quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Uma edição inesquecível do JDI

Quem acompanha o Jornal Dois Irmãos está lendo as páginas “do passado” que estamos publicando diariamente.
Esse material, feito pela equipe do JDI, com entrevistas exclusivas e direitos autorais reservados juridicamente, é um esforço deste jornal em retomar a história que se perdeu no tempo.
No início deste ano, e em preparação aos 50 anos do município, fizemos um longo debate sobre o que fazer para a edição do JDI que comemorará o cinquentenário de Dois Irmãos.
Depois de muito debater, pensar, se irritar, rir e quase chorar, resolvemos tirar da pré-história o “estilo de vida” que os moradores de Dois Irmãos tinham “até 1959”, o ano da sua emancipação de São Leopoldo.
Fizemos uma pauta de 50 assuntos que pudessem esclarecer como viviam os dois-irmonenses até 1959, abordando saúde, educação, segurança, comunicação, energia, água, hábitos de higiene, comércio, religião, família, casamento, nascimentos... e muitos outros.
Em cada assunto foi feita uma pesquisa séria, uma conversa com "quem viveu" cada fato. Em cada reportagem, duas, três, quatro, até 10 pessoas foram ouvidas, para que o relato desse passado viesse para nós, agora, com exatidão e precisão, sem erro.
Esse material é um esforço que fazemos para jogar um facho de luz no passado já quase esquecido. Para mostrar que não aparecemos simplesmente no mundo, mas somos fruto de uma história, fruto de pessoas que antes viviam em condições dificílimas e foram se esforçando para ir tirando o ruim e deixando o bom, que faz nossa vida mais fácil hoje.
Para mostrar como Dois Irmãos “era”, ouvimos pessoas até de 100 anos de idade. Vai ser uma edição inesquecível. Um legado do Jornal Dois Irmãos para a cidade. Um material jornalístico repleto de pesquisa narrando experiências de vida. A história como ela foi. Um material precioso que vai encantar a todos quando chegar às ruas, em setembro próximo.
E até nós, com toda estrutura de jornal, tivemos de nos esforçar para não desistir, pois as vezes se olha às ruas e (erroneamente) se pensa que não se tem mais nada a ver com elas.
Mas finalmente estamos concluindo esse trabalho. E você terá acesso a tudo isso na edição especial de setembro, comemorativa aos 50 anos de Dois Irmãos.
Nunca se sabe para que se veio ao mundo. Mas em edições como será essa de setembro, se tem pelo menos uma pálida desconfiança de qual seja a razão do nosso existir.doenças “novas” que temos assistido e que ninguém sabe como chegam até nós.
Na bolsa de Nova Iorque, porém, algumas empresas fabricantes de medicamentos crescem o valor de suas ações.
Se morreram alguns?
Ah, tá. Mas o que são “alguns”, nestes 6 bilhões e meio de “gentes” que somos?
“Alguns” sempre morrem, não é?
Faz parte...
E assim a crueldade fica comum, fica banal, normal, e a inocência que caracteriza o ser humano tal qual o criador o pensou, vai desaparecendo em nossos gens, vai ficando insignificante ao ponto de um dia olharmos para as crianças e não vermos mais aquela doçura de anjo com a qual todos nascemos.
E então você dirá: “E daí?”
E completará, dizendo:
- Já quase ninguém tinha inocência mesmo...