Lendo a crônica de ontem do Robson Luis Neu, percebemos o seguinte:
Nenhum ser humano deveria passar a vida sem ter a chance de ir ao Nordeste brasileiro. E nenhum ser humano deveria chegar à morte sem ter brincado de plantar bananeira no meio da Praça Vermelha, em Moscou, ao lado da múmia de Lênin ali em frente ao Kremlin.
Não deveria nos ser permitido morrer sem antes soltar um “pupcia” nos corredores do Coliseu romano.
Ou mandar longe uma cuspida (de dentro para fora) no Partenon, em Atenas.
A nenhum homem se deveria autorizar a morte antes de ver Paris de cima da Eiffel. E pessoa alguma poderia se achar no direito de não provar o gosto salgado do Mar Morto.
Quem estivesse com o pé na cova, deveria ser retirado se não tivesse provado caviar de Asturjão com vodka russa.
Todo homem deveria ser obrigado a amar delicadamente uma mulher.
Toda mulher deveria ser obrigada a amar selvagemente um homem.
Mas basicamente, todo homem e mulher deveriam ser obrigados a criar um filho, vê-lo nascer, ouvir seu choro, presenciá-lo balbuciar a primeira palavra, a dar o primeiro passo e a lambuzar-se a cara toda na tentativa vã de comer com a colher pela própria mão.
Nenhum homem e nenhuma mulher deveria passar a vida sem olhar os olhos brilhantes de uma criança que aprende. E todo homem e toda mulher deveriam ser obrigados a voltar a ter aquele brilho infantil no olhar.
Nenhum homem ou mulher poderia envelhecer sem uma ou duas vezes por ano brincar de acreditar nas coisas como uma criança acredita. Acreditar, por exemplo, que é o Batman ou a Batgirl; acreditar que existe dinossauro; acreditar que Papai Noel entra pela janela, e que foi o Coelho e não “a tia Inês e o tio Idi” que deixou aqueles ovos de Páscoa tão doces e carinhosos.
Homens e mulheres deveriam ser obrigados a sonhar, a criar castelos, ser princesa e príncipe, caçador de dragões e mestre samurai, ou nunca conquistariam a graça de morrer.
A maldição da eternidade ilimitada e calma deveria cair sobre nós adultos toda vez que não compreendêssemos que se o Céu existe só se pode nele entrar com a fé infantil, que remove montanhas e nos livra dos pecados da vida.
Cada homem e mulher deveriam ser forçados a compreender como desperta, evolui e se consolida a inteligência de uma criança, para recordar como eles próprios surgiram no tempo. E assim, quem sabe como criança, pudéssemos encontrar o paraíso que nossa adultice perdeu por aqui.
Nenhum ser humano deveria passar a vida sem ter a chance de ir ao Nordeste brasileiro. E nenhum ser humano deveria chegar à morte sem ter brincado de plantar bananeira no meio da Praça Vermelha, em Moscou, ao lado da múmia de Lênin ali em frente ao Kremlin.
Não deveria nos ser permitido morrer sem antes soltar um “pupcia” nos corredores do Coliseu romano.
Ou mandar longe uma cuspida (de dentro para fora) no Partenon, em Atenas.
A nenhum homem se deveria autorizar a morte antes de ver Paris de cima da Eiffel. E pessoa alguma poderia se achar no direito de não provar o gosto salgado do Mar Morto.
Quem estivesse com o pé na cova, deveria ser retirado se não tivesse provado caviar de Asturjão com vodka russa.
Todo homem deveria ser obrigado a amar delicadamente uma mulher.
Toda mulher deveria ser obrigada a amar selvagemente um homem.
Mas basicamente, todo homem e mulher deveriam ser obrigados a criar um filho, vê-lo nascer, ouvir seu choro, presenciá-lo balbuciar a primeira palavra, a dar o primeiro passo e a lambuzar-se a cara toda na tentativa vã de comer com a colher pela própria mão.
Nenhum homem e nenhuma mulher deveria passar a vida sem olhar os olhos brilhantes de uma criança que aprende. E todo homem e toda mulher deveriam ser obrigados a voltar a ter aquele brilho infantil no olhar.
Nenhum homem ou mulher poderia envelhecer sem uma ou duas vezes por ano brincar de acreditar nas coisas como uma criança acredita. Acreditar, por exemplo, que é o Batman ou a Batgirl; acreditar que existe dinossauro; acreditar que Papai Noel entra pela janela, e que foi o Coelho e não “a tia Inês e o tio Idi” que deixou aqueles ovos de Páscoa tão doces e carinhosos.
Homens e mulheres deveriam ser obrigados a sonhar, a criar castelos, ser princesa e príncipe, caçador de dragões e mestre samurai, ou nunca conquistariam a graça de morrer.
A maldição da eternidade ilimitada e calma deveria cair sobre nós adultos toda vez que não compreendêssemos que se o Céu existe só se pode nele entrar com a fé infantil, que remove montanhas e nos livra dos pecados da vida.
Cada homem e mulher deveriam ser forçados a compreender como desperta, evolui e se consolida a inteligência de uma criança, para recordar como eles próprios surgiram no tempo. E assim, quem sabe como criança, pudéssemos encontrar o paraíso que nossa adultice perdeu por aqui.