É fácil saber se uma mulher está feliz.
Está sorrindo e falando? Então está feliz!
Se pega batom e rímel ou se joga roupa sobre roupa e faz coisas ao mesmo tempo, passa roupa, assiste tevê, fala ao telefone e testa sapatos, então é certo: ela está feliz.
Mas nada define melhor a felicidade feminina do que o som.
Se está feliz, mesmo não tendo com quem falar, ela falará consigo mesma.
A mulher se define pelo som. É com a voz que ela conta o seu dia. Mas preste atenção e verá os olhos dela falando, os braços, a cabeça e as pernas falando. Tudo na mulher é som.
E nada de monotonia. São sons altos e baixos, graves e agudos, oitavas acima e abaixo, numa sinfonia sonora encantadora.
Às vezes fala e fala e fala, noutras sons lentos, mas sempre sons.
Não há como padronizar a mulher pelo silêncio.
Deixe a mulher em silêncio e ela morre.
O som define a mulher. Ela é o som.
Som do riso na alegria e do choro na fraqueza. Se o da reclamação dela é alto, não menos intenso é o silêncio do seu elogio.
No gingar do corpo dela se percebe o som do roçar das articulações.
Se fosse possível escutar o silêncio da mulher, se ouviria o rir e chorar, o gritar e o elogiar dos seus pensamentos.
Tem mulher cujo olhar parece te gritar “socorro”. Ou te chamar de “cachorro”.
Se duas mulheres se abraçam sorrindo e dizem “oooi amiiiiga!”, repare e verá que elas encostam rostos e se chacoalham enquanto batem os pezinhos como que a sapatear de alegria.
E o som da mulher quando ama? Que som!
Há som quando o produto do amor dela coloca mais um bebê neste nada silencioso planeta.
Mulher é som. Nos aeroportos chegam radiantemente sonoras. Se na partida suas lágrimas gritam ausência, na volta emitem um choro sorridente, que é a forma delas gritarem “Presente!”.
Diante da morte, o coração feminino soluça tão triste que os demais corações caem num pranto solidário ao sofrer dela.
No trabalho ela canta com olhos, braços, pernas e pés, enquanto a mente conecta bilhões de neurônios para fazer em gritos silenciosos o serviço sair bem direitinho.
Que lindas são as mulheres e seus sons!
Que lindo é o som que emitem quando fingem não nos ver. Ou quando nos chamam de volta e dizendo com ternura “te amo, seu cachorro!”, nos olham com uma doçura que fala mais do que milhões de palavras que poderíamos dizer a elas.
A mulher se define pelo som.
E nós, homens, pelo silêncio.
Está sorrindo e falando? Então está feliz!
Se pega batom e rímel ou se joga roupa sobre roupa e faz coisas ao mesmo tempo, passa roupa, assiste tevê, fala ao telefone e testa sapatos, então é certo: ela está feliz.
Mas nada define melhor a felicidade feminina do que o som.
Se está feliz, mesmo não tendo com quem falar, ela falará consigo mesma.
A mulher se define pelo som. É com a voz que ela conta o seu dia. Mas preste atenção e verá os olhos dela falando, os braços, a cabeça e as pernas falando. Tudo na mulher é som.
E nada de monotonia. São sons altos e baixos, graves e agudos, oitavas acima e abaixo, numa sinfonia sonora encantadora.
Às vezes fala e fala e fala, noutras sons lentos, mas sempre sons.
Não há como padronizar a mulher pelo silêncio.
Deixe a mulher em silêncio e ela morre.
O som define a mulher. Ela é o som.
Som do riso na alegria e do choro na fraqueza. Se o da reclamação dela é alto, não menos intenso é o silêncio do seu elogio.
No gingar do corpo dela se percebe o som do roçar das articulações.
Se fosse possível escutar o silêncio da mulher, se ouviria o rir e chorar, o gritar e o elogiar dos seus pensamentos.
Tem mulher cujo olhar parece te gritar “socorro”. Ou te chamar de “cachorro”.
Se duas mulheres se abraçam sorrindo e dizem “oooi amiiiiga!”, repare e verá que elas encostam rostos e se chacoalham enquanto batem os pezinhos como que a sapatear de alegria.
E o som da mulher quando ama? Que som!
Há som quando o produto do amor dela coloca mais um bebê neste nada silencioso planeta.
Mulher é som. Nos aeroportos chegam radiantemente sonoras. Se na partida suas lágrimas gritam ausência, na volta emitem um choro sorridente, que é a forma delas gritarem “Presente!”.
Diante da morte, o coração feminino soluça tão triste que os demais corações caem num pranto solidário ao sofrer dela.
No trabalho ela canta com olhos, braços, pernas e pés, enquanto a mente conecta bilhões de neurônios para fazer em gritos silenciosos o serviço sair bem direitinho.
Que lindas são as mulheres e seus sons!
Que lindo é o som que emitem quando fingem não nos ver. Ou quando nos chamam de volta e dizendo com ternura “te amo, seu cachorro!”, nos olham com uma doçura que fala mais do que milhões de palavras que poderíamos dizer a elas.
A mulher se define pelo som.
E nós, homens, pelo silêncio.