terça-feira, 21 de julho de 2009

Respondendo as perguntas femininas

As mulheres foram alvo desta coluna, por dias seguidos, sempre explicando-se aqui o carinho e afeto, além do respeito e gana que nós, homens, temos por elas.
Elas leram, é claro, e lendo já logo reclamaram, dizendo que eu estou escrevendo sobre mulher e o que elas querem mesmo é ler sobre homem. Pedem, então, que se escreva aqui algo a respeito do “ser homem”, de como homem pensa, do por quê ele faz isso ou aquilo. Elas querem saber nesta coluna quais as causas dos homens serem tão arredios no tocante a romance, a pegar na mão, a fazer jantar a luz de velas. Elas desejam saber por que o homem, que é tão másculo e forte, tão arrojado nas questões da vida, se torna tão dependente delas quando o assunto é sexo, por exemplo, ou partida. Elas querem saber por que homem quer “aquilo” a toda hora e qual a razão de não poderem prolongar por horas os instantes anteriores, nas preliminares. Elas dizem que temos que explicar aqui o motivo pelo qual nenhum homem realmente parte. Por que ao sair deixa sempre uma frestinha na porta. Desejam que se elucide a razão pela qual os homens insistem em querer todas se (dizem elas) é com uma única que se realiza o milagre do lar. Elas perguntam, e insistem para que se responda, por qual razão a “comida da mãe” é sempre “muito mais lembrada” que a delas. Ou porque nós, homens, mesmo as amando profundamente e respeitando, parecemos, em qualquer situação, ficar mais ao lado dessa outra mulher (a mãe) que do delas, quando o assunto esquenta. As mulheres insistem que se responda essas questões, o por quê homem adora ficar em bar com amigos (e não com elas, bem quentinho, em casa). Querem que se explique por qual motivo homem, uma vez por mês, tem de ir nas pescarias e ficar lá, passando frio e dormindo praticamente no chão. E querem (esta é quase impossível de responder) saber exatamente “o que” tem de errado no cérebro masculino que insiste em ver 10, 20, 30 vezes o replay do mesmo gol. Elas querem, também, que esta coluna fale de cerveja long neck, de jogo de carta e do por quê o homem insiste em ser atleta de futebol mesmo quando a cada jogo volta com o pé torcido, o tendão estirado, a canela inchada e tem de ficar lá, de pés no molho, e caminhar rengueando.
Diante de todos esses pedidos, tenho a dizer às amigas leitores o seguinte sobre homens:
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