A quem interessa que você morra?
Tem quem se interesse na morte.
Não na tua. Ou minha. Mas na morte “geral”, na morte como “fato humano” a ser aceito mansa e pacificamente.
Por exemplo: minha mãe tem 82 anos e durante a vida se instruiu e tentou saber das coisas. Ela é a idosa consciente, sabe das coisas, está bem-informada e já tendo levado dribles na vida, ela se torna “um perigo”, por exemplo, aos políticos. Não os políticos daqui ou dali, mas políticos em geral.
E porque ela é um perigo?
Porque sabe que há falsidade no mundo deles, mentira, vaidades, egoísmo, maldade e cinismo generalizado.
Um jovem até pensa isso. Mas a idosa minha mãe “sabe” que tem isso nos políticos.
Ela sabe que as pessoas fazem das tripas coração para chegar onde querem. Mentem, falseiam, trapaceiam, fazem de tudo para ter o que desejam, seja para enriquecer, aparecer ou não deixar o outro ser o que ela deseja ser.
E, nessas condições, a minha mãe ou qualquer pessoa que tenha vivido e aprendido, é um perigo para políticos. Ninguém as engana.
É compreensível que político adore sair em foto segurando caixão. Lembra da briga para segurar o caixão do Tancredo Neves? Dos mortos do Carandiru? Do caixão do Chico Mendes?
Aos políticos é interessante que todos acreditem que a morte é natural. Assim, os conscientes vão morrendo e os inconscientes seguem sendo manipulados.
Um coronel me disse que a “degola” na Brigada Militar (a gíria usada para definir a aposentadoria compulsória), foi instituída pelos Governadores porque eles sabem que quando o militar chega a Coronel, ele “entende o jogo”. E, entendendo o jogo, se dá conta que os políticos que ele, por anos, pensou ser “os caras”, não são nada além de mortais e cheios de defeitos. “E isso”, disse o coronel, “é um perigo para quem vive da mística do Poder”.
A consciência desmistifica o Poder, mas ela só vem “com o tempo”.
Por isso é preciso abreviar o tempo.
É por isso que 100 anos é um tempo “imenso” de vida, quando, na verdade, é um tempo ridiculamente pequeno diante da eternidade.
Assim, concluo por hoje que os políticos são um dos grupos aos quais interessa a morte, pois a longa vida traz consciência e a consciência é o fim do “estilo político” que temos no mundo.
Tem quem se interesse na morte.
Não na tua. Ou minha. Mas na morte “geral”, na morte como “fato humano” a ser aceito mansa e pacificamente.
Por exemplo: minha mãe tem 82 anos e durante a vida se instruiu e tentou saber das coisas. Ela é a idosa consciente, sabe das coisas, está bem-informada e já tendo levado dribles na vida, ela se torna “um perigo”, por exemplo, aos políticos. Não os políticos daqui ou dali, mas políticos em geral.
E porque ela é um perigo?
Porque sabe que há falsidade no mundo deles, mentira, vaidades, egoísmo, maldade e cinismo generalizado.
Um jovem até pensa isso. Mas a idosa minha mãe “sabe” que tem isso nos políticos.
Ela sabe que as pessoas fazem das tripas coração para chegar onde querem. Mentem, falseiam, trapaceiam, fazem de tudo para ter o que desejam, seja para enriquecer, aparecer ou não deixar o outro ser o que ela deseja ser.
E, nessas condições, a minha mãe ou qualquer pessoa que tenha vivido e aprendido, é um perigo para políticos. Ninguém as engana.
É compreensível que político adore sair em foto segurando caixão. Lembra da briga para segurar o caixão do Tancredo Neves? Dos mortos do Carandiru? Do caixão do Chico Mendes?
Aos políticos é interessante que todos acreditem que a morte é natural. Assim, os conscientes vão morrendo e os inconscientes seguem sendo manipulados.
Um coronel me disse que a “degola” na Brigada Militar (a gíria usada para definir a aposentadoria compulsória), foi instituída pelos Governadores porque eles sabem que quando o militar chega a Coronel, ele “entende o jogo”. E, entendendo o jogo, se dá conta que os políticos que ele, por anos, pensou ser “os caras”, não são nada além de mortais e cheios de defeitos. “E isso”, disse o coronel, “é um perigo para quem vive da mística do Poder”.
A consciência desmistifica o Poder, mas ela só vem “com o tempo”.
Por isso é preciso abreviar o tempo.
É por isso que 100 anos é um tempo “imenso” de vida, quando, na verdade, é um tempo ridiculamente pequeno diante da eternidade.
Assim, concluo por hoje que os políticos são um dos grupos aos quais interessa a morte, pois a longa vida traz consciência e a consciência é o fim do “estilo político” que temos no mundo.