Antigamente era preciso ser culto. Hoje cultura já era, mas se perdemos em profundidade, ganhamos em leveza existencial.
Tomada por um surto hedonista de prazer intenso e imediato, a atual geração nos ensina que "ser" é viver total e imediatamente.
Se Heidegger escrevesse “Ser e Tempo” hoje, (talvez) ele diria que Ser é viver e que Tempo é agora e ontem e amanhã são apenas delírios da mente humana.
A geração jovem reduziu “cultura” ao mínimo, e dá prioridade ao viver intensamente a vida. Esta é a geração do prazer rápido.
Observando esta geração sem complicação, até penso que a nossa geração (a dos hoje cinqüentões) não sabia viver. Nos disseram (e nós acreditamos) que o mundo era eterno e que a cultura deveria ser passada adiante. Então nos tornamos preocupados e introspectivas. Muitos de nós afundaram em depressão, foram vítimas de pressão ou fulminantes ataques cardíacos. E o pior é que geramos sem querer uma sociedade de seres que ao invés de se tornarem amorosos pelo que sabem e têm, tornaram-se petulantes exaltadores de conhecimento e riqueza.
As ruas não são fruto da atual geração, e sim de mim, meus pais e meus avós. Se não gosto das ruas, talvez na verdade eu não goste é de mim.
A atual geração pode não ser culta, nem dominar idiomas e compreender temas de ciência, religião e culturas humanas. Mas ela é mais leve do que a nossa geração, e eu diria que em muitos aspectos é bem melhor que a nossa.
A atual geração se tornou hedonista e não perde tempo, apenas vive. Há beleza e frescor nessa juventude que está nas ruas, entre os 20 e 30 e poucos anos.
Comparados a atual geração, dá para dizer que nós, os cinqüentões, "nascemos velho", pois passamos a vida acreditando que ter prazer é feio e que viver requer muuuuuito sofrimento.
Esta atual geração sabe que prazer é bom, e sabe naturalmente que viver é fácil. Eles são nossos filhos e talvez tenhamos projetado neles o mundo que queríamos viver e não tivemos coragem de viver. Nossa geração sempre teve mais medo de encarar a vida do que de encarar a morte, e deveríamos aprender com esta geração jovem que hoje está nas ruas. Talvez essa geração seja o “eu coletivo” que queríamos ser mas não tivemos coragem de ser.
Portanto, se você ver alguém “dando pau” no modo de viver da atual geração, pode saber que esse crítico está fazendo isso por que não tem a coragem necessária para ser tão hedonista quanto esta geração é.
Tomada por um surto hedonista de prazer intenso e imediato, a atual geração nos ensina que "ser" é viver total e imediatamente.
Se Heidegger escrevesse “Ser e Tempo” hoje, (talvez) ele diria que Ser é viver e que Tempo é agora e ontem e amanhã são apenas delírios da mente humana.
A geração jovem reduziu “cultura” ao mínimo, e dá prioridade ao viver intensamente a vida. Esta é a geração do prazer rápido.
Observando esta geração sem complicação, até penso que a nossa geração (a dos hoje cinqüentões) não sabia viver. Nos disseram (e nós acreditamos) que o mundo era eterno e que a cultura deveria ser passada adiante. Então nos tornamos preocupados e introspectivas. Muitos de nós afundaram em depressão, foram vítimas de pressão ou fulminantes ataques cardíacos. E o pior é que geramos sem querer uma sociedade de seres que ao invés de se tornarem amorosos pelo que sabem e têm, tornaram-se petulantes exaltadores de conhecimento e riqueza.
As ruas não são fruto da atual geração, e sim de mim, meus pais e meus avós. Se não gosto das ruas, talvez na verdade eu não goste é de mim.
A atual geração pode não ser culta, nem dominar idiomas e compreender temas de ciência, religião e culturas humanas. Mas ela é mais leve do que a nossa geração, e eu diria que em muitos aspectos é bem melhor que a nossa.
A atual geração se tornou hedonista e não perde tempo, apenas vive. Há beleza e frescor nessa juventude que está nas ruas, entre os 20 e 30 e poucos anos.
Comparados a atual geração, dá para dizer que nós, os cinqüentões, "nascemos velho", pois passamos a vida acreditando que ter prazer é feio e que viver requer muuuuuito sofrimento.
Esta atual geração sabe que prazer é bom, e sabe naturalmente que viver é fácil. Eles são nossos filhos e talvez tenhamos projetado neles o mundo que queríamos viver e não tivemos coragem de viver. Nossa geração sempre teve mais medo de encarar a vida do que de encarar a morte, e deveríamos aprender com esta geração jovem que hoje está nas ruas. Talvez essa geração seja o “eu coletivo” que queríamos ser mas não tivemos coragem de ser.
Portanto, se você ver alguém “dando pau” no modo de viver da atual geração, pode saber que esse crítico está fazendo isso por que não tem a coragem necessária para ser tão hedonista quanto esta geração é.