Norberto Rübenich é uma pessoa muito querida em Dois Irmãos. Tempos atrás, no velório de um amigo ele disse que adora ler o Jornal Dois Irmãos todo dia. E completou: “É que se não ler, talvez seja eu que esteja ali”, disse ele, apontando o nosso amigo morto.
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Anos atrás faleceu o Virgílio Hoffmeister. Dia de Inverno, e de noite e com chuva fria estávamos na Choupana do Careca, ao lado do Xis do Izaias, e o Fernando Doerr convidou: “Vamos no velório nos despedir dele e dar um abraço no Eliceu Schneider?”
Chegamos lá, o Fernando entrou reto e foi ao caixão. Estavam lá só parentes do falecido e o Fernando entrou ligeiro, chamando a atenção. E na beira do caixão ele olhou o Virgílio e balançou a cabeça, como que discordando de algo. Então disse bem alto, quase nos assustando:
- Escuta aqui, Eliceu: O homem era louco pelo Inter e vocês colocam gravata azul no coitado. Tá louco rapaz?
O Eliceu, pego de surpresa, desanda a rir. E todos no velório esquecem a tristeza e caem numa sonora risada.
Chegamos lá, o Fernando entrou reto e foi ao caixão. Estavam lá só parentes do falecido e o Fernando entrou ligeiro, chamando a atenção. E na beira do caixão ele olhou o Virgílio e balançou a cabeça, como que discordando de algo. Então disse bem alto, quase nos assustando:
- Escuta aqui, Eliceu: O homem era louco pelo Inter e vocês colocam gravata azul no coitado. Tá louco rapaz?
O Eliceu, pego de surpresa, desanda a rir. E todos no velório esquecem a tristeza e caem numa sonora risada.
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Sábado ocorreu uma tragédia de velório. Alguém mandou rezar missa pelo aniversário de falecimento de José Maria Carrasco Mena. Poucos aqui conheceram o Carrasco, mas foi esse espanhol de quem certa vez o seu Nestor de Paula (da Azaléia) disse:
- Se o sapato brasileiro deve alguma coisa a alguém, esse alguém é José Maria Carrasco.
Foi gigante no estilismo. E contam os que vivenciaram a história que foi ele quem criou a produção de sapato em esteira, iniciando o real processo de industrialização do calçado no Brasil. Mas o Carrasco morreu. E essa missa era para render homenagem. Mas apenas dois amigos foram a Igreja São Luiz, em Novo Hamburgo. E esses dois conviveram próximos do Carrasco e sabiam quais eram seus amigos. Eles olhavam e tentavam encontrar na igreja lotada um amigo a mais do Carrasco. Nenhum mais estava lá.
Assim apaga-se tristemente a memória do homem ao qual “o calçado deve alguma coisa”.
Que a terra nos seja leve...
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O ex-prefeito de Estância, Victor Schuck, ensina que só se deve ir no velório de quem acreditamos que vai no nosso.
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Um bêbado entra no velório e por estar bêbado que dói senta na área reservada aos familiares. Senta e dorme. Vem um curioso, desses que se mete em tudo, e querendo saber do falecido cutuca e acordando o pau d’água pergunta:
- Quem é o morto?
E o bêbado mostra o caixão e diz:
- É aquele ali...(e volta a dormir)