Um amigo me manda por e-mail um pedaço de crônica do Paulo Sant’Ana. É esta:
O VINHO
Um amigo meu, casado e engenheiro, foi jantar com outra mulher num restaurante fino da cidade. Era uma bela loira a aventura adulterina do meu amigo.
Dois dias depois, a esposa o chamou:
- Adolfo: foste visto jantando anteontem no restaurante tal com uma linda moça. O que tens a me dizer?
Meu amigo empalideceu, mas tentou se recuperar:
- Era uma colega, engenheira de uma firma que tem consórcio conosco e a única ocasião que ela dispunha para tratar da nossa transação imobiliária era aquela noite. Por isso travamos um jantar profissional.
A esposa do meu amigo retrucou rapidamente:
Tudo bem. Mas... e o vinho?
(Nocaute!)
* * *
Respondo o e-mail desse amigo com uma crônica que li anos atrás e que é genial também. É esta:
A mulher e o marido estão em casa. Toca o telefone e ela atende. Ela escuta em silêncio e desliga. Pálida, ela vai ao marido e diz:
- Minha amiga disse que ontem você foi visto saindo do motel com uma mulher.
O marido tranquilamente olha ela e diz:
- Sim. E daí? A mulher era você!
- Eu sei. Mas a minha amiga só viu você.
- E daí? A mulher era você.
- Eu sei que era. Mas ela não me viu.
- Mas qual é o problema criatura?
- Vou ter de me separar de você. As minhas amigas vão achar que você está me traindo.
- Mas que “me traindo”? Era você!
- Elas não sabem, e vão dizer que sou “a corninha”.
Nesse momento toca o telefone again. O marido atende. Vem uma voz. Ele só diz “Ahã! Ahã! Ahã!” e desliga. Vai até a mulher, que está chorando pelo que as amigas vão dizer dela. Olha para ela e com um olhar gelado e os músculos do rosto contraídos, diz em voz rouca:
- Vou ter de me livrar de você
- O quê??? Está louco????
- Você foi vista saindo de um motel ontem. E no meu carro.
- Mas querido, era você que estava na direção!
- É, mas esse amigo não viu. A esta hora já espalhou e os outros devem estar dizendo que eu sou “o corninho” do grupo. Vou ter de tomar uma atitude.
- Qual atitude?
- Vou te matar, é claro, como faz todo homem traído que se preze.