Dois Irmãos só tem duas coisas realmente belas. Uma é o morro Dois Irmãos. É um acidente geográfico maravilhoso, que toda Grande Porto Alegre avista e admira.
É o que Dois Irmãos tem de mais belo, e deveria ser preservado, tombado como patrimônio e toda a área ao redor deles deveria ser de radical preservação.
Se a primeira grande beleza de Dois Irmãos veio de um acidente geográfico, a segunda veio de um equívoco (ou seria trampa?) político-administrativo, e é a BR 116.
A 116 não era para estar nesse traçado subindo por Morro Reuter. A BR 116 era para ser construída na Avenida Presidente Lucena. Entraria por Novo Hamburgo, passaria por Estância Velha, subiria a Ivoti, desceria por Presidente Lucena e sairia em Picada Café.
Mas quando foram construir a BR116, viram que “por aqui” teria “mais asfalto” (e mais comissão) e fizeram ela por Dois Irmãos e não no seu traçado original.
A estrada ficou linda. E muito romântica, porque 60 anos atrás, quando a fizeram, algum gênio da época (que não se sabe quem foi, pois não existia o Jornal Dois Irmãos) mandou colocar plátanos em Morro Reuter. Cinquenta anos depois, este colunista incomodou os prefeitos (Arnildo Mallmann e Renato Dexheimer) a plantar novos plátanos. Em Morro Reuter o prefeito Sabá, por inspiração própria, mas baseado no projeto que fizemos, plantou antes de Dois Irmãos. E a BR 116 ficou assim, uma pista suficientemente larga para passar veículos de forma racional, e muito romântica, elogiada por todos que não enxergam apenas o próprio umbigo.
E se resume a isso o belo na nossa cidade: Os morros e a BR.
Desgraçadamente, os morros Dois Irmãos fora, transformando-se. Um deles virou “paliteiro”. E o outro, se você olhar ele lá de Novo Hamburgo, verá que o Kephas e outras daquelas vilas o estão “escalando”, construindo casas quase palafitas. Com os paliteiros do lado de cá e as palafitas pobres o escalando pelo lado de lá, o que um dia foi “belo” se tornará feio. E assim perderemos esse patrimônio estético da cidade.
E a BR 116? Bom, com as ideias que temos por aí, é provável que logo acabem com o romântico da BR: cortem todos os plátanos e a alarguem para que as pessoas possam “ir mais rápido” para Gramado.
É o que Dois Irmãos tem de mais belo, e deveria ser preservado, tombado como patrimônio e toda a área ao redor deles deveria ser de radical preservação.
Se a primeira grande beleza de Dois Irmãos veio de um acidente geográfico, a segunda veio de um equívoco (ou seria trampa?) político-administrativo, e é a BR 116.
A 116 não era para estar nesse traçado subindo por Morro Reuter. A BR 116 era para ser construída na Avenida Presidente Lucena. Entraria por Novo Hamburgo, passaria por Estância Velha, subiria a Ivoti, desceria por Presidente Lucena e sairia em Picada Café.
Mas quando foram construir a BR116, viram que “por aqui” teria “mais asfalto” (e mais comissão) e fizeram ela por Dois Irmãos e não no seu traçado original.
A estrada ficou linda. E muito romântica, porque 60 anos atrás, quando a fizeram, algum gênio da época (que não se sabe quem foi, pois não existia o Jornal Dois Irmãos) mandou colocar plátanos em Morro Reuter. Cinquenta anos depois, este colunista incomodou os prefeitos (Arnildo Mallmann e Renato Dexheimer) a plantar novos plátanos. Em Morro Reuter o prefeito Sabá, por inspiração própria, mas baseado no projeto que fizemos, plantou antes de Dois Irmãos. E a BR 116 ficou assim, uma pista suficientemente larga para passar veículos de forma racional, e muito romântica, elogiada por todos que não enxergam apenas o próprio umbigo.
E se resume a isso o belo na nossa cidade: Os morros e a BR.
Desgraçadamente, os morros Dois Irmãos fora, transformando-se. Um deles virou “paliteiro”. E o outro, se você olhar ele lá de Novo Hamburgo, verá que o Kephas e outras daquelas vilas o estão “escalando”, construindo casas quase palafitas. Com os paliteiros do lado de cá e as palafitas pobres o escalando pelo lado de lá, o que um dia foi “belo” se tornará feio. E assim perderemos esse patrimônio estético da cidade.
E a BR 116? Bom, com as ideias que temos por aí, é provável que logo acabem com o romântico da BR: cortem todos os plátanos e a alarguem para que as pessoas possam “ir mais rápido” para Gramado.