mas diga que a mulher está “puta” e logo pensarão que ela “se desencaminhou”.
Roberto Jefferson, Maluf, ACM, Jader Barbalho, Eurico Miranda, Renan Calheiros são políticos. Mas quando nos referimos a mãe deles, eles são filhos do que?
A sorte de Camões foi ter nascido lá pelo ano 1.500, porque se ele renasce e pega a língua portuguesa agora, é capaz de querer se matar.
É que levada ao pé da letra, o português pode não significar o que qualquer outra língua significa. É que aqui no Brasil, uma coisa é uma coisa e outra coisa pode ser essa mesma coisa.
Entendeu? Não? Nem eu!
- És ao mesmo tempo, esplendor e sepultura...
Camões sabia das coisas. Mas não imaginava, em sua pureza linguística, que o vernáculo se prestaria a compreensão implícita de algo que pode estar na palavra mesmo nela não estando. E recebi um e-mail que faz pensar nesse "esplendor e sepultura" que pode se tornar a língua portuguesa. É um jogo de palavras. Quer ver?
Cão é o melhor amigo do homem. Mas chame a mulher de cadela e estará dizendo o que dela?
Vagabundo é um sujeito que não trabalha. Mas se chamar mulher de vagabunda dirá o que dela?
Diga que o cara é touro e dirá que é forte.
Diga que a mulher é “vaca” e o que terá dito dela?
Pistoleiro é quem mata pessoas. Mas a mulher chamada de pistoleira é o que mesmo?
Aventureiro é o cara desbravador, viajante. Já a mulher aventureira é o que?
Garoto de rua é menino pobre e abandonado. Mas se disser que a garota é “da rua”, quem é ela?
Chamando o sujeito de “homem da vida”, diremos que ele tem sabedoria adquirida ao longo da existência. Mas o que se pensa de uma “mulher da vida”?
Assim também um cara "galinha" é o “bonzão”. Já a moça galinha é...
Chame um homem de “feiticeiro” e ele será visto (lembra o Paulo Coelho?) como conhecedor de alquimia e ocultismo. Chame a mulher de feiticeira e o que se pensará dela?
Se você disser que o homem está “puto”, dirá que está irritado e brabo. Mas diga que a mulher está “puta” e logo pensarão que ela “se desencaminhou”.
Roberto Jefferson, Maluf, ACM, Jader Barbalho, Eurico Miranda, Renan Calheiros são políticos. Mas quando nos referimos a mãe deles, eles são filhos do que?
A sorte de Camões foi ter nascido lá pelo ano 1.500, porque se ele renasce e pega a língua portuguesa agora, é capaz de querer se matar.
É que levada ao pé da letra, o português pode não significar o que qualquer outra língua significa. É que aqui no Brasil, uma coisa é uma coisa e outra coisa pode ser essa mesma coisa.
Entendeu? Não? Nem eu!