quarta-feira, 12 de agosto de 2009

E o universo é uma bolha

Fui reler Bolha-Zite-2, o livrinho de ficção científica que escrevi em 1997.
Ao final da leitura, que me tomou duas horas nas quais mergulhei num mundo de fantasia e tecnologia, fiquei feliz em ter escrito Bolha-Zite-2.
É uma estória de ficção bem bonita.
Tem traição. Tem crime. Tem a estrutura do Poder (universal). Mulheres e homens, soldados e naves, ciúmes e vaidades, ascensões e quedas.
E tem um desfecho muito bonito, que é quando o ser humano encontra-se diante do verdadeiro amor e precisa decidir se fica com ele ou se o manda embora.
Na época em que o escrevi (12 anos atrás) estava em debate a teoria da existência dos Uni­versos Paralelos. É uma teoria simples, cujo defensor é um astrofísico muito famoso, que disse:
- O universo teve um começo (o big-bang) e se expande. E se ele se ex­pande é por que ele é um tipo de bolha. E se ele é uma bolha, podem existir outros universos, além deste em que vivemos.
Foi uma gritaria entre os cientistas. Mas como quem disse isso foi Stephen Hawking, o mais respeitado dos astrofísicos, surgiu a teoria dos Universos Paralelos.
E, desde então, nos círculos científicos se debate a possibilidade do universo ser uma bolha, e haver, além deste nosso universo-bolha, outros universos.
Essa teoria é temida por que se for verdadeira ela na prática impossibilitará responder (cientificamente) a nossa maior dúvida, que é esta:
- Afinal, de onde viemos?
É nessa teoria do universo como bolha que me inspirei para escrever o livrinho Bolha-Zite-2. E, após relê-lo, confesso (sem vaidade) que é um romance agradável, obviamente para quem gosta de romance, gosta de ficção e (mais grave ainda) gosta de ler.
Para ser franco, nem lembrava mais dele, até a querida amiga Salete (ali da biblioteca municipal) solicitar, na semana passada, que coloque alguns exemplares dele à venda na Feira do Livro.