Nos últimos 26 anos ocorreram inúmeros acidentes na “curva do peixe”, aquela curva na BR 116, abaixo da Malharias Daiane, quando se vem de Novo Hamburgo. Ela se chama “do peixe” porque ali tombaram, num só mês, dois caminhões carregados de peixes.
A curva forma um zigue-zague fechado, e a Força da Gravidade é fortíssima naquele local.
Tanto indo a Novo Hamburgo quanto vindo a Dois Irmãos, ao entrar nela o veículo é "puxado" violentamente pela força G.
Se houver pneu descalibrado ou o veículo entrar na curva com velocidade (o que é normal, pois está na baixada) logo o carro "se joga" para dentro (ou para fora) da pista.
Até pilotos com décadas de volante já levaram grandes sustos naquela curva.
Jovens, crianças, adultos e idosos perderam a vida ali. O traçado é fechado demais e praticamente induz ao acidente.
Portanto: a curva deve ser eliminada.
Ano a ano se lê notícia de morte e acidentes leves, graves e gravíssimos nessa curva. E mesmo assim ela continua lá, firme e matadora.
O que é que há?
Vemos o sofrimento e nada fazemos.
Estamos cegos?
Perdemos o sentimento?
A vida não tem valor?
Alto lá! Vamos acabar com essa curva.
E é simples: basta fazer a estrada não pelo traçado que tem hoje (o zigue-zague) e sim por cima do barranco.
Se quem vem da Daiane, ao chegar lá embaixo não dobrar à esquerda mas seguir reto, indo por cima do barranco para sair em frente ao Barbom, está resolvido o problema.
Simples, não é?
E que custo tem isso? Mínimo! Primeiro porque vida não tem preço. E segundo porque os duzentos metros de asfalto e o trabalho de base no barranco é uma barbada.
O barranco está embaixo da alta voltagem e a terra é barata.
E com duzentos metros de asfalto se tira a curva, o traçado da BR fica quase reto.
E o que fazer com o asfalto de hoje?
Transforma num ponto turístico. Faz ali um Memorial, um pedido de desculpa aos familiares dos que perderam a vida ali.
É bê-á-bá.
Não sei como não se pensou nisso antes.