Tem um filme chamado “Inimigo Meu”, que conta a história de uma guerra interplanetária em que de um lado está a Terra e de outro seres que parecem lagartos, mas que falam e evoluíram tecnologicamente como nós.
Em certa parte da batalha, um piloto humano e outro piloto lagarto abatem a nave de guerra um do outro ao mesmo tempo.
Caem num planeta hostil, pouca água, rara comida e sem habitantes. Nesse planeta eles se encontram e, mesmo se detestando, têm de conviver lado a lado para não morrer.
Duas raças diferentes, repletas de ódio, rancor e preconceitos mútuos, ambos achando que o outro era um lixo, precisam se ajudar para não perecer.
Começa, então, uma análise de nossos rancores, o que pensamos de outros “seres”, nossa aceitação, nosso medo, e a incapacidade de pensar que é possível vida inteligente “fora de nós”, ou seja, no outro.
Os dois pilotos, que começam o filme apenas falando por mímica, aprendem rudimentos da língua um do outro. E, pelas necessidades imediatas de sobreviver, criam ambos um bom vocabulário. Aí começam a perguntar quem é o outro, o que come, qual sua formação acadêmica e militar, como aprendeu isso e aquilo, do que gostava quando criança, quanto tempo levava cada um para se tornar de bebê a homem, como eram os relacionamentos com o sexo oposto (se é que havia), se acreditava em Deus e por aí seguia.
Esses dois, que inicialmente se odiavam, que tentavam matar um ao outro, percebem que não tinham nada um contra o outro.
Nenhum conseguia dizer por que detestava o outro. E quanto mais dificuldades eles tinham para sobreviver naquele planeta perigoso, pelas explosões e pelas chuvas de meteoros, tanto mais iam se dando conta de que ao invés de se destruir para um reinar sobre a raça do outro, o que deveriam fazer era unir-se para poder viver livre e feliz, respeitando cada qual com sua individualidade e sua forma de ser.
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No sábado, 25 de julho, o Jornal Dois Irmãos completou 26 anos. A cidade tem 50 anos. Este jornal tem 26. Mais da metade da vida desta cidade está narrada nas (mais de 60 mil) páginas deste jornal. Em meu nome e no da doutora Janete, agradeço a cada pessoa e colegas que nessas duas décadas e meia nos deu a mão para chegarmos em 2009 com honra. Muito obrigado!
“Conhecerás a verdade.
E a verdade te libertará”.